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Actualidades

A Igreja Católica no centro do diálogo com as religiões na R. Centro-Africana

19 de Junho de 2013

O Bispos de Bangassou, na República Centro-Africana, declarou: «Começamos o diálogo entre muçulmanos, católicos e protestantes para acalmar a situação, caso contrário, este país pode estourar».


Dom Juan José Aguirre Muños, missionário comboniano, encontra-se em Bangui para uma reunião da «Conferência Episcopal da República Centro-Africana».


«Estamos a oferecer uma oportunidade para o diálogo a fim de que a vida da população possa se normalizar. Uma vez que os muçulmanos foram acusados de serem cúmplices no Seleka (coalizão rebelde que tomou o poder e expulsou o Presidente Bozizé), estamos a tentar evitar vinganças e mais violência», acrescentou.


De acordo com este comboniano, «muitas ONGs pediram àIgreja Católicapara coordenar essas tentativas de diálogo em diferentes partes da República Centro-Africana e estamos a trabalhar nessa direção».


A República Centro-Africana tem enfrentado novos ataques do Exército de Resistência do Senhor (LRA), grupo guerrilheiro do Uganda que instalou algumas de suas bases no leste do país. O novo presidente centro-africano e líder do Seleka, Michel Djotodia, anunciou o envio de tropas para o leste para expulsar os rebeldes ugandeses.


«Eu não gostaria que essas declarações fossem uma desculpa do Seleka para entrar no leste que, bem ou mal, ainda está protegido pela presença de tropas ugandeses e americanas», disse Dom Aguirre Muños.


«O Seleka não pode entrarem Zemio e Obo, com exceção de alguns saqueios. Os soldados ugandeses estão no sudeste da República Centro-Africana,em nome da União Africana, para expulsar o LRA. O Seleka, afirmando que quer atacar o LRA, quer provar que a presença das tropas ugandesas não é mais necessária e, em seguida, ter o controle daquela área».


«O LRA está aqui há seis anos e nos fez passar uma enorme provação em todo o leste. Não é fácil derrotá-lo", concluiu o bispo.

Apelo do Papa pelos refugiados

19 de Junho de 2013

O Papa lançou esta quarta-feira, 19 de Junho, um apelo em favor dos refugiados, por ocasião do «Dia Mundial dos Refugiados», a ser celebrado amanhã (20). De acordo com a ONU, em 2012 os refugiados eram mais 45 milhões em todo o mundo.


«Somos convidados a refletir, especialmente, sobre a situação das famílias refugiadas, obrigadas, muitas vezes, a deixarem depressa as suas casas e a sua Pátria e a perder todos os seus bens e segurança para fugir das violências, perseguições ou graves discriminações por causa da religião que professam, da pertença a um grupo étnico e das suas ideias políticas», referiu o Papa.


«Não podemos ser insensíveis para com essas famílias e com todos os nossos irmãos e irmãs refugiados. Somos convidados a ajudá-los, abrindo-nos à compreensão e à unidade. Não faltem, em todo o mundo, pessoas e instituições que os assistam. No seu rosto está impresso o rosto de Jesus!», acrescentou


Por outro lado, o Santo Padre recordou ainda que, no passado domingo, no âmbito do «Ano da Fé», celebramos Deus que é fonte da Vida, Cristo que nos dá a vida divina, o Espírito Santo que nos mantém na relação vital de verdadeiros filhos de Deus. E o Papa Francisco concluiu fazendo mais um apelo:


«Desejo dirigir-lhes, mais uma vez ainda, um convite a todos a acolher e testemunhar o “Evangelho da Vida”, a promover e a defender a vida em todas as suas dimensões e em todas as suas fases. O cristão é aquele que diz “sim” à vida, que diz “sim” a Deus vivo”».


 

Amar e rezar por nossos inimigos

19 de Junho de 2013

Homilia do Papa Francisco para a terça-feira, 18 de Junho de 2013 


Papa Francisco celebrou Missa, esta manhã em sua Capela particular, na Casa Santa Marta, da qual participaram, entre outros, o Cardeal Giuseppe Versaldi, acompanhado de um grupo de colaboradores da Prefeitura dos Assuntos Económicos da Santa Sé, e alguns funcionários do Museu Vaticano.


Em sua homilia o Santo Padre recomendou aos presentes o mandamento de Jesus “amar ao próximo, como a nós mesmos”. Isso é difícil, disse o Papa, mas é o que Jesus exige. De consequência, ele nos pede também para amar nossos inimigos e rezar por eles, a fim de que se convertam.


Diante dos dramas da humanidade, hoje, o Papa levantou diversas questões: como podemos amar aqueles que tomam a decisão de cometer atentados contra a vida, matando tantas pessoas? Como perdoar aqueles que, por amor ao dinheiro, impedem que cheguem remédios às pessoas idosas, deixando-as morrer? Ou como perdoar aqueles que correm atrás dos próprios interesses e do próprio poder? Como amar nossos inimigos?


E o Papa Francisco respondeu: até nós mesmos podemos ser inimigos dos outros. Não é fácil perdoar-lhes. Jesus é exigente conosco e nos pede para ir mais além: ele não nos pede apenas para amar, mas para “sermos perfeitos como o nosso Pai, que está no Céu”. Somente assim, concluiu o Papa, obteremos a graça e a riqueza da salvação!

Comissão inicia processo de reconciliação no Sudão do Sul

18 de Junho de 2013

Uma semana de orações, uma reunião com as comunidades muçulmanas, encontros e debates sobre a guerra, a paz e o futuro nas dez regiões do país são as primeiras etapas do processo «Reconciliação Nacional» definido pela Comissão formada por membros destacados do Concelho de Igrejas do Sudão.


O calendário de eventos, divulgado pelo presidente da Comissão de Reconciliação Nacional, o Arcebispo Daniel Deng Bul, anuncia a Semana de Oração entre os dias 1 e 7 de Julho. Em seguida, haverá uma reunião com a comunidade muçulmana e no dia 9 de Julho, coincidindo com o segundo aniversário da independência do Sudão do Sul, será firmado um novo compromisso ecuménico e inter-religioso.


Para o mês de Agosto estão reservadas reuniões e discussões sobre a guerra cicil que terminou em 2005, sobre os conflitos de terras e pastagens, que continuam após a independência, e sobre os desafios de superação para promover a paz entre os mais de 60 grupos étnicos do país.


«O objetivo é formar uma aliança independente e abrir uma colaboração que possa lidar com as causas profundas dos conflitos no Sudão do Sul, contruir pontes para superar as barreiras políticas e sociais e conciliar todos os sulistas, especialmente aqueles que sofreram ferimentos físicos e psicológicos», refere o Arcebispo Deng.


A Comissão foi constituída pelo presidente Salva Kiir, através de um decreto emitido em abril. O vice-presidente do Comissão é Bispo Paride Taban, Bispo Emérito de Torit, um dos maiores defensores da independência do Sudão do Sul.

Os cristãos devem ser mansos e generosos

18 de Junho de 2013

Homilia Papa Francisco em Santa Marta, na segunda-feira, 17 de Junho de 2013.


Como todas as manhãs, Papa Francisco celebrou Missa, na Capela da Casa Santa Marta, onde reside, da qual concelebraram o Cardeal Attilio Nicora, Presidente da Autoridade de Informação Financeira, - acompanhado de seus colaboradores, - e o Cardeal-arcebispo de Manila, Filipinas, Dom Luis Antonio Tagle; participou ainda, entre outros, um grupo de colaboradores do Museu Vaticano.


Ao centro da reflexão do Santo Padre estiveram as palavras de Jesus dirigidas aos seus discípulos: “Se alguém bater na sua face, ofereça-lhe também a outra”. Para o cristão, de fato, Jesus é tudo: daqui deriva a sua magnanimidade.


Na lógica normal da vida, disse o Papa, as pessoas lutam para se defender. De fato, se alguém nos der uma bofetada, a nossa reação imediata é dar-lhe duas. O rosto representa a nossa dignidade. A justiça de Jesus é superior àquela dos escribas: “Dente por dente, olho por olho”. Eis, pois, o segredo da magnanimidade cristã, que sempre é acompanhada pela mansidão. E o Papa prosseguiu:


“O cristão è uma pessoa que alarga o seu coração com a sua magnanimidade, porque Jesus Cristo é o seu tudo... Mas, seguir a Jesus não é fácil. Mas, também não é difícil, porque na estrada do amor o Senhor nos alarga seu coração”.


Papa Francisco concluiu sua reflexão exortando os presentes a pedirem ao Senhor, a fim de dilatar os nossos corações, tornando-nos cristãos mansos, humildes e generosos.

Combonianas celebram 50 anos da presença no Equador

18 de Junho de 2013

Os cristãos de San Lorenzo (Esmeraldas) organizaram uma festa no dia 26 de Maio passado, para celebrar os 50 anos da chegada das Missionárias Combonianas ao Equador. “As Irmãs associaram-se e desfrutaram de esta manifestação de imensa alegria e gratidão por todos estes anos de serviço no Equador”, disse Daniela Maccari, comboniana a trabalhar no país desde 2009.


“Como não comover-se – desabafa a irmã Daniela – ao recordar as muitas irmãs combonianas que trabalharam, amaram, suaram, sofreram, gozaram… e ao longo destes anos fizeram causa comum com um povo que não esquece nenhuma delas e que para cada uma delas tem palavras de reconhecimento, louvores, abraços, orações, cantos, danças… que manifestam como o carisma de Comboni uniu as suas filhas e a sua família missionária à vida, às alegrias, às lutas, aos sofrimentos e às conquistas do povo de San Lorenzo.”


Com grande participação dos cristãos, organizou-se um Tríduo de preparação para a festa, no qual se recordaram as irmãs que deixaram as marcas da sua consagração missionária e já estão com o Senhor, mas que ainda continuam presentes no coração das pessoas.


Na liturgia do domingo da Santíssima Trindade, dia 26 de Maio, ao ritmo de tambores e de danças, o bispo de Esmeraldas, Mons. Eugenio Arellano Fernández, recordou “o imenso amor de Deus para com o povo de San Lorenzo” e ressaltou “a beleza da vocação e da missão de tantas filhas de Comboni que, nesta terra, deram o melhor de si mesmas, se entregaram totalmente,… e receberam das pessoas acolhimento, carinho, gratidão, e colaboração”.


Segundo a Irmã Daniela, San Lorenzo e a Igreja caminharam e cresceram muito nestes anos passados. “A região e a sociedade de San Lorenzo avançaram e progrediram através de tantas obras sociais que as missionárias combonianas iniciaram e que hoje continuam levando para a frente, com competência e profissionalismo: o hospital, a maternidade, o jardim infantil, a escola, o colégio, o instituto de educação especial, a formação e a organização das mulheres, a evangelização e a pastoral das comunidades cristãs. Toda uma série de coisas boas que o Senhor plantou nesta terra fértil, no coração e na vida de tantas pessoas e famílias.”


Um dos momentos comoventes da festa e, ao mesmo tempo, de profunda comunhão foi quando se leram algumas cartas das irmãs que se encontram em missão noutros países e continentes. Estas missionárias, através das suas cartas, quiseram estar presentes na festa de um povo, de uma terra e de uma Igreja que para elas foram mãe, irmã e amiga. “Mais de 500 pessoas, grandes e pequenas, todas sentadas à voltas das mesas de um grande salão – concluiu agradecida a irmã Daniela – partilhamos comida, recordações e emoções. Agradecemos muito aos grupos da paróquia, aos missionários, e a todo o povo de San Lorenzo que organizou esta grande festa.”


A paz cristã é levar a reconciliação ao mundo

17 de Junho de 2013

Homilia do papa para o sábado, 15 de Junho.


Papa Francisco celebrou, no sábado, 15 de Junho, uma Santa Missa na Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, da qual concelebrou, entre outros, o Cardeal Joseph Zen Ze-Kiun, membro do Conselho Especial para a Ásia da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos.


Em sua reflexão, aos fiéis aos presentes, o Santo Padre destacou que a vida cristã, não é estar em paz até o fim da vida, mas ir pelo mundo a anunciar Jesus, que nos reconciliou com Deus; é um dinamismo, que leva a estar nas estradas e na vida levando o anúncio evangélico.


Citando o Apóstolo Paulo, o Santo Padre diz que ele utiliza, por cinco vezes, o termo “reconciliação”, alternando-o com força e ternura: “Suplico-lhes,em nome de Cristo: deixem-se reconciliar com Deus”. Mas, o que é a reconciliação? - perguntou o Papa e respondeu:


“A verdadeira reconciliação é que Deus, em Cristo, assumiu os nossos pecados e fez-se pecado por nós. E, quando vamos confessar, por exemplo, não devemos apenas confessar os nossos pecados e Deus nos perdoa. Não, não é só isso. É defrontar-nos com Jesus Cristo e dizer-lhe: “Isto é para ti e cometo pecado novamente”. É disso que ele gosta, porque esta é a sua missão: fazer-se pecado por nós, para livrar-nos”.


Trata-se da beleza e do “escândalo” da redenção atuada por Jesus. Mas, é também um mistério, afirma o Papa, do qual o Apóstolo Paulo tira lição, que o impele a ir adiante e a repetir a todos uma coisa tão maravilhosa: o amor de um Deus, que entregou o seu Filho à morte por mim. Não obstante, corremos o risco de não atingirmos jamais esta verdade, no momento em que “desvalorizarmos a vida cristã”, reduzindo-a a uma lista de coisas a serem observadas, perdendo assim o ardor e a força do amor que ela contém. E o Papa acrescentou:


“Mas, os filósofos dizem que a paz é ter certa tranqüilidade na ordem... tudo organizado e sereno... Esta não é a paz cristã! A paz cristã é uma paz inquieta, não é uma paz tranqüila; ela vai adiante para levar esta mensagem de reconciliação. A paz cristã nos impele a ir adiante. Eis o início e a raiz do zelo apostólico”.


Com efeito, disse por fim o Papa, o zelo apostólico não é ir adiante para fazer proselitismo ou estatísticas, por exemplo, em tal País aumentaram os cristãos... em tal movimento, idem... É verdade, as estatísticas são boas, ajudam, mas não é isso que Deus quer de nós, fazer proselitismo. O que o Senhor quer de nós é precisamente o anúncio desta reconciliação, que é o núcleo da sua própria mensagem. (MT)

Sudão do Sul: Refugiados

17 de Junho de 2013

Yida, na parte norte do estado sul-sudanês de Unity, acolhe refugiados dos Montes Nubas, no estado sudanês do Cordofão do Sul, desde Agosto de 2011, depois de a guerra ter começado naquela região a 5 de Junho de 2011. Desde então, as tropas do Governo têm bombardeado sistematicamente alvos civis, incluindo aldeias, mercados, áreas agrícolas e rebanhos. Hoje o campo tem uma população de mais de 70 mil.


Visto do céu, o campo é uma coleção de pequenos pontos brancos e azuis espalhados por uma área de38 quilómetrosquadrados por entre esparsas árvores que restam do que era uma floresta espessa. As casas são feitas de paus e erva seca e coberta com plásticos fornecidos por agências humanitárias como a Samaritan´s Purse e as Nações Unidas. Algumas casas são de blocos de barro secos ao sol.


O campo é um espaço aberto, sem arame farpado. As crianças estão bem nutridas e limpas e são muito simpáticas. Há 20 mil em idade escolar que frequentam oito escolas primárias e uma secundária feitas de paus, palha e plásticos. Os da pré-primária contentam-se com a sombra de uma árvore. Um dos dez professores quenianos que ensinam os 270 alunos do décimo ano – a escola abriu em Janeiro – disse-me que os Nubas levam a educação muito a sério apesar da precariedade em que vivem.


Tanto o Governo do Sudão do Sul como o ACNUR, a agência para refugiados da ONU, querem mudar o campo para Ajuong, mais para sudeste. Razão? Yida está demasiado perto da fronteira – a um dia de caminhada – e não oferece segurança. Depois, Yida é ponto de passagem para as forças do SPLA-North que combatem o Governo de Cartum, e que recrutam entre a população jovem dos refugiados.


O Governo ordenou ao ACNUR para parar de registar novos refugiados a partir de 4 de Abril para forçar as pessoas a irem para Ajuong. Mas os refugiados vão ficando por Yida mesmo que não possam receber comida e outras ajudas porque não estão registados. Um agente humanitário disse-me que já há 3000 pessoas a viver da comida que recebem de familiares e amigos. Casos de malnutrição começam a aparecer. A falta de comida pode vir a trazer violência e banditismo ao campo! Toda a gente sabe onde a comida está guardada e os famintos podem ser tentados a saquear as mais de 30 tendas gigantes com comida para 100 mil pessoas até final de Dezembro.


O campo também precisa de mais 500 latrinas para reforçar a saúde pública durante a estação da chuva, que já começou. As cerca de 2000 latrinas contraídas não chegam para as necessidades e a diarreia e a hepatite E são recorrentes durante as chuvas por falta de condições sanitárias.


Ajuong – que abriu em Março – tem cerca de 1,200 residentes, a maioria rapazes dos 18 aos 20 e poucos que são pagos para cavar latrinas e preparar outras estruturas no novo campo. Os residentes de Yida não querem nem ouvir falar da mudança: dizem que lhes custou muito trabalho chegar a um acordo sobre a partilha de água, lenha e outros recursos naturais com a comunidade local e não querem ser guardados pelos soldados sulistas que têm fama - e proveito - de más maneiras.


José Vieira – Missionário Comboniano no Sudão do Sul

A história e a mensagem de Fátima estarão na JMJ

13 de Junho de 2013

Aproxima-se o grande encontro dos jovens com o Papa Francisco, na Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, no Brasil, de 23 a 28 de Julho. 


Num dos momentos da JMJ, a pedido do arcebispo do Rio de Janeiro, será dado destaque à história e à mensagem de Fátima, com a presença do Reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas.


A fotografia recorda o momento em que, a 12 de Maio,em Fátima, D. Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, recebe das mãos de D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, o filme «Fátima no Mundo», produzido em exclusivo para ser exibido na JMJ.


Ide e fazei discípulos entre todas as nações!

Não regredir nem sair da estrada!

13 de Junho de 2013

Homilia do Papa para a quarta-feira, 12 de Junho de 2013.


 


Não devemos ter medo da liberdade que o Espírito Santo nos dá: foi o que destacou o Papa Francisco na Missa de quarta-feira, 12 de Junho, na Casa Santa Marta, concelebrada pelo Cardeal brasileiro João Braz de Aviz.


“Não vim para abolir a lei”: o Pontífice desenvolveu a sua homilia partindo dessas palavras de Jesus aos discípulos e observou que este trecho evangélico segue o das bem-aventuranças, “expressão da nova lei” mais exigente do que a de Moisés.


Esta lei, acrescentou, é “fruto da Aliança” e não pode ser compreendida sem ela. Jesus, afirmou o Papa, “é a expressão da maturidade da lei”, e quando chegar à plenitude, é por obra do Espírito Santo: “O caminhar por esta estrada comporta riscos, mas é a única estrada da maturidade, para sair dos tempos nos quais não estamos maduros. Neste caminho rumo à maturidade da lei, que vem com a pregação de Jesus, há sempre medo, medo da liberdade que o Espírito nos dá. A lei do Espírito nos faz livres!”


A lei do Espírito, disse ainda, nos leva num caminho de discernimento contínuo para fazer a vontade de Deus. Neste percurso, devemos estar atentos a duas tentações: a de regredir, porque nos sentirmos mais seguros, e a do “progresso adolescente”, que nos faz sair do caminho ao tentar englobar outros valores e outras leis.


“Como os adolescentes que querem ter tudo com o entusiasmo e acabam por escorregar... É quando a estrada está coberta de gelo e o carro derrapa e sai do caminho... Nós, neste momento da história da Igreja, não podemos nem regredir nem sair da estrada!”


A estrada é a da liberdade no Espírito Santo, que nos faz livres, no discernimento contínuo sobre a vontade de Deus. Peçamos ao Senhor, concluiu, “de prosseguircom a graçado Espírito Santo”.

13 de Junho: Santo António de Lisboa

12 de Junho de 2013

Celebra-se nesta quinta-feira, 13 de Junho, o dia de Santo António.


 


Santo António nasceu em Lisboa, provavelmente a 15 de Agosto de 1195, numa casa junto das portas da antiga cidade (Porta do Mar), que se pensa ter sido o local onde, mais tarde,se ergueu a Igrejaem sua honra.


Tendo então o nome de Fernando, fez na vizinha Sé os seus primeiros estudos, tomando mais tarde, em 1210 ou 1211, o hábito de Cónego Regrante de Santo Agostinho, em São Vicente de Fora, pela mão do Prior D. Estêvão.


Ali permaneceu até 1213 ou 1214, data em que se deslocou para o austero Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, onde realizou os seus estudos superiores em Direito Canónico, Ciências, Filosofia e Teologia.


Segundo a tradição, talvez um pouco lendária, o Santo tinha uma memória fora do comum, sabendo de cor não só as Escrituras Sagradas, como também a vida dos Santos Padres.


As relíquias dos Santos Mártires de Marrocos que chegaram a Coimbra em 1220, fizeram-no trocar de Ordem Religiosa, envergando o burel de Frade Franciscano e recolher-se como Eremita nos Olivais (em Coimbra). Foinessa altura que mudou o seu nome para António e decidiu deslocar-se a Marrocos, onde uma grave doença o reteve todo o inverno na cama. Decidiram os superiores repatriá-lo como medida de convalescença.


Quando de barco regressava a Portugal, desencadeou-se uma enorme tempestade que o arrastou para as costas da Sicília, sendo precisamente na Itália que iria revelar-se como teólogo e grande pregador.


Em 19 de Março de 1222, em Forli, falou perante religiosos Franciscanos e Dominicanos recém ordenados sacerdotes e tão fluentemente o fez que o Provincial pensou dedicá-lo imediatamente ao apostolado.


Fixou-se em Bolonha onde se dedicou ao ensino de Teologia, bem como à sua leitura. Exercendo as funções de pregador, mostrou-se contra as heresias dos Cátaros, Patarinos e Valdenses. Seguiu depois para França com o objectivo de lutar contra os Albijenses e em 1225 prega em Tolosa. Na mesma época, foi-lhe confiada a guarda do Convento de Puy-en-Velay e seria custódio da Província de Limoges, um cargo para que foi eleito pelos Frades da região. Dois anos mais tarde instalou-se em Marselha, mas brevemente seria escolhido para Provincial da Romanha.


Assistiu à canonização de São Francisco em 1228 e deslocou-se a Ferrara, Bolonha e Florença. Durante 1229 as suas pregações dividiram-se entre Vareza, Bréscia, Milão, Verona e Mântua. Esta actividade absorvia-o de tal maneira que a ela passou a dedicar-se exclusivamente. Em 1231, e após contactos com Gregório IX, regressou a Pádua, sendo a Quaresma do ano seguinte marcada por uma série de sermões da sua autoria.


Instalou-se depoisem casa do Condede Tiso, seu amigo pessoal, onde morreu em 1231 no Oratório de Arcela.


O facto de ter sido canonizado um ano após a sua morte, mostra-nos bem qual a importância que teve como Homem, para lhe ter sido atribuída tal honra. Este acto foi realizado pelo Papa Gregório IX, que lhe chamou "Arca do Testamento".


Considerado Doutor da Igreja e alvo de algumas biografias, todos os autores destas obras são unânimes em considerá-lo como um homem superior. Daí os diversos atributos que lhe foram conferidos: "Martelo dos hereges, defensor da fé, arca dos dois Testamentos, oficina de milagres, maravilha da Itália, honra das Espanhas, glória de Portugal, querubim eminentíssimo da religião seráfica, etc.".


Com a sua vida, quase mítica, quase lendária, mas que foi passando de geração em geração, e com os milagres que lhe foram atribuídos em bom número, transformou-se num taumaturgo de importância especial.

Fim de semana de espiritualidade comboniana

12 de Junho de 2013

Realizou-se o Fim de Semana de Espiritualidade Comboniana, no seminário da Maia, de 7 a 9 de Junho, com o tema “Como Comboni, vive e transmite a fé”, que teve a presença de cerca de 30 participantes, na sua esmagadora maioria leigos e leigas.


No contexto do Ano da Fé, o encontro deste ano visou a figura de S. Daniel Comboni, fundador dos Institutos Combonianos, com homem de fé, e o papel do leigos na missão da Igreja de acordo com alguns documentos do Vaticano II.


O comboniano, Pe.Victor Dias, traçou o percurso de fé de Comboni, o qual enfrentou durante a sua vida missionária muitas dificuldades que puseram à prova a qualidade da sua fé. Os últimos três anos da sua vida foram um «autêntico calvário para Comboni», disse o Pe. Victor, especificando alguns dos problemas com que se deparou: morte dos seus missionários, dificuldades económicas, incompreensões. Morreu aos 50 anos de idade com as seguintes palavras na boca: “Eu morro mas a minha obra não morrerá”.


Sobre o lugar dos leigos na sociedade e na Igreja, a leiga comboniana, Susana Vilas Boas, afirmou que os documentos da Igreja apresentam a vocação laical como um chamamento de Deus a viver a fé no seio das realidades sociais, económicas, politicas e culturais. Citou quatro textos do ensinamento eclesial que corroboram esta afirmação: “Christifidelis Laici”, “Gaudim et Spes”, “Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização” e “Lúmen Gentium”. É contrário ao espírito evangélico qualquer concorrência ou competição entre vocações e ministérios, entre leigos e padres, alertou aquela leiga. O que deve prevalecer na Igreja é a comunhão e colaboração entre os vários serviços.


No último dia do encontro, realizou-se uma mesa redonda com a presença de um casal, uma irmã comboniana, um seminarista comboniano e uma jovem. Interpelados sobre as pessoas que influenciaram na sua caminhada de fé, cada um à sua maneira destacou o papel da família, dos pais, dos catequistas e dos párocos. Já sobre o que a fé representa nas suas vidas, os intervenientes salientaram que a fé é uma “mais valia”, que ajuda a enfrentar situações difíceis, e que é sempre uma interpelação nas tomadas de decisão e opções de vida. 

«A riqueza da Igreja é anunciar o Senhor com gratuidade»

12 de Junho de 2013

Homilia do Papa da terça-feira, 11 de Junho.


 


O Evangelho deve ser anunciado com simplicidade e gratuidade: foi o que destacou o Papa Francisco na Missa desta manhã na Casa Santa Marta.


Na sua homilia, o Papa se inspirou na exortação feita por Jesus aos Apóstolos para anunciar o Reino de Deus: “Não leveis ouro, nem prata, nem cobre nos vossos cintos”. O Senhor quer que o anúncio seja feito com simplicidade, disse Francisco. Aquela simplicidade que “dá lugar ao poder da Palavra de Deus”. E indicou a “palavra-chave” para o anúncio: gratuidade.


“A pregação evangélica nasce da gratuidade, da surpresa da salvação. E aquilo que eu recebi gratuitamente, devo dar gratuitamente. E desde o início era assim. São Pedro não tinha uma conta no banco, e quando teve que pagar as taxas, o Senhor o mandou pescar no mar e encontrar a moeda dentro do peixe para pagar. Filipe, quando encontrou o ministro da economia da rainha Candace, não pensou: ‘Ah, que bom, façamos uma organização para apoiar o Evangelho, porque…’ Não! Não negociou com ele: anunciou, batizou e foi embora.”


O Reino de Deus “é um dom gratuito”, disse o Papa. E sublinhou que desde as origens da comunidade cristã, esta atitude ficou sujeita à tentação. Existe a tentação, por exemplo, de buscar força para além da gratuidade, enquanto a nossa força é a gratuidade do Evangelho. Na Igreja, advertiu, isso pode criar um pouco de confusão, pois o anúncio pode parecer proselitismo, e este não é o caminho. O Senhor “nos convidou a anunciar, não a fazer proselitismo”.


“Tudo é graça. Tudo. E quais são os sinais quando um Apóstolo vive esta gratuidade? São muitos, mas ressalto dois: primeiro, a pobreza. O anúncio da Evangelho deve ser feito no caminho da pobreza. O testemunho desta pobreza: não tenho riquezas, a minha riqueza é somente o dom que recebi, Deus. A gratuidade é a nossa riqueza! E esta pobreza nos salva de nos tornarmos organizadores, empreendedores... Devem-se levar avante as obras da Igreja, e algumas são um pouco complexas; mas com coração de pobreza, não com coração de investimento ou de empresário, não? A Igreja não é uma ong: é outra coisa, mais importante."


Outro sinal, acrescentou o Papa, “é a capacidade de louvor: quando um apóstolo não vive esta gratuidade, perde a capacidade de louvar o Senhor”. Louvar o Senhor, de facto, “é essencialmente gratuito, é uma oração gratuita”:


“Estes são os dois sinais do facto de que um apóstolo vive esta gratuidade: a pobreza e a capacidade de louvar o Senhor. E quando encontramos apóstolos que querem fazer uma Igreja rica e uma Igreja sem a gratuidade do louvor, a Igreja envelhece, a Igreja se torna uma ong, a Igreja não tem vida. Peçamos hoje ao Senhor a graça de reconhecer esta gratuidade: ‘do receber e do dar’. E também nós prosseguirmos na pregação evangélica com esta gratuidade.”

Não ao trabalho infantil no trabalho doméstico

12 de Junho de 2013

Assinala-se nesta quarta-feira, 12 de Junho, o «Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil», este ano dedicado ao tema: «Não ao trabalho infantil no trabalho doméstico».


O Papa Francisco lembrou esta manhã os «milhões de menores» que são vítimas de exploração e maus tratos.


«Hoje celebra-se em todo o mundo o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, com uma referência especial à exploração das crianças para o trabalho doméstico. Este é um fenómeno deplorável em constante aumento, particularmente nos países pobres», disse, na audiência pública semanal que reuniu dezenas de milhares de pessoas na Praça de São Pedro.


O Papa apelou à defesa das crianças que são vítimas «desta forma escondida de exploração» e destacou que a mesma «comporta muitas vezes também abusos, maus tratos e discriminações».


«É uma verdadeira escravidão», lamentou.


Milhões de crianças em todo o mundo, especialmente do sexo feminino, estão envolvidas em trabalho doméstico, remunerado ou não, em casa de terceiros ou para um empregador. Dos cerca de 15,5 milhões de crianças envolvidas em trabalho doméstico, estima-se que 10,5 milhões estão numa situação de trabalho infantil, quer porque não atingiram a idade mínima de admissão ao emprego, quer porque o trabalho que realizam é considerado trabalho perigoso.


O trabalho doméstico infantil requer uma atenção particular, já que as crianças estão muitas vezes isoladas, a trabalhar longe da sua família, e em total dependência do agregado para o qual trabalham.


No Dia Mundial contra o Trabalho Infantil em 2013, a «Organização Internacional do Trabalho» (OIT) apela às seguintes providências:


- A reformas legislativas e políticas para garantir a eliminação do trabalho infantil no trabalho doméstico e a criação de condições de trabalho dignas e de proteção adequada para os jovens trabalhadores domésticos que tenham atingido a idade mínima de admissão ao emprego.


- À ratificação pelos Estados membros da OIT da Convenção (N.º 189) da OIT sobre o trabalho digno para trabalhadoras e trabalhadores domésticos e à sua aplicação em simultâneo com as Convenções da OIT sobre o trabalho infantil.


- A ações para reforçar o movimento mundial contra o trabalho infantil e para desenvolver a capacidade das organizações de trabalhadores domésticos para combater o trabalho infantil.


A «Comunidade dos Países de Língua Portuguesa» (CPLP) associa-se a esta campanha para assinalar o dia 12 de Junho como «Dia Mundial contra o Trabalho Infantil». Com efeito, os ministros do Trabalho e dos Assuntos Sociais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa decidiram, em Abril de 2013, em Maputo, reiterar a prioridade na erradicação do trabalho infantil no conjunto da CPLP, reconhecendo os esforços conjuntos que vêm sendo desenvolvidos com a OIT.

Missão Jovem 2013 está a chegar!

12 de Junho de 2013

Aproxima-se rapidamente o «Missão Jovem 2013». Marca já na tua agenda os dias 6 e 7 de Julho 2013, Sábado e Domingo, para uma grande aventura.


O «Missão Jovem» é um encontro anual dos jovens JIM e grupos de jovens que desejam passar um fim-de-semana voltado para a Missão.


O objectivo principal é viver um tempo de amizade e comunhão com a espiritualidade missionária. Este ano temos como pano de fundo o «Ano da Fé» e o «10º Aniversário da canonização de Daniel Comboni», fundador dos Missionários Combonianos.


Nesta 6ª edição, voltamos ás origens e vamos encontrar-nos todos nos Missionários Combonianos na Maia, num fim-de-semana diferente, com inúmeras e variadas actividades: desporto, jogos, caminhada, música, divertimento, oração, partilha de vida, workshops, festival, artes, … e muito mais


Vivido em regime de acampamento, o encontro permite o contacto directo com a natureza e com os outros; favorece o louvor e acção de graças pela vida; eleva o nosso coração e todo o nosso ser ao encontro com o criador; chama-nos a comungar do amor e do serviço aos outros próprios de Jesus Cristo.


Consulta o site e lá encontrarás tudo o que necessitas para te inscrever: regulamento e datas/prazos para inscrições, e outras informações.


As inscrições vão até 28 de Junho!!! 


Equipa Missão Jota / Missaojota@gmail.com

Terminou o 45° Curso Comboniano de Renovamento em Roma

11 de Junho de 2013

Os 23 missionários do 45° Curso Comboniano de Renovamento acabam de regressar às suas circunscrições para dar continuidade às actividades apostólicas que haviam interrompido para dedicar um tempo – de Janeiro a Maio de 2013 – à formação pessoal, à reflexão, ao silêncio e à convivência fraterna.


O P. Saverio Paolillo, um dos participantes, agora de volta ao Brasil, conta-nos «as maravilhas que Deus realizou» em sua vida e no grupo, durante estes cinco meses.


«Foram meses fecundos, um verdadeiro momento de Graça, durante os quais tive a oportunidade de fazer uma forte experiência de oração, de escuta da Palavra de Deus, de revisão da minha vida e de avaliação de minhas opções fundamentais. Tem sido como sentar na beira do poço de Jacó e, a exemplo da experiência da Samaritana, ter um encontro pessoal com Jesus para uma avaliação da minha vida consagrada e dos 25 anos de militância na Pastoral do Menor, para escavar no profundo da minha alma, iluminar tudo aquilo que estava escondido, aprender a acolher e aceitar as minhas limitações, agradecer pelas maravilhas que o Senhor realizou através de mim e apesar de mim, e experimentar em Jesus a condição de filho amado».


Clique aqui para ler o texto completo e em português.


Lista dos participantes do Curso Comboniano de Renovamento - 2013, em Roma, com a indicação da província comboniana na qual o missionário estava a trabalhar:


Fr. Baldo Guerrino (KE)


Fr. Enríquez Sánchez David (M)


Fr. Fregonese Gino Angelo (I)


P. Aguiñaga Pantoja Guillermo (M)


P. Andrés Miguel Pedro (E)


P. Cavalieri Giuseppe (BS)


P. Estrada Santoyo Gabriel (M)


P. Franco Lorenzo Conrado (E)


P. Garbagnati Alessandro (I)


P. Goffredo Donato (LP)


P. Guirao Casanova Antonio (E)


P. Joaquim Pinto da Fonseca (P)


P. José Francisco de Matos Dias (P)


P. Mazzon Renato (I)


P. Munguía Granados Francisco (KE)


P. Paoli Paolo (ET)


P. Paolillo Saverio (BS)


P. Pérez González Mariano (RSA)


P. Sandoval Luiz Dutra da Luz (BS)


P. Tapia Bustamante Jorge Hernán (PE)


P. Verdoscia Luciano (EG)


P. Wilkinson Patrick Michael (LP)


P. Woldai Agostino Tesfai (ER)


 

Portas abertas à consolação

11 de Junho de 2013


Homilia do Papa – 10 de Junho de 2013


 


Por que existem pessoas com o coração fechado à salvação? Foi sobre esta interrogação que o Papa Francisco centrou a homilia da missa de 10 de Junho, na capela da Domus Sanctae Marthae, concelebrada, entre outros, pelo cardeal Stanisław Ryłko, presidente do Pontifício Conselho para os Leigos. Uma pergunta que encontra uma resposta e uma explicação no medo, porque – explicou o Pontífice – a salvação nos assusta. É uma atracção que desencadeia os temores mais recônditos do nosso coração. «Temos necessidade» da salvação, mas ao mesmo tempo «temos medo» dela porque «quando o Senhor vem para nos salvar, devemos dar tudo... mas temos medo disto». Com efeito, os homens querem «mandar», desejam ser «os senhores» de si mesmos. Assim, «não chega a salvação, a consolação do Espírito».


Na liturgia do dia, o evangelho de Mateus sobre as Bem-Aventuranças ofereceu ao Papa a ocasião para uma reflexão sobre a relação entre salvação e liberdade. Só a salvação que vem com a consolação do Espírito nos torna livres: «a liberdade derivada do Espírito salva-nos, consola-nos e dá-nos vida». Mas para compreender plenamente as Bem-Aventuranças e o que significa «ser pobre, manso e misericordioso» — coisas que «aparentemente» não «dão o sucesso» — é preciso manter «o coração aberto» e «saborear a consolação do Espírito, que é a salvação».


As Bem-Aventuranças são «a lei daqueles que foram salvos» e abriram o coração à salvação. «Esta é a lei dos livres, com a liberdade do Espírito Santo». Podemos «regular a vida, dispô-la segundo um elenco de mandamentos ou de procedimentos», mas é algo meramente humano, admoestou o Papa. «É algo limitado e no fim não nos leva à salvação», que só é possível alcançar com o «coração aberto».


O Pontífice convidou todos a pedir ao Senhor «a graça de O seguir», mas não com a liberdade dos fariseus, que se tornaram hipócritas porque queriam «segui-lo só com a liberdade humana». A hipocrisia é precisamente isto: «impedir que o Espírito mude o coração com a sua salvação. A liberdade que nos dá o Espírito é também uma escravidão, mas ao Senhor que nos liberta. É uma outra liberdade». Mas a nossa liberdade é «uma escravidão ao espírito do mundo». Por isso, o Papa pediu «a graça de abrir o coração à consolação do Espírito que nos leva a entender bem» os novos mandamentos contidos no Evangelho das Bem-Aventuranças.


O que significa consolação? Para o Papa, ela é «a presença de Deus no nosso coração. Mas para que o Senhor esteja no nosso coração é preciso abrir a porta». A conversão consiste precisamente em «abrir a porta ao Senhor». Quem o faz recebe «a consolação do Espírito Santo». A salvação consiste em «viver na consolação do Espírito Santo, e não no espírito do mundo, que é pecado».


A nova lei que «o Senhor nos traz, as Bem-Aventuranças, só são compreensíveis para um coração aberto, com a consolação do Espírito. Elas não se podem entender com a inteligência humana, com o espírito do mundo». Devemos permanecer abertos à salvação; caso contrário, «serão incompreensíveis. São os novos mandamentos, mas se o nosso coração não permanecer aberto ao Espírito Santo, parecerão tolices».


 

RCA: O importante é ficar perto dos pobres

07 de Junho de 2013

«O importante é ficar aqui, permanecer junto dos pobres para evangelizar», disse o Bispo da devastada Diocese de Bangassou, na República Centro-Africana.


Dom Juan José Aguirre Muños, missionário comboniano, declarou a «Agência Fides» que todas as viaturas à disposição da diocese e dos missionários foram roubadas pelos rebeldes Seleka e que o costume agora é «caminhar».


«Eles roubaram tudo: 28 carros, 3 motos, todos os remédios da farmácia, foram saqueados a pediatria, a casa das Irmãs Franciscanas, a dos Padres do Espírito Santo.... a lista é longa», disse Dom Aguirre Muños.


Mas o bispo reafirma: «Não estamos a fazer drama porque não é a primeira vez que isso nos acontece».


«O importante é ficar aqui, permanecer junto dos pobres para evangelizar. Nós não fomos os primeiros a experimentar momentos de violência e dor tão grande, nem seremos os últimos», concluiu.


A República Centro-Africana ainda está no caos, porque, como disse o Bispo, «os rebeldes Seleka após tomarem o poder ainda não foram capazes de colocar em funcionamento a máquina administrativa. A maioria dos funcionários, na verdade, ainda estão escondidos por medo de represálias e não há dinheiro para pagá-los».

Conclusões do Encontro Ibérico das Comissões Episcopais

06 de Junho de 2013

Conclusões do Encontro Ibérico 2013 das Comissões Episcopais responsáveis pelas Comunicações Sociais, reunidas emLa Seud'Urgell (Espanha), nos dias 3, 4 e 5 de junho:


1.- As redes sociais oferecem uma nova oportunidade para a comunicação do Evangelho. A Igreja deve esforçar-se por transmitir a mensagem de Jesus Cristo com a linguagem da nova cultura da comunicação que estas ferramentas criaram.


2.- A necessária presença da Igreja no ambiente digital é uma oportunidade que permite às comunidades cristãs refletirem sobre a sua própria identidade e sobre o serviço que prestam à sociedade. A partir desta reflexão pode construir-se uma comunidade virtual, com todos os seus traços característicos, que vai ao encontro daqueles que habitam este continente digital. Contudo, consideramos que esta virtualização da comunidade será valiosa na medida em que contribua para o desenvolvimento e dinamismo da comunidade concreta.


3.- Nesse sentido, se o ambiente digital é um lugar adequado para o encontro, para o diálogo e para o anúncio da salvação de Jesus Cristo, o lugar de referência mais propício para celebrar essa salvação é a comunidade concreta, que se reúne para rezar, celebrar os sacramentos e viver a caridade.


4.- É necessário que as normas de convivência das relações sociais tenham também a sua aplicação na internet. O mundo digital é o mundo real no qual, como recorda Bento XVI, as pessoas habitam realmente. O anonimato, a calúnia, a difamação não podem ter lugar de cidadania neste ambiente, protegidos por uma liberdade de expressão mal entendida. Os critérios que a infoética assinala para qualquer comunicação, também no ambiente digital, são a verdade, a autenticidade, o bem comum e o amor ao próximo.


5.- Diante da grande variedade de projetos existentes para tornar presente a experiência cristã no mundo digital e ao constatar a importância da qualidade e do profissionalismo, desejamos convidar as pessoas e as instituições da Igreja para um trabalho em conjunto. É oportuno estabelecer estratégias de colaboração que permitam trabalhar eficazmente neste contexto para tornar mais atrativa a presença de Cristo e do Evangelho nas redes sociais e aproveitar mutuamente os recursos com sentido de comunhão.


Por último, ao contemplar o mundo da Comunicação, não podemos esquecer o trabalho de tantos profissionais comprometidos seriamente com a verdade e afetados por uma crise económica que abalou seriamente esta profissão. Do mesmo modo, é justo agradecer o esforço daqueles que dedicam a sua vida à busca e ao anúncio da verdade, colocando mesmo em risco as suas vidas. O Senhor, que é a Verdade, nos ilumine a todos para recuperar o vigor dos meios de Comunicação essenciais para o Seu conhecimento, compreensão e difusão. Assim se cumprirá o desejo do decreto conciliar Inter Mirifica, do qual celebramos próximamente os seus 50 anos, que pedia aos meios de Comunicação o seu contributo eficaz para “propagar e fortalecer o Reino de Deus”.


La Seu d’Urgell, 5 de junio de 2013


Comisión Episcopal de Medios de Comunicación Social de España


Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais

Festa do Sagrado Coração

06 de Junho de 2013

Celebramos nesta sexta-feira, 7 de Junho, a Festa do Sagrado Coração de Jesus.


«Vinde a mim todos vós que estais cansados e aflitos, e eu vos darei descanso» (Mt., 11, 28).


Jesus pronunciou estas palavras no segundo ano da sua atividade apostólica. Depois do discurso na sinagoga de Cafarnaum sobre a instituição da Eucaristía, Jesus, num momento de profundo lirismo, nos abriu o seu coração indicando-o como nosso refúgio. Este coração foi aberto logo depois da sua morte: «Um soldado golpeou-lhe o lado com uma lança» (Jo., 19, 34) para nos convidar a entrar e saborear as doçuras da ternura de Jesus.


A devoção ao Sagrado Coração é muito antiga; teve início no século XII. O mês de junho é dedicado a este Sagrado Coração porque neste mês se celebra a festa do Coração de Jesus. Esta festa já se celebrava em varias dioceses do mundo e o Papa Pio IX a estendeu para toda a Igreja no dia 23 de agosto do ano 1856. Esta importante celebração conduz à essência do cristianismo, à pessoa de Jesus manifestado no mistério mais íntimo do seu ser.


O coração na antiguidade foi sempre considerado como o centro vivo da pessoa, a sede dos sentimentos, dos afetos, do carinho.


Mensagem do Superior Geral dos Missionários Combonianos


«Que o Coração aberto de Cristo, o Bom Pastor, continue dando-nos a força e a alegria de viver a nossa consagração para a missão com grande paixão e amor aos pobres».


Queridos irmãos


Em comunhão com todos os membros do Instituto desejamos uma feliz festa do Sagrado Coração, recordando o que está escrito em nossa Regra de Vida e reconhecendo com gratidão o amor fiel de Deus que nos acompanha no nosso caminho missionário comboniano.


O Fundador encontrou no mistério do Coração de Jesus a força para a sua missão. O amor incondicional de Comboni pelos povos de África teve a sua origem e modelo no amor salvífico do Bom Pastor, que deu a vida pela humanidade na cruz: “E confiante no Sagrado Coração de Jesus... me sinto muito mais dispostos a sofrer... e morrer por Jesus Cristo e pela salvação dos povos infelizes da África Central” (RdV 3).


No mistério do Coração de Cristo, o comboniano contempla em sua expressão mais plena as atitudes interiores de Cristo e assume-as: sua entrega incondicional ao Pai, a universalidade do seu amor ao mundo e sua participação na dor e na pobreza dos homens (RdV 3.2).


Que o Coração aberto de Cristo, o Bom Pastor, continue dando-nos a força e a alegria de viver a nossa consagração para a missão com grande paixão e amor aos pobres.


Boa festa para todos!


P. Enrique Sánchez G., mccj


Conselho Geral

Integração entre os media combonianos na Europa

06 de Junho de 2013

Os directores das publicações das circunscrições combonianas da Europa estiveram reunidos nos dias 29 e 30 de Maio na casa dos missionários combonianos da Maia, em Portugal. O vigário geral do Instituto, P. Alberto Pelucchi, e o superior provincial de Portugal, P. Alberto de Oliveira Silva, participaram também no encontro. O P. Jorge García, secretário-geral da animação missionário, iniciou o encontro com uma reflexão bíblica sobre os dois discípulos que seguiam a caminho de Emaús (Lc. 24,13-35).


Os missionários responsáveis pelos meios de comunicação das províncias combonianas da Europa – Portugal, Espanha, Itália, Inglaterra, Polónia, e Alemanha – encontraram-se dois dias em Portugal para apresentarem os relatórios das suas actividades e para reflectirem de modo particular sobre a oportunidade de criar um centro europeu multimédia (European Media Center). Embora não tivesse havido tempo para os aprofundar, faziam também parte da agenda outros temas tais como a definição dos pontos essenciais de um plano editorial europeu, a indicação de caminhos para uma maior aproximação entre os media e a animação missionária de base, e a revisão do papel dos provinciais nos conselhos editoriais das publicações combonianas. Estes pontos foram sugeridos pelos provinciais da Europa.


No dia 30, formaram-se dois grupos de trabalho com os seguintes objectivos: definir quais os elementos necessários para o estudo de viabilidade de um centro europeu multimédia; verificar em que medida este centro pode dar uma resposta aos actuais desafios europeus; indicar medidas possíveis a tomar no sentido de uma maior integração dos media combonianos europeus; e apresentar propostas sobre como melhorar a colaboração entre os centros já existentes.


Houve algum consenso entre os dois grupos sobre este projecto de criação de um centro europeu. Neste sentido, deram-se algumas sugestões e apontaram-se alguns nomes para darem continuidade a esta reflexão, depois de ouvir o parecer dos provinciais. Fizeram-se também algumas propostas que poderão melhorar a colaboração entre as revistas impressas e entre os diversos meios da comunicação digital, geridos pelos combonianos.


Várias intervenções mencionaram as grandes mudanças por que está a passar a Europa aos mais diversos níveis – social, económico, cultural, e eclesial – pelo que se sentiu a necessidade de continuar a aprofundar os temas relacionados com a comunicação e a animação missionária, tendo presente os contextos de cada uma das circunscrições combonianas.


A avaliação do encontro foi positiva e os participantes insistiram na importância de manter um encontro anual para os combonianos que trabalham neste sector. Por fim, agradeceu-se a hospitalidade da província portuguesa e, em particular, da comunidade da Maia.

Papa pede fim do desperdício de comida

05 de Junho de 2013

O Papa Francisco apelou nesta quarta-feira, 5 de Junho, à defesa do ambiente e da vida humana, que diz serem ameaçados por uma cultura do «descartável» e do desperdício, por causa do consumismo.


«A cultura do descartável tornou-nos insensíveis ao lixo e ao desperdício alimentar, que são ainda mais lamentáveis quando em todas as partes do mundo, infelizmente, muitas pessoas e famílias sofrem de fome e subnutrição. O consumismo levou as pessoas a habituarem-se ao supérfluo e ao desperdício diário de alimento.»


«A comida que deitamos fora é roubada da mesa de quem é pobre, de quem tem fome», realçou o Papa.


Para o Santo Padre a vida humana deve estar sempre acima dos interesses económicos: «Aquilo que domina são as dinâmicas de uma economia e de finanças carentes de ética: assim, homens e mulheres são sacrificados aos ídolos do lucro e do consumo, é a cultura do descartável», lamentou.


O grande drama, alertou o Papa, é quando se começa a encarar as tragédias pessoais como coisas normais: «Se numa noite de inverno aqui, na Piazza Ottaviano, por exemplo, uma pessoa morre, isso não é novidade. Se em muitas partes do mundo há crianças que não têm nada para comer, isso não é novidade, parece normal. Isso não pode ser! E estas coisas entram na normalidade: que sem-abrigo morram de frio na rua não é notícia; pelo contrário, por exemplo, uma queda de 10 pontos em bolsas de algumas cidades é uma tragédia. O que morre não é notícia, mas se as bolsas caem 10 pontos é uma tragédia. Assim, as pessoas são descartadas. Nós, as pessoas, somos descartadas, como se fôssemos desperdício».


Francisco também recordou que neste dia 5 de Junho assinala-se o «Dia Mundial do Ambiente», este ano dedicado ao lema: «Pensar.Comer.Conservar».


«Convido todos, neste Dia Mundial do Ambiente, a um sério compromisso no sentido de se respeitar e guardar a criação, ser solícito por cada pessoa e combatera cultura do descartável e do desperdício com uma cultura da solidariedade e do encontro», propôs o Papa a todos os que o ouviam.


Após a audiência geral, o Papa publicou no Twitter a seguinte mensagem: «Deus ordenou que guardássemos a criação, sendo isto parte do seu projecto válido para cada um de nós e não só para o início da história».

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