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Actualidades

Pesar do Papa pelas vítimas de ataque no Quénia

18 de Janeiro de 2019

Telegrama afirma “profunda tristeza” do Papa Francisco ao saber da perda de vidas e de feridos após um ataque terrorista contra um complexo hoteleiro em Nairobi, no Quénia.


“Sua Santidade, o Papa Francisco assegura a sua proximidade espiritual a todos aqueles afetados por este ato de violência sem sentido. Ele estende sinceras condolências a todos os quenianos, em particular às famílias dos falecidos e a todos os feridos. Orando pela graça de cura de Deus, Sua Santidade voluntariamente invoca sobre toda a nação as divinas bênçãos de consolação e força”, lê-se na mensagem.


O ataque com explosivos, realizado na terça-feira, 14 de janeiro, e que deixou 21 mortos, foi reivindicado pelo grupo extremista Al-Shabab, como represália à mudança de sede de Embaixada dos Estados Unidos em Israel.

890 mortos na RD Congo em dezembro

18 de Janeiro de 2019

O Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas recebeu informações de que pelo menos 890 pessoas foram mortas entre os dias 16 e 18 de dezembro de 2018 em quatro aldeias na República Democrática do Congo (RDC).


As mortes terão acontecido no território Yumbi, na província de Mai-Ndombe, alegadamente, na sequência de confrontos entre as comunidades Banunu e Batende.


Para além dos mortos, 82 pessoas terão ficado feridas e 465 casas e edifícios foram incendiados, saqueados ou destruídos, incluindo duas escolas primárias, um centro de saúde, um posto de saúde, um mercado e o escritório da Comissão Nacional Independente Eleitoral (Ceni). A maior parte da população das aldeias afetadas foi deslocada e cerca de 16 mil pessoas fugiram da região.


Diante dessas informações, ONU e autoridades nacionais lançaram uma investigação sobre esses relatórios.

Unidade dos Cristãos: Procurarás a justiça, nada além da justiça

17 de Janeiro de 2019

De 18 a 25 de janeiro de 2019, celebra-se a «Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos». O tema escolhido para este ano é «Procurarás a justiça, nada além da justiça”, inspirado em Deuteronómio 16: 18-20.


Pelo menos uma vez por ano, os cristãos são lembrados da oração de Jesus: “todos sejam um, para que o mundo creia” (JO 17.21)


Os corações são tocados e os cristãos se reúnem para orar por sua união. Congregações e paróquias de todo o mundo trocam pregadores ou organizam celebrações ecuménicas especiais e serviços de oração. O evento que toca nesta experiência especial é a «Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos».


A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos em 2019 foi preparada por cristãos da Indonésia. No meio da diversidade de etnias, linguagem e religião, os indonésios têm vivido pelo princípio de gotong royong, que é viver em solidariedade e com colaboração. Isso significa ter partilha nos diversos campos da vida, no trabalho, nas tristezas e festividades, vendo todos os indonésios como irmãos e irmãs.


Essa sempre frágil harmonia é hoje ameaçada de novas maneiras. Muito do crescimento económico que a Indonésia tem experimentado em décadas recentes tem sido construído com um sistema centrado na competição. Isso está em evidente contraste com a colaboração de gotong royong. A corrupção é experimentada de muitas maneiras. Ela infecta a política e os empreendimentos, frequentemente com consequências devastadoras para o ambiente. Em particular, a corrupção enfraquece a justiça e a implementação da lei. Movidos por essas considerações, os cristãos da Indonésia sentiram que as palavras do Deuteronómio - "procurarás a justiça, nada além da justiça" (Dt 16, 18-20) - falavam fortemente sobre sua situação e suas necessidades. Antes do povo de Deus entrar na terra que Deus lhes tinha prometido, eles fizeram a renovação de seu compromisso com a Aliança que Deus estabelecera com eles.


Vamos nos unir a eles descarregando os Subsídios.

Documento para download: Week_of_Prayer_2019_PT.pdf

Perseguição religiosa afeta 245 milhões de cristãos

17 de Janeiro de 2019

A perseguição religiosa afeta 245 milhões de cristãos em todo o mundo, aponta o novo relatório da «Portas Abertas».


Desde 2002 que a Coreia do Norte continua a liderar a lista dos 50 países analisados. Em segundo e terceiro lugares estão o Afeganistão e a Somália, respetivamente.


De acordo com o documento «Lista Mundial da Perseguição 2019», apenas o Bahrein (antes em 48º) e Djibuti (antes em 50º) deixaram a lista. Os países que não apareciam na lista e entraram este ano foram Marrocos (35º lugar) e Rússia (41º lugar).


O relatório destaca que um a cada nove cristãos no mundo é oprimido por causa de sua Fé e sofre perseguição a um nível alto, muito alto ou extremo. Além disso, em 2018 foram assassinados 4.035 cristãos por motivos religiosos, um número 29 por cento maior em relação ao ano anterior. Também se viu um alarmante aumento no número de igrejas atacadas que de 783 passaram para 1.847 em 2018.


 

Dinamismo dos jovens na Igreja

16 de Janeiro de 2019

O Sínodo dos Bispos sobre os jovens, que se realizou em Roma em outubro de 2018, e a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Panamá, de 22 a 27 de janeiro de 2019, são dois acontecimentos importantes que estão a marcar a vida da Igreja na atualidade e que são um sinal claro do carinho com que a Igreja olha para a situação dos jovens de hoje.


O sínodo, no qual participaram 240 representantes de todo o mundo, incluindo jovens de várias culturas, foi, acima de tudo, uma grande graça de Deus para toda a Igreja: um momento de escuta e de diálogo, um exercício eclesial de discernimento, em que cada um teve oportunidade de partilhar as suas ideias sobre a situação dos jovens com franqueza e toda a liberdade.


O convite do Papa Francisco Logo no discurso de abertura do sínodo, o Papa Francisco fez um convite aos participantes: «Sejamos sinal de uma Igreja à escuta e em caminho. Só o diálogo nos pode fazer crescer. Este sínodo tem o dever de ser sinal da Igreja que se coloca verdadeiramente à escuta e que se deixa interpelar. Uma Igreja que não escuta mostra-se fechada às surpresas de Deus, e não poderá ser credível, em especial para os jovens.»


Os anseios dos jovens


Partilho apenas alguns pontos concretos da análise geral que o sínodo faz sobre a situação e os anseios dos jovens na sociedade de hoje e na Igreja:


Os jovens desejam ser escutados. No documento final, o sínodo diz claramente que os jovens «exprimem o desejo de serem escutados, reconhecidos, acompanhados» e que este desejo muitas vezes não recebe resposta positiva na Igreja. «Em vários contextos, regista-se uma fraca atenção aos seus gritos» (n.º 7); e que «prevalece ainda a tendência de fornecer respostas pré-fabricadas e receitas prontas» (n.º 8). Os jovens desejam participação e protagonismo. Perante as contradições da sociedade, muitos jovens desejam pôr a render os seus talentos, competências e criatividade e estão disponíveis para assumirem responsabilidades (n.º 52). Os jovens católicos não são meramente destinatários da ação pastoral, mas membros vivos do corpo eclesial, batizados onde vive e age o Espírito do Senhor (n.º 54).


Os jovens desejam uma liturgia viva. Em diversos contextos, os jovens católicos pedem propostas de oração momentos sacramentais capazes de inspirar a sua vida quotidiana, através de uma liturgia fresca, autêntica e alegre. Muitas vezes constata-se que as celebrações são monótonas e não ajudam a entrar na riqueza dos seus símbolos e dos seus ritos (n.º 51).


Ano Missionário com entusiasmo juvenil O documento do sínodo é rico em conteúdo e merece uma leitura aprofundada. Ao longo deste Ano Missionário procuremos dar passos concretos para passar da teoria à prática no nosso relacionamento com os jovens e sermos sinal de uma Igreja em caminho, mais acolhedora, mais fraterna e mais missionária.


P.e Dário Balula Chaves

Ezequiel Ramin como protetor do Sínodo para a Amazónia

16 de Janeiro de 2019

A figura do padre Ezequiel Ramin foi proposta para ser um dos “padroeiros” do Sínodo para a Amazónia.


Padre Ezequiel Ramin, jovem missionário comboniano, foi assassinado em 1985 em Cacoal, na Amazónia brasileira, quando regressava de uma missão de paz. Defensor dos índios e dos pobres, vítima de uma emboscada, foi baleado pelo seu compromisso com os sem-terra. “Um mártir da caridade”, como foi definido por João Paulo II.


“Um missionário com o coração de Jesus. Apaixonado pelas pessoas, especialmente pelos pobres, indígenas e sem-terra de Rondónia. Um daqueles pastores, como diz o Papa Francisco, com o «cheiro de ovelha»”, declarou o padre Dario Bossi, provincial dos Missionários Combonianos do Brasil.


“Sonhem em fazer felizes todas as pessoas”, costumava dizer Ramin aos jovens. Expressão de uma Igreja comprometida e profética, que investia em lideranças leigas, Padre Ezequiel é hoje um modelo de Igreja em saída e segundo Padre Dario Bossi, pode ser um dos “padroeiros do Sínodo da Amazónia”.


“Lá do céu, abraçado com Deus e com sua gente, interceda por nós e por nosso Sínodo”, declara o comboniano.


No dia 25 de março de 2017, terminou a fase diocesana da causa de beatificação em Pádua, a terra natal do padre Ramin e onde seus restos agora descansam.


 

Zâmbia: Igreja prepara Mês Missionário extraordinário

15 de Janeiro de 2019

A Igreja católica na Zâmbia já se prepara para o «Mês Missionário» extraordinário convocado pelo Papa Francisco, a ser celebrado em outubro.


“O mês de outubro 2019 deveria recordar a cada cristão que, graças ao dom da fé recebido com o batismo, ele próprio é um missionário”, declarou o padre Cleophas Lungu, secretário-geral da Conferência Episcopal da Zâmbia (ZCCB).


De acordo com o secretário-geral, a Igreja na Zâmbia quer “celebrar e agradecer aos missionários pelo zelo com o qual levam o dom da fé, o entusiasmo que supera qualquer risco de doença, em lugares sem estradas e sem conhecer a língua das pessoas. O compromisso missionário não deve ser deixado apenas para os sacerdotes, mas os leigos também devem ser envolvidos”.

Bispos centro-africanos criticam situação de abandono do país

15 de Janeiro de 2019

Carta divulgada pelos Bispos da República Centro-Africana (RCA) apresenta duras críticas ao Governo pela situação de abandono em que se encontra o país.


Os bispos apontam que o Estado é ausente fora da capital e não lida com infraestruturas rodoviárias, escolares, administrativas e de saúde.


A missiva, publicada a 13 de janeiro de 2019, critica também alguns contingentes das Nações Unidas (ONU) que não intervêm apesar de situações claras de violência perpetradas “à sua vista”. Os bispos condenam ainda os grupos armados que cometem repetidos atos de violência desumana e graves violações dos direitos humanos nas áreas ocupadas.


Diante de tal situação, os bispos dirigem um apelo sincero a todos para serem construtores de paz.


“Mesmo que Deus esteja a trabalhar, a paz não está garantida. Cabe a cada um de nós construí-la todos os dias, obedecendo a razão e Deus. Como o Papa Francisco nos incita a fazê-lo quando diz: Construir a paz é uma arte que requer serenidade, criatividade, sensibilidade e habilidade”, escrevem os bispos.


A Carta completa está disponível aqui, em francês.

Olhar mais longe

15 de Janeiro de 2019

Deus criou o mundo e a humanidade para poder comunicar amorosamente com as suas criaturas.


Um amigo da Etiópia deixou-me de boca aberta: conseguia dizer o nome do seu pai, do seu avô, bisavô, trisavô, e por aí fora por 25 gerações. Uma história que recuava no tempo por vários séculos.


Nós acabámos de festejar o Natal. É sempre bonito porque nos dá a ideia que no presépio de Belém, Deus começou connosco algo de maravilhoso e de novo! De Belém para cá, Deus pode finalmente falar à nossa maneira. É essa alegria que percebemos nas palavras do início da carta aos Hebreus: «Deus, que de muitas maneiras tinha falado através dos profetas, nestes últimos tempos, falou-nos através do seu Filho.»


Mas, depois da alegria das festas, é bom tomar um tempito para reflectir e descobri que Belém foi um início importante, sim, mas essa nova maneira de Deus comunicar connosco, na verdade, faz parte de uma longa história que tinha começado muito antes; uma história mais longa do que as 25 gerações de antepassados do meu amigo etíope.


Deus tinha começado a “falar connosco” milhares de anos antes de Belém; talvez mesmo milhões de anos antes de Jesus nascer.


Isso já o podemos intuir quando São Mateus, logo nas primeiras linhas do seu evangelho, apresenta uma lista dos antepassados de Jesus que começa com o velho patriarca Abraão, a quem Deus tinha falado convidando-o a sair da sua terra e a viajar em direcção «à terra que Eu te indicar» (Gen 12). Deus “falava” com o povo de Israel desde os alvores da sua História! É a aventura linda e complexa que lemos na primeira parte da Bíblia, o Antigo Testamento.


A verdade é que a História de Deus a falar com os homens é ainda mais antiga. São Lucas apresenta, ao fim do capítulo 3 do seu evangelho, uma sua lista dos antepassados de Jesus, e desta vez chega até Adão e Eva, o primeiro casal de seres humanos que Deus criou. Basta ler as primeiras páginas do livro do Génesis para intuir que a “palavra”, o “falar” é algo que pertence à realidade fundamental do próprio Deus: é com a Sua Palavra que Deus dá existência e vida às suas criaturas. E apenas surge, no mundo, um ser capaz de ouvir e de responder, lá está Deus a conversar com Adão e Eva (Gn 1, 28).


S. João olha ainda mais longe, antes da criação do mundo e não hesita em dizer que a Palavra, o Verbo, faz parte da vida de Deus desde toda a eternidade (João, 1, 1 ss).


É claro que Deus criou o mundo e a humanidade para poder comunicar amorosamente com as suas criaturas. Mesmo se a história da criação do mundo e da família humana que o habita, contada nas primeiras páginas da Bíblia, começou com o big-bang e passou por milhões de anos de evolução, por detrás de todo esse processo, lá estava a Palavra criadora de Deus.


Não importa a raça, a cor, o tempo em que viveram, ou se praticavam alguma forma de religião: se Deus concedeu a vida aos seres humanos no mundo que Ele criou, foi para lhes fazer sentir o seu amor e para poder comunicar com eles.


E essa vontade fundamental de Deus decerto não ficou sem resposta da parte dos homens. Como aconteceu essa comunicação entre Deus e a humanidade ao longo desses muitíssimos milhares de anos, até chegarmos ao diálogo de Deus com Abraão? Continuaremos a reflectir nos próximos meses.


Fernando Domingues (Missionário comboniano) – Revista Além-Mar, Janeiro de 2019

Do Sínodo dos jovens às Jornadas Mundiais da Juventude

14 de Janeiro de 2019

O Panamá acolhe, de 22 a 27 de janeiro de 2019, as Jornadas Mundiais da Juventude com o Papa Francisco. Este evento pretende dar mais visibilidade e corpo aos objetivos do Sínodo dos Jovens, como ficou conhecido. Convocado pelo Papa, este Sínodo foi um caminho longo percorrido por muita gente. Houve um questionário on-line. Aconteceu uma inédita Reunião pré-sinodal. Foi produzido um «Instrumento de Trabalho». Depois, aconteceu a Assembleia Sinodal, de 3 a 28 de outubro de 2018, em Roma. Foi escrita a «Carta dos Padres Sinodais aos Jovens». Por fim, saiu em várias línguas, o Documento Final.


Novidades? O tamanho: são 3 partes com 4 capítulos cada… um total de 167 números. O fio condutor é o texto do aparecimento de Cristo ressuscitado aos discípulos de Emaús (Lc.24, 13-35). A I Parte é para contar o que foi dito no Sínodo como ponto da situação acerca dos jovens, da sua vocação e Missão na Igreja. A II parte apresenta já algumas chaves de leitura. A III parte avança propostas concretas sobre a Missão dos jovens no futuro.


Apresento alguns recortes colados para motivar à leitura integral.


O Documento começa com uma afirmação forte: “A escuta é um encontro de liberdades’ (nº6). Passa para a influência das tecnologias da comunicação: ‘A internet e as redes sociais são uma praça onde os jovens passam muito tempo e se encontram facilmente (…). Estes meios constituem uma extraordinária oportunidade de diálogo, encontro e permuta entre pessoas (…), lugar de participação socio-política e de cidadania ativa” (nº22). Mas tem um lado obscuro: “é território de solidão, manipulação, exploração e violência (cyberbullying) (nº23), ‘operam no mundo digital gigantescos interesses económicos (…). A proliferação das «fake news» é expressão de uma cultura que perdeu o sentido da verdade e manipula os factos para interesses particulares” (nº24).


Refere que “ainda mais numerosos no mundo são os jovens que sofrem formas de marginalização e exclusão social, por razões religiosas, étnicas ou económicas” (nº42).


Os jovens caminham muito em direção às periferias, “inserindo nos processos sociais a inspiração dos princípios da doutrina social da Igreja: a dignidade da pessoa, o destino universal dos bens, a opção preferencial pelos pobres, o primado da solidariedade, a atenção à subsidiariedade, o cuidado da casa comum” (nº127).


Um dos sinais dos tempos é o do serviço de voluntariado: “muitos jovens estão empenhados ativamente no voluntariado e encontram no serviço o caminho para encontrar o Senhor. A dedicação aos últimos torna-se, assim, realmente uma prática da fé” (nº137).


Há importantes questões ecológicas, na linha da Laudato Si: “os jovens empenhados na política devem ser apoiados e encorajados a trabalhar para uma real mudança das estruturas sociais injustas” (nº154).


O Documento conclui com uma palavra de homenagem: “escutar os testemunhos dos jovens presentes no Sínodo que, no meio de perseguições, escolheram partilhar a paixão do Senhor Jesus, foi regenerante” (nº167).


Desejo que as Jornadas Mundiais da Juventude, no Panamá, rasguem novos caminhos ao futuro dos jovens.


Padre Tony Neves - Missionários do Espírito Santo

Novo presidente da RD Congo vem da oposição

14 de Janeiro de 2019

Félix Tshisekedi, um dos candidatos da oposição, foi anunciado como vencedor das eleições presidenciais na República Democrática do Congo.


De acordo com a Comissão Eleitoral (CENI), que divulgou os resultados provisórios, Félix Tshisekedi recebeu 38 por cento dos votos, enquanto Martin Fayulu Madidi somou 34 por cento e Emmanuel Ramazani Shadary, candidato apoiado pelo governo, obteve 23 por cento dos votos.


Félix Tshisekedi tem 55 anos e é filho do emblemático líder opositor e ex-primeiro ministro Étienne Tshisekedi. Até o mês de novembro de 2018, Tshisekedi esteve ligado ao bloco comum da oposição Lamuka (“Acorda”, em língua lingala) - encabeçado por Fayulu - quando se desvinculou para liderar a sua própria coligação.


A cerimónia de posse deve acontecer a 18 de janeiro de 2019.


Outros dados sobre as eleições, realizadas no dia 31 de dezembro de 2018, apontam que 40 milhões de congoleses (numa população de 81 milhões) estavam inscritos para votar, mas apenas 18 milhões puderam concretizar esse direto. Entre os que não puderam votar, mais de um milhão foram excluídos por conta da epidemia de ébola e da violência que assolam as regiões de Kivu e Beni. Em muitos locais de votação as urnas eletrónicas simplesmente não funcionaram e em outras áreas do país nem sequer havia eletricidade para fazer os equipamentos funcionarem. Além disso, muitas pessoas não encontraram seu nome na lista e não puderam votar.


No entanto, Martin Fayulu, segundo colocado na votação, afirma que é o legítimo vencedor com 61 por cento dos votos e anunciou que vai recorrer dos resultados diante da Corte Constitucional. O Tribunal Constitucional tem uma semana para proclamar os resultados definitivos ou anular o processo eleitoral.


Já o grupo de observadores «Sinergia das Missões de Observação Cidadã das Eleições» (Symocel, sigla em francês) elogiou os resultados provisórios que apontam para uma vitória de um candidato da oposição, “apesar das irregularidades registadas”.


“Enquanto aguarda o relatório final sobre o processo (eleitoral), a Symocel constata que, apesar das irregularidades registadas, esta etapa inaugura uma via de alternância política histórica esperada pelo povo congolês”, lê-se num comunicado.


Para o grupo de observadores, o resultado constitui uma base “para a consolidação da conquista da democracia e da paz” na RD Congo.


 


Carta para introduzir o ano de reflexão sobre a interculturalidade

11 de Janeiro de 2019

Esta nossa mensagem quer encorajar cada um de vós e cada uma das nossas comunidades a enfrentar com alegria e entusiasmo o novo tema de formação que nos é proposta para este ano de 2019. Temos confiança que os frutos deste caminho possam ser abundantes, a ponto de se tornarem testemunhos da humanidade nova num contexto onde parecem prevalecer o fechamento, a suspeição, a rejeição do outro precisamente porque diferente.


O Conselho Geral dos Missionários Combonianos

Documento para download: CartaAnoReflexaoInterculturalidadePT.pdf

P. Claudino fala sobre Missão na RD Congo

11 de Janeiro de 2019

Entrevista com o Padre Claudino Gomes transmitida pela Canção Nova em 9 de janeiro de 2019. O missionário comboniano está de partida para Missão na República Democrática do Congo.


 


 

Comunidade comboniana atacada e roubada na RCA

10 de Janeiro de 2019

Nove homens armados atacaram e roubaram uma comunidade comboniana em Bangui, a capital da República Centro-Africana (RCA).


No dia 5 de janeiro, três irmãs da comunidade Foyer, das Irmãs Missionárias Combonianas, terminavam suas orações no final da tarde quando foram dominadas, ameaçadas e feitas reféns por cerca de três horas.


“Os ladrões vasculharam tudo e levaram o que encontraram”, disse a Irmã Luigia Coccia, Superiora Geral, no relato divulgado pela Agência Fides. Em estado de choque, as irmãs abandonaram a missão por um momento e se refugiaram na casa provincial, sempre em Bangui.


Tem havido inúmeros ataques contra comunidades católicas, paróquias e campos de refugiados na RCA. Em muitos casos, casas são queimadas, igrejas vandalizadas e civis são brutalmente assassinados.


Em 2018, cinco sacerdotes foram assassinados neste país centro-africano. Em um dos últimos ataques, a 15 de novembro, ex-rebeldes Seleka da UPS (Unidade pour la Paix em Centrafrique) mataram 60 pessoas em um campo de refugiados em Alindao, no qual morreram 60 pessoas e entre as quais dois padres.

Mundo: Mais vítimas do tráfico de pessoas

10 de Janeiro de 2019

O número de vítimas de tráfico de seres humanos está a aumentar e agravamento deve-se ao recrutamento para grupos armados.


A conclusão é do «Relatório Global sobre Tráfico de Pessoas» lançado esta semana, que aponta o tráfico de mulheres e crianças por grupos armados e terroristas como uma das principais causas para o aumento dos números.


O relatório do «Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime» (Unodc) analisou informações de 142 países.


O diretor executivo da agência, Yury Fedotov, sublinha que “crianças-soldados, trabalho forçado e escravidão sexual” são algumas das situações identificadas e que “o tráfico de seres humanos assumiu "dimensões terríveis" à medida que grupos armados e terroristas o usam para espalhar o medo."


Diante dessa situação, o responsável considera que é necessário “intensificar a assistência técnica e fortalecer a cooperação, para apoiar todos os países a fim de proteger as vítimas e levar os criminosos à justiça e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável."


Os países lusófonos que constam neste relatório contrariam a tendência geral. Brasil, Portugal, Angola e Moçambique registam um decréscimo no número total de casos de tráfico de pessoas nos últimos três anos.

Vaticano: Insistir na oração, pois Deus responde sempre

09 de Janeiro de 2019

“Todo aquele que pede, recebe; quem procura, encontra; e, ao que bate, abrir-se-á: Jesus recomenda-nos que insistamos: Porque a oração transforma a realidade…tenhamos, pois, a certeza de que Deus responde sempre”.


Na sequência da série de catequeses sobre o Pai Nosso, o Papa falou esta quarta-feira, 9 de janeiro, sobre a oração perseverante, inspirando-se na passagem de São Lucas 11, 9-13: “Batei e vos será aberto”.


“Na catequese sobre o Pai Nosso vemos Jesus como orante. Jesus reza e, a pedido dum dos seus discípulos («Senhor, ensina-nos a rezar»), fez-Se também Mestre de oração, tendo-nos ensinado as palavras – por exemplo, o «Pai Nosso» –, mas também as atitudes e os sentimentos com que devemos dirigir-nos a Deus”, enfatizou o Santo Padre. Cada passo na sua vida “é como que movido pelo sopro do Espírito que o guia em todas as suas ações”.


“Até as horas que precedem a sua morte são vividas num clima de oração, daí brotando uma calma surpreendente: Jesus consola as mulheres, reza pelos seus algozes, promete o paraíso ao bom ladrão e expira dizendo: «Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito».


Francisco ensina que as palavras de Jesus “dão-nos a certeza de que Deus é Pai e não Se esquece dos filhos que sofrem; responde sempre, não deixa nenhuma oração por atender”: «Todo aquele que pede, recebe; quem procura, encontra; e, ao que bate, abrir-se-á».


“Quantas vezes, porém, entramos em crise, vendo que tais palavras não se realizam! Muitas das nossas orações – pelo menos assim parece – não obtêm qualquer resultado”, diz o Papa, e acrescenta: “Nesse caso, Jesus recomenda-nos que insistamos: não nos demos por vencidos!”


“Porque a oração transforma sempre a realidade; se não mudarem as coisas ao nosso redor, pelo menos mudamos nós. É que, a toda a pessoa que reza, Jesus prometeu o dom do Espírito Santo; por isso, logo desde quando rezamos, ficam vencidos a solidão e o desespero. Tenhamos, pois, a certeza de que Deus responde sempre; o motivo por que tarda a fazê-lo, não o sabemos. Pode até acontecer que tenhamos de insistir a vida inteira, mas o desejo de felicidade, que todos trazemos no coração, um dia realizar-se-á, porque, no fim da nossa estrada, há um Pai de braços abertos que a todos espera”, conclui.

Envio do P.e Claudino Gomes

09 de Janeiro de 2019

O P.e Claudino Gomes parte nos inícios de fevereiro para o Congo, após sete anos na comunidade comboniana de Lisboa.


Ele dirige umas palavras aos amigos, benfeitores e colaboradores: “Cheguei à comunidade comboniana de Lisboa em agosto de 2012, para integrar a equipa de animadores missionários.


Alegro-me por termos estado em muitas paróquias das dioceses de Lisboa, Évora e Algarve. Pela Palavra de Deus e pelas revistas missionárias, em cuja divulgação investimos, tornámos mais forte a consciência de muitos quanto à responsabilidade dos leigos na difusão do Evangelho, tanto perto como longe, pois “no Coração de Deus, não há longe nem distância”.


Em união com os outros institutos missionários, esforçámo-nos por levar as paróquias a privilegiar a formação P.e Claudino Gomes, de partida para a RD Congo, com a colaboradora D. Teresa Lúcio, grande apoio nos retiros em Ferragudo (Algarve) e o casal Augusto e Guiomar de leigos jovens e catequistas para a evangelização de rua, pessoa a pessoa, casa a casa. Pouco seguimento tivemos, nesse esforço. Não procurávamos resultados, mas frutos. Esses requerem tempos longos e paciência no trabalho e na oração.


“Agora, a missão na África espera-me. Nos inícios de fevereiro, parto para a minha nova missão na RD do Congo. A minha comunidade é em Butembo, na martirizada diocese de Beni-Butembo. Vou estar com aquele grande e generoso povo e caminhar com ele num contexto social, económico e político de profunda e devastadora injustiça, de violência e terror”.


A comunidade comboniana de Butembo tem a seu cargo a formação de novos irmãos missionários combonianos, a animação missionária e o cuidado de muitas centenas de crianças e adolescentes expulsos das escolas (por falta de dinheiro) e expostas a serem recrutadas por milícias violentas para multiplicarem crueldade e terror.


“Que, pela vossa oração, as bênçãos de Deus, por meio dos corações de Jesus e de Maria, sejam a vossa força.”


 


Vídeo do Papa: Jovens na escola de Maria

09 de Janeiro de 2019

O Vídeo do Papa com a intenção de oração para o mês de janeiro de 2019 pede que se reze pelos jovens para que, seguindo o exemplo de Maria, respondam ao chamado do Senhor e comuniquem ao mundo a alegria do Evangelho.


"Vocês, jovens, têm na Virgem Maria um motivo de alegria e uma fonte de inspiração. Aproveitem a Jornada Mundial da Juventude no Panamá para contemplar Cristo com Maria. Cada um em seu idioma, rezemos o Terço pela paz.


E peçam-lhe forças para sonhar e trabalhar pela paz.


Rezemos pelos jovens, especialmente os da América Latina, para que, seguindo o exemplo de Maria, respondam ao chamado do Senhor para comunicar ao mundo a alegria do Evangelho."


Jovens que se mobilizam, que se lançam à aventura da fé, que seguem o exemplo de Maria. Milhares. Centenas de milhares. Milhões deles se reúnem este mês no Panamá para a Jornada Mundial da Juventude de 2019. Compartilhemos com eles a alegria do Evangelho.


O Vídeo do Papa difunde todo mês as intenções de oração do Santo Padre pelos desafios da humanidade e da missão da Igreja.


 

Tempo e relógios

09 de Janeiro de 2019

O Ano Novo é tempo bom para pensar o tempo.


A ideia de dividir o ano em meses, semanas e dias usando como medida o tempo da translação da Terra em volta do Sol nasceu na África: os astrónomos egípcios calcularam o ano solar há mais de seis mil anos. Dividiam o ano em 12 meses de 30 dias (agrupados em três quadrimestres relacionados com o ciclo agrícola – as cheias, as sementeiras e as colheitas) e juntaram um décimo terceiro mês de cinco dias para acertar as contas do ano solar. Chamavam-lhe Epagomene e marcava o início do ano, uma espécie de celebração prolongada do Ano Novo dedicada aos deuses. A semana tinha dez dias. Hoje, a Etiópia e a Eritreia ainda seguem este calendário de 12 meses mais um e na Etiópia chamam Pagomê ao mês de cinco (ou seis dias em ano bissexto) que colocam no fim do ano.


Chamamos gregoriano ao calendário que nos governa desde Outubro de 1582, porque foi o Papa Gregório XIII que pediu aos astrónomos que corrigissem as imprecisões do calendário juliano (do imperador romano Júlio César) por causa da data da Páscoa: o calendário civil já andava dez dias atrasado em relação ao calendário solar.


O arco que a Terra descreve à volta do Sol não é a única maneira de medir o tempo. Há um calendário mais simples de ler: a Lua.


Um mês lunar é o ciclo que vai de lua nova a lua nova. Cada ciclo dura em média 29,5 dias. O ano lunar, composto de 12 ciclos, corresponde a 354 ou 355 dias. É o calendário seguido pelos muçulmanos e muitos povos – como os Gujis do Sul da Etiópia, com quem vivi, porque toda a gente sabe ler as fases da Lua.


Assim, o tempo pode ser contado de muitas maneiras e entendido de outras tantas. Na Mauritânia, Etiópia, Tanzânia e Uganda dizem que «vós [os ocidentais] tendes relógios, nós temos tempo». De facto, para os Gujis o relógio era uma pulseira com números a mudarem. O que contava o tempo era o Sol e a intensidade da sua luz. Nas manhãs de nevoeiro cerrado, o dia só começava quando havia mais claridade.


O filósofo e clérigo queniano John Mbiti escreveu na obra African religions and philosophy que «na sociedade ocidental ou tecnológica o tempo é um bem que tem de ser utilizado, vendido ou comprado; mas na vida tradicional africana, o tempo tem de ser criado ou produzido. O homem não é um escravo do tempo; em vez disso, ele “faz” todo o tempo que quer». Noutras palavras, enquanto nós, ocidentais, conta(biliza)mos o tempo – e dizemos que não temos tempo para nada –, os Africanos fazem-no e chega para tudo e para todos!


Confesso que me custou muito voltar a viver a guerra aberta com os ponteiros do relógio depois de oito anos a fazer tempo através das horas marcadas pelo ritmo da vida e das relações interpessoais. Não entendia porque é que as pessoas me vinham ver e diziam: «É só para te cumprimentar, porque não tenho tempo.» Tinham... se o fizéssemos juntos em amena cavaqueira à volta de um cafezinho! A vida não precisa de ser uma corrida contra-relógio. Como diz o Livro, «para tudo há um momento e um tempo para cada coisa que se deseja debaixo do céu» (Eclesiastes 3, 1). Votos de um Ano Novo cheio de tempo para ser feliz!


Por José da Silva Vieira – Revista Além-Mar, Janeiro de 2019

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