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Actualidades

Nicarágua: Bispo para o diálogo nacional ameaçado de morte

24 de Maio de 2018

Existe uma campanha de difamação contra os bispos e sacerdotes envolvidos no diálogo nacional que tenta resolver a crise social na Nicarágua. Em comunicado, a Conferência Episcopal da Nicarágua (CEN) denuncia mesmo uma ameaça de morte dirigida ao bispo Dom Silvio Báez Ortega.


“Precisamos informar urgentemente o nosso povo sobre a campanha para desacreditar os bispos e sacerdotes e as ameaças de morte de que somos alvo, em particular o nosso bom irmão Dom Silvio Báez Ortega, bispo auxiliar de Manágua”, lê-se no comunicado.


De acordo com a CEN, as ameaças e difamações relatadas vêm de “ataques do Governo orquestrados por jornalistas, média estatal e usuários falsos ou ocultos em redes sociais como Facebook e Twitter”.


Tais ataques são perpetrados durante os colóquios do “Diálogo nacional” aos quais participa Dom Báez, convocados pela Igreja na tentativa de mediar entre o Governo e as partes sociais, depois de cerca de um mês de protestos que provocaram a morte de pelo menos 76 pessoas e feriram 868.


“Recordamos aos agressores que somos um único corpo”, adverte a CEN. “Quando se agride um bispo ou um sacerdote, a Igreja é agredida: não abandonaremos o povo nicaraguense nesta hora difícil que sob as cores branca e azul de nossa bandeira saiu pelas ruas a pedir os seus direitos legítimos”, escrevem os bispos.


O país vive uma das piores crises de sua história e os bispos condenam a “repressão dura do Governo que busca fugir de sua responsabilidade como principal ator das agressões”.


No exercício do “ministério profético que denuncia e anuncia” e “como mediadores e testemunhas do diálogo nacional”, afirmam, “somos chamados a propor e promover todos os caminhos possíveis” para a democratização da nação. Portanto, “é nosso dever sagrado proferir a Palavra Verdadeira que nos tornará livres”.


Dom Báez Ortega afirmou no Twitter: “Aqueles que me insultam e me caluniam e querem a minha morte, saibam que não tenho medo e que não me curvarão e nem me obrigarão ao silêncio. A minha fidelidade a Jesus Cristo e o meu amor ao povo da Nicarágua estão mais sólidos do que nunca.”

Portugal: Ordem dos Médicos rejeita eutanásia

24 de Maio de 2018

O atual bastonário e o ex-bastonários da Ordem dos Médicos entregaram ao presidente da República Portuguesa uma declaração sobre as questões da eutanásia, manifestando a sua rejeição a práticas que servem para “tirar a vida”.


Da Agência Ecclesia


O encontro decorreu na quarta-feira, 24 de maio, no Palácio de Belém.


O texto, intitulado «Eutanásia, Suicídio Assistido e Distanásia», foi assinado por António Gentil Martins, Carlos Soares Ribeiro, Germano de Sousa, José Manuel Silva, Miguel Guimarães e Pedro Nunes, sublinhando que “a vida humana é inviolável”.


“Eutanásia é a morte intencionalmente provocada por um problema de saúde. Não é mais do que tirar a vida, seja qual for a razão e a idade”, sublinha o documento, que surge na sequência do primeiro caso de eutanásia infantil na Bélgica.


A declaração distingue a eutanásia da “aplicação de medicação ministrada com a intenção de diminuir o sofrimento do doente terminal mesmo que contribua indiretamente para lhe abreviar a vida”, o mecanismo do duplo efeito.


Os signatários advertem ainda que o “suicídio farmacologicamente assistido, por médico ou qualquer outra pessoa, sob qualquer argumento, mesmo o de aliviar sofrimento, é igualmente tirar a vida”.


O bastonário e os ex-bastonários condenam também a distanásia ou obstinação terapêutica, em que se “prolonga a vida, sem esperança de recuperação, e o inerente sofrimento do doente e familiares”.


A Eutanásia, o Suicídio assistido e a Distanásia representam, segundo a declaração, “uma violação grave e inaceitável da Ética Médica (repetidamente condenados pela Associação Médica Mundial)”.


“O médico que as pratique nega o essencial da sua profissão, tornando-se causa da maior insegurança nos doentes e gerador de mortes evitáveis”, acrescenta o texto.


Segundo os responsáveis, “em nenhuma circunstância e sob nenhum pretexto, é legítimo a sociedade procurar induzir os Médicos a violar o seu Código Deontológico e o seu compromisso com a Vida e com os que sofrem”.


O Parlamento prepara-se para discutir, no dia 29 de maio, quatro Projetos de Lei que pretendem regular e despenalizar a prática da eutanásia em Portugal.


O presidente da República recebe hoje em audiência as Comunidades Religiosas contra a eutanásia (Católicos, Evangélicos, Judeus, Muçulmanos, Hindus, Ortodoxos, Budistas e Adventistas), que a 16 de maio assinaram uma declaração conjunta em que rejeitam a legalização da eutanásia no país.


“Em nome da humanidade e do futuro da comunidade humana, causa da religião, sentimo-nos chamados a intervir no presente debate sobre a morte assistida, manifestando a nossa oposição à sua legalização em qualquer das suas formas, seja o suicídio assistido, seja a eutanásia”, pode ler-se no documento.

Unir-se em oração a todos os fiéis católicos na China

24 de Maio de 2018

O Papa Francisco apelou ontem, 24 de maio, às comunidades para que se unam em oração a todos os fiéis católicos na China.


O Santo Padre exortou todas as dioceses do Ocidente a “unirem-se espiritualmente” aos seus irmãos chineses, para que estes “possam viver a sua fé com serenidade e generosidade”.


Nesta quinta-feira, celebra-se a festa anual em honra de Nossa Senhora Auxiliadora que é “particularmente venerada no Santuário de Sheshan, na China”, recordou o Papa argentino.


Francisco pediu a intercessão de Nossa Senhora para que as comunidades católicas chinesas “saibam ser sinal de fraternidade, concórdia e reconciliação, em pela comunhão com o Sucessor de Pedro”.


E deixou uma palavra diretamente aos peregrinos chineses presentes na Praça de São Pedro, assegurando-lhes que “a Igreja universal reza com eles e por eles”.


Para que “no meio da dificuldade possam continuar a confiar-se nas mãos de Deus”, completou.


Recorde-se que as relações diplomáticas entre a Santa Sé e a China estão interrompidas há 67 anos, depois do Governo de Pequim ter decidido expulsar todos os missionários estrangeiros do país.

Evangelho do dia: Quinta, 24 de maio de 2018

Evangelho segundo S. Marcos 9,41-50

24 de Maio de 2018

O sal da humildade


 


Comentário do dia: São João Crisóstomo


Naquele tempo, disse Jesus aos seus díscípulos:  «Quem vos der a beber um copo de água por serdes de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa».


Se alguém escandalizar algum destes pequeninos que creem em Mim, melhor seria para ele que lhe atassem ao pescoço uma dessas mós movidas por um jumento e o lançassem ao mar.


Se a tua mão é para ti ocasião de pecado, corta-a; porque é melhor entrar mutilado na vida do que ter as duas mãos e ir para a Geena, para esse fogo que não se apaga, onde o verme não morre e o fogo não se apaga.


E se o teu pé é para ti ocasião de pecado, corta-o; porque é melhor entrar coxo na vida do que ter os dois pés e ser lançado na Geena, onde o verme não morre e o fogo não se apaga.


E se um dos teus olhos é para ti ocasião de pecado, deita-o fora; porque é melhor entrar no reino de Deus só com um dos olhos do que ter os dois olhos e ser lançado na Geena, onde o verme não morre e o fogo nunca se apaga».


Na verdade, todos serão salgados com fogo.


O sal é coisa boa; mas se ele perder o sabor, com que haveis de temperá-lo? Tende sal em vós mesmos e vivei em paz uns com os outros».


 


Festa da Igreja: Nossa Senhora Auxiliadora

Cabo-verdiano é vencedor do Prémio Camões 2018

23 de Maio de 2018

O escritor cabo-verdiano Germano Almeida é o vencedor do Prémio Camões 2018, foi anunciado segunda-feira, 21 de maio, em Lisboa.


Nascido em 1945 na ilha da Boavista e a viver actualmente no Mindelo, Germano Almeida é autor de obras como "A ilha fantástica", "Os dois irmãos" e "O testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo", estes dois últimos já adaptados para cinema.


Em Portugal, tem a sua obra publicada pela editora Caminho, que em breve editará o seu mais recente romance, O Fiel Defunto.


Germano Almeida, um dos autores mais lidos e traduzidos de Cabo Verde, é o segundo autor cabo-verdiano a ser distinguido com o Prémio Camões, depois de o galardão ter sido atribuído em 2009 ao poeta Arménio Vieira.


Criado por Portugal e pelo Brasil em 1989, o Prémio Camões tem um valor de 100 mil euros e é a mais importante consagração literária da língua portuguesa. No ano passado foi entregue ao poeta e romancista Manuel Alegre, o autor de Praça da Canção.

Vaticano: Com o Sacramento da Crisma, ser sal e luz do mundo

23 de Maio de 2018

Nesta quarta-feira, 23 de maio, o Papa deu início a um novo ciclo de catequeses, desta vez dedicado ao sacramento da Crisma, também chamado Confirmação, quando os fiéis recebem o dom do Espírito Santo.


Aos seus discípulos, Jesus confiou uma grande missão: ser sal da terra e luz do mundo. “São imagens que nos levam a pensar no nosso comportamento, porque seja a carência, seja o excesso de sal comprometem o alimento, assim como a falta ou excesso de luz impedem de ver”, disse o Papa, acrescentando que somente o Espírito de Cristo nos dá o sabor e a luz que clareia o mundo.


Este dom é recebido justamente no Sacramento da Confirmação. “Confirmação porque confirma o Batismo e reforça a sua graça; assim também “Crisma” porque recebemos o Espírito mediante a unção com o “crisma” – óleo consagrado pelo Bispo – termo que remete a “Cristo”, o Ungido pelo Espírito.


“Renascer para a vida divina no Batismo é o primeiro passo”, explicou o Papa, depois é preciso se comportar como filhos de Deus, ou seja, conformar-se ao Cristo que atua na santa Igreja.


“Sem a força do Espírito Santo não podemos fazer nada. Assim como toda a vida de Jesus foi animada pelo Espírito, assim também a vida da Igreja e de cada um de seus membros está sob a guia do mesmo Espírito.”


Francisco ressaltou o modo com o qual Jesus se apresenta na sinagoga de Nazaré, a sua a carteira de identidade, isto é, Ungido pelo Espírito. «O Espírito do Senhor está sobre mim; por isso me consagrou com a unção e me enviou a levar aos pobres o alegre anúncio» (Lc 4,18).


O “Respiro” do Cristo Ressuscitado enche de vida os pulmões da Igreja. Pentecostes é para a Igreja aquilo que para Cristo foi a unção do Espírito recebida no Jordão, isto é, o impulso missionário a viver a vida pela santificação dos homens, a glória de Deus.


No momento de fazer a unção, explicou ainda Francisco, o bispo diz estas palavras: “Receba o Espírito Santo que lhe foi confiado como dom”.


“É o grande dom de Deus”, finalizou o Pontífice. “Todos nós temos o Espírito dentro, o Espírito está no nosso coração, na nossa alma. E o Espírito nos guia para que nos tornemos sal e luz na medida certa aos homens. O testemunho cristão consiste em fazer somente e tudo aquilo que o Espírito de Cristo nos pede, concedendo-nos a graça de o realizar.”

Rep. Centro-Africana: Alegria pela oração em "sango" na missa do Papa

22 de Maio de 2018

Foi uma grande alegria na Catedral de Bangui, na República Centro-Africana, o anúncio de que durante a Missa presidida pelo Papa Francisco na Basílica Vaticana no dia de Pentecostes se rezou também em "sango", a língua do país.


“Um caloroso aplauso espontâneo dos muitos fiéis que participavam na celebração eucarística por ocasião de Pentecostes”, revelou o pároco da Catedral e vigário geral da Arquidiocese, P. Mathieu Bondobo.


O Padre Mathieu é o sacerdote que esteve sempre ao lado do Papa Francisco durante a sua viagem à África Central, em novembro de 2015, traduzindo as suas palavras para a língua local.


Esta pequena notícia de uma simples oração - disse Pe. Bondobo - deu muita alegria ao coração dos fiéis: "Sentimos que não estamos sozinhos: Deus, a Igreja, o Papa estão conosco. Há irmãos e irmãs que rezam por nós, mesmo se estão distantes, e ouviram nossa língua e isso é maravilhoso".


Na Basílica de São Pedro, esta oração foi pronunciada em "sango" pelos que sofrem: "Deus Pai os alcance com o Espírito Consolador: nenhuma lágrimas seja derramada inutilmente e nenhuma dor seja dominada pelo desespero". "Esta oração - sublinha Padre Bondobo – fala sobre a nossa situação atual. Há tantos sofrimentos e lágrimas e o Espírito é enviado para enxugá-las. A situação na África Central é terrível. Os rebeldes vivem com as armas e estão sempre prontos para atacar. Eles vivem aqui entre nós, sabemos onde eles estão, eles sabem como e quando atacar. Isso não pode ser tolerado, é uma coisa tremenda, nos perguntamos até quando essa situação poderá durar".


"A violência está de volta - acrescenta o sacerdote - porque há aqueles que não querem a paz ou têm outros projetos para a África Central e usam armas, manipulação, confusão. Há quem não queira a democracia que chegou com as eleições. A paz infelizmente não voltou como esperávamos".


No dia 1º de maio último, alguns rebeldes atacaram a Igreja de Nossa Senhora de Fátima em Bangui, durante a missa pela festa de São José Operário, matando 16 pessoas, incluindo um sacerdote. "Foi terrível - diz o padre Mathieu - mas não acabou porque alguns dias depois a violência também atingiu a cidade de Bambari, onde muitas pessoas foram mortas e milhares escaparam para encontrar refúgio em outro lugar".


"Agora - continua o padre - há o medo. Mas esse medo não nos impede de viver a nossa fé. Hoje, na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, muitos jovens receberam a Crisma. Foi também celebrado um matrimónio. E assim, nas outras paróquias de Bangui, muitos foram à missa e muitos receberam a Crisma no dia de Pentecostes. Este é um sinal forte para dizer que o medo não acaba com a nossa fé. Pelo contrário, nos dá força, porque o Espírito que recebemos do Senhor é um espírito de força, de sabedoria, de amor ".

Papa nomeia D. António Marto como cardeal

21 de Maio de 2018

O Papa Francisco anunciou no domingo, 20 de maio, no Vaticano a criação, como cardeal, de D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, de 71 anos.


O consistório para a criação de 14 novos cardeais (11 eleitores) está marcado para 29 de junho, no Vaticano.


“Apraz-me anunciar que a 29 de junho haverá um Consistório para a nomeação de 14 novos cardeais, cuja proveniência exprime a universalidade da Igreja que continua a anunciar o amor misericordioso de Deus a todos os homens da terra. A inclusão dos novos cardeais na Diocese de Roma, por outro lado, manifesta a ligação inquebrável entre a sede de Pedro e as Igrejas particulares espalhadas pelo mundo”, disse Francisco.


O nome de D. António Marto foi o sétimo a ser anunciado, numa lista que inclui colaboradores diretos do Papa e algumas surpresas, como responsáveis do Paquistão, Peru ou Madagáscar.


O padre Vítor Coutinho, vice-reitor do Santuário de Fátima e um dos mais diretos colaboradores do futuro cardeal, disse à Agência Ecclesia que esta decisão mostra “reconhecimento” pelo trabalho que tem sido desenvolvido na diocese e no santuário por D. António Marto.


O sacerdote fala numa “grande honra” para a Diocese de Leiria-Fátima, cujo bispo vai tornar-se no quinto cardeal português do século XXI e segundo a ser designado no atual pontificado.


D. António Marto junta-se assim a D. José Saraiva Martins, D. Manuel Monteiro de Castro e D. Manuel Clemente no Colégio Cardinalício.


O secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), padre Manuel Barbosa, saudou a nomeação cardinalícia de D. António Marto, anunciada pelo Papa, falando no reconhecimento de um “fecundo ministério”.


“É com grande alegria que acolhemos a notícia da nomeação de D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima e vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, como cardeal da Igreja Católica. A sua nomeação pelo Papa Francisco é um reconhecimento do seu fecundo ministério episcopal na Diocese de Leiria-Fátima, no Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima e na Igreja em Portugal”, assinala o porta-voz do episcopado católico.


O padre Manuel Barbosa sublinha que o novo cardeal português é agora chamado a “estender o seu ministério episcopal a toda a Igreja, em comunhão mais intensa com o Bispo de Roma”.


A 29 de junho, o Colégio Cardinalício vai passar a contar com 125 eleitores (59 dos quais criados por Francisco) e 102 cardeais com mais de 80 anos, os quais não têm direito a voto num eventual Conclave para eleição de um novo Papa.


Com informações da Agência Ecclesia.


 

Missão: Juntamente com os jovens, levemos o Evangelho a todos

21 de Maio de 2018

Mensagem do Papa para o Dia Mundial das Missões 2018 desafia todos os cristãos, mas em especial os jovens: “Queridos jovens, juntamente convosco desejo refletir sobre a missão que Jesus nos confiou… Todo o homem e mulher é uma missão, e esta é a razão pela qual se encontra a viver na terra”, anuncia a mensagem.


O Dia Mundial das Missões este ano é assinalado no dia 21 de outubro, que coincide com o Sínodo dos Jovens, e tem como tema «Juntamente com os jovens, levemos o Evangelho a todos».


No texto, publicado no sábado, 19 de maio, o Santo Padre refere que “ser atraídos e ser enviados são os dois movimentos que o nosso coração, sobretudo quando é jovem em idade, sente como forças interiores do amor que prometem futuro e impelem a nossa existência para a frente”.


“Apesar de me dirigir a vós, pretendo incluir todos os cristãos, que vivem na Igreja a aventura da sua existência como filhos de Deus. O que me impele a falar a todos, dialogando convosco, é a certeza de que a fé cristã permanece sempre jovem, quando se abre à missão que Cristo nos confia. «A missão revigora a fé»: escrevia São João Paulo II, um Papa que tanto amava os jovens e, a eles, muito se dedicou”, assinala o Pontífice.


Francisco recorda na mensagem que o Sínodo a ser celebrado em Roma no próximo mês de outubro, mês missionário, “dá-nos oportunidade de entender melhor, à luz da fé, aquilo que o Senhor Jesus vos quer dizer a vós, jovens, e, através de vós, às comunidades cristãs”.


A Mensagem para o Dia Mundial das Missões está disponível, em português, na página da Santa Sé.

Um novo diácono para a Igreja em terras Nuer

21 de Maio de 2018

Depois de um longo período de preparação - tanto para o candidato como para a comunidade católica de Nyal, o escolástico Mario Pellegrino, em 1 de maio de 2018, recebeu a ordem de diaconato pela imposição das mãos de Damiano Giulio Guzzetti (MCCJ), bispo de Moroto.


Foi um dia memorável para a paróquia de São José Operário de Leer (diocese de Malakal), cujos membros celebravam com solenidade e alegria a ocasião pascal, na cidade de Nyal, no Sudão do Sul.


Fonte: Comboni.org


 

Todos, Tudo e Sempre em Missão

21 de Maio de 2018

Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa para o Ano Missionário e o Mês Missionário Extraordinário


Da Agência Ecclesia


«Todos, Tudo e Sempre em Missão»


Por motivo do centenário da Carta Apostólica Maximum Illud, de 30 de novembro de 1919, do Papa Bento XV, o Papa Francisco declarou o mês de outubro de 2019 “Mês Missionário Extraordinário”, tendo como objetivo despertar para uma maior consciência da missão e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral.


Em união com o Santo Padre, queremos celebrar esse centenário apelando a um maior vigor missionário em todas as dioceses, paróquias, comunidades e grupos eclesiais, desde os adultos aos jovens e crianças.


Acolhendo com alegria a proposta do Papa Francisco de um Mês Missionário Extraordinário para toda a Igreja, nós, Bispos portugueses, propomo-nos ir mais longe e celebraremos esse mês como etapa final de um Ano Missionário em todas as nossas Dioceses, de outubro de 2018 a outubro de 2019.


Encontro pessoal com Jesus Cristo


Desde o início do seu pontificado, o Papa Francisco tem convidado todo o cristão, em qualquer lugar e situação, a renovar o seu encontro pessoal com Jesus Cristo, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele e a procurá-l’O dia-a-dia, sem cessar. Repetidas vezes, no seguimento dos seus antecessores, tem lembrado que a ação missionária é o “paradigma de toda a obra da Igreja”. Assim sendo, não podemos ficar tranquilos, em espera passiva: é necessário passar de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária.


Com o “sonho missionário de chegar a todos”, o Santo Padre tem incentivado a ir às periferias, a ir até junto dos pobres, convidando os jovens a “fazer ruído”, a não “ficarem no sofá” a verem a vida a passar. Convida a Igreja a não ficar entre si sem correr riscos, mas ter a coragem de ser uma Igreja viva, acolhedora, dos excluídos e dos estrangeiros.


No centro desta iniciativa, que envolve a Igreja universal, estão a oração, o testemunho e a reflexão sobre a centralidade da missão como estado permanente do envio para a primeira evangelização (Mt 28,19). Trata-se de colocar a missão de Jesus no coração da própria Igreja, transformando-a em critério para medir a eficácia das estruturas, os resultados do trabalho, a fecundidade dos seus ministros e a alegria que são capazes de suscitar, porque sem alegria não se atrai ninguém.


Em estado permanente de Missão


A preocupação que tinha Bento XV há quase cem anos, e que o documento conciliar Ad gentes nos recorda há mais de cinquenta anos, permanece plenamente atual. Lembrando as palavras de São João Paulo II, “a missão de Cristo Redentor, confiada à Igreja, está ainda longe do seu pleno cumprimento. Uma visão de conjunto da humanidade mostra que tal missão está ainda no começo, e devemos empenhar-nos com todas as forças no seu serviço… A missão renova a Igreja, revigora a sua fé e identidade, dá-lhe novo entusiasmo e novas motivações. É dando a fé que ela se fortalece! A nova evangelização dos povos cristãos há de encontrar também inspiração e apoio no empenho pela missão universal”. Só assim nos constituímos em “estado permanente de missão em todas as regiões da Terra”.


Se Bento XV convidava “cada um a pensar que deve ser como que a alma da sua missão”, o Papa Francisco diz que é tarefa diária de cada um “levar o Evangelho às pessoas com quem se encontra, porque o anúncio do Evangelho, Jesus Cristo, é o anúncio essencial, o mais belo, mais importante, mais atraente e, ao mesmo tempo, o mais necessário” (EG 127).


Como discípulos missionários, devemos entrar decididamente com todas as forças nos processos constantes de renovação missionária, pois, hoje, cada terra e cada dimensão humana são terra de missão à espera do anúncio do Evangelho.


Viver a Missão


O Papa Francisco indica quatro dimensões para prepararmos e vivermos o Mês Missionário Extraordinário de outubro de 2019:


- Encontro pessoal com Jesus Cristo vivo na sua Igreja: Eucaristia, Palavra de Deus, oração pessoal e comunitária.


- Testemunho: os santos, os mártires da missão e os confessores da fé, que são expressão das Igrejas espalhadas pelo mundo.


- Formação: bíblica, catequética, espiritual e teológica sobre a missão.


- Caridade missionária: ajuda material para o imenso trabalho da evangelização e da formação cristã nas Igrejas mais necessitadas.


Estas dimensões de oração, reflexão e ação propostas pelo Santo Padre, assim como o tema do Dia Mundial das Missões em 2019 – “Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo” – estarão presentes nas várias iniciativas diocesanas ao longo de todo o Ano Missionário, sempre centrados na Palavra e na Eucaristia: “partilhar a Palavra e celebrar juntos a Eucaristia torna-nos mais irmãos e vai-nos transformando pouco a pouco em comunidade santa e missionária”.


A missão dada por Jesus aos seus discípulos é impressionante: uma missão ampla “por todo o mundo” (Mc 16,15), “a todas as gentes” (Mt 28,19), eficaz nos “sinais” que a acompanham (Mc 16,17), profunda e alegre, que só pode realizar-se desde a experiência do Ressuscitado e a sua colaboração confirmada (Mc 16,20). Do encontro com a Pessoa de Jesus Cristo nasce a Missão que não se baseia em ideias nem em territórios, mas “parte do coração” e dirige-se ao coração, uma vez que são “os corações os verdadeiros destinatários da atividade missionária do Povo de Deus”.


As iniciativas e atividades de cooperação missionária são dirigidas e coordenadas em toda a parte, por mandato do Sumo Pontífice, pela Congregação para a Evangelização dos Povos. Contudo, cabe às Igrejas locais, quer a nível nacional, através das Comissões Episcopais das Missões, quer a nível diocesano, na pessoa do próprio Bispo, tarefas semelhantes. A Congregação para a Evangelização dos Povos serve-se, em cada país, das quatro Obras Missionárias Pontifícias (OMP) [Propagação da Fé, Infância Missionária, São Pedro Apóstolo, União Missionária], que sendo as Obras do Papa, são-no também do Episcopado e de todo o Povo de Deus, devendo dar-se-lhes, com todo o direito, o primeiro lugar.


É por isso que apelamos uma vez mais para que em todas as nossas dioceses surjam “Centros Missionários Diocesanos (CMD) e Grupos Missionários Paroquiais (GMP), laboratórios missionários, células paroquiais de evangelização que, em consonância com as OMP e os Centros de animação missionária dos Institutos Missionários, possam fazer com que a missão universal ganhe corpo em todos os âmbitos da pastoral e da vida cristã”, que nos animem a ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho, numa missão total que deve envolver Todos, Tudo e Sempre.


Renovação missionária


Ao longo deste Ano Missionário, de outubro de 2018 a outubro de 2019, façamos todos – bispos, padres, diáconos, consagrados e consagradas, adultos, jovens, adolescentes, crianças – a experiência da missão. Sair. Irmos até uma outra paróquia, uma outra diocese, um outro país em missão, para sentirmos que somos chamados por vocação a sermos universais, ou seja, a termos responsabilidade não só sobre a nossa comunidade, mas sobre o mundo inteiro.


Paulo VI interpela-nos a “conservar o fervor do espírito e a suave e reconfortante alegria de evangelizar, mesmo quando for preciso semear com lágrimas… É que o mundo do nosso tempo que procura, ora na angústia, ora com esperança, quer receber a Boa Nova dos lábios, não de evangelizadores tristes e desencorajados, impacientes ou ansiosos, mas sim de discípulos missionários do Evangelho cuja vida irradie fervor, pois foram quem recebeu primeiro em si a alegria de Cristo, e são aqueles que aceitaram arriscar a sua própria vida para que o reino seja anunciado e a Igreja seja implantada no meio do mundo”.


Não esqueçamos as novas gerações e o mundo dos jovens, que nos chamam a construir uma pastoral missionária “para” e “a partir” dos jovens. No contacto direto com eles, com as suas esperanças e frustrações, anseios e contradições, tristezas e alegrias, anunciemos as boas notícias da parte de Deus. Nesse contacto, à imagem do Senhor Jesus, “o missionário não se irrita, não desanima, não despreza nem trata com dureza… mas a todos procura atrair com bondade até aos braços de Cristo, o Bom Pastor” (MI 43).


Que este Ano Missionário se torne uma ocasião de graça, intensa e fecunda, de modo que desperte o entusiasmo missionário. E que este jamais nos seja roubado! Nesse entusiasmo, a formação missionária deve perpassar toda a nossa catequese e as escolas de leigos, e ser inserida nos currículos dos Seminários e das Faculdades de Teologia.


Celebremos este Ano Missionário “sob a proteção de Maria, para que sejamos no mundo sentinelas da madrugada que sabem contemplar o verdadeiro rosto de Jesus Salvador, aquele que brilhou na Páscoa, e descobrir novamente o rosto jovem e belo da Igreja, que brilha quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor”.


Fátima, 20 de maio de 2018, Solenidade do Pentecostes

Envio de reforços após confrontos no Sudão do Sul

18 de Maio de 2018

A Missão da ONU no Sudão do Sul (Unmiss), enviou 150 efetivos para o estado de Unidade para proteger os civis que são “alvo deliberado das partes em conflito”.


A operação de paz revelou na quinta-feira, 17 de maio, que milhares de pessoas fugiram de confrontos intensos durante o avanço das Forças Armadas em direção à cidade de Leer.


De acordo com a ONU, pelo menos 30 aldeias e assentamentos foram atacados nessas áreas onde podem ser vistos “corpos não enterrados, dezenas de cabanas queimadas e serviços essenciais como postos de saúde e lojas destruídos”.


O representante especial do secretário-geral no país, David Shearer, disse que o envio das tropas de paz deve melhorar o patrulhamento e permitir chegar às aldeias remotas “onde ocorrem as piores atrocidades”.

Novo documento Vaticano sobre questões económicas e financeiras

18 de Maio de 2018

O Vaticano apresentou ontem, 17 de maio, um novo documento sobre questões éticas ligadas ao “atual sistema económico-financeiro” onde faz críticas às “offshores” e aos mecanismos de evasão fiscal.


As informações são da Agência Ecclesia.


“A existência das sedes offshore favoreceu uma enorme saída de capitais de muitos países de baixo rendimento, gerando numerosas crises políticas e económicas”, refere o texto conjunto da Congregação para a Doutrina da Fé e do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, da Santa Sé.


A «Oeconomicae et pecuniariae» (questões económicas e financeiras) foi apresentada em conferência de imprensa pelo cardeal Peter Turkson e D. Luis Ladaria Ferrer, dois dos mais diretos colaboradores do Papa.


“Foi calculado que bastaria uma taxa mínima sobre as transações realizadas em offshores para resolver boa parte do problema da fome no mundo: porque não tomar com coragem a direção de uma semelhante iniciativa?”, propõe a Igreja Católica.


O texto insurge-se contra o “desígnio especulativo” que alimenta “o mundo das finanças offshore”, promovendo situações como a “evasão e lavagem de dinheiro.


“Hoje mais da metade do comércio mundial é efetuado por grandes sujeitos que reduzem a carga tributária transferindo os lucros de uma sede para outra, segundo as suas conveniências, transferindo os ganhos para os paraísos fiscais”, pode ler-se.


Segundo a Santa Sé, esta política financeira retira “recursos decisivos” para a economia real e contribuiu a gerar sistemas económicos “fundados na desigualdade”.


O documento alerta ainda para o “crescente e disseminado poder de importantes agentes e grandes redes económicas-financeiras”, que fogem ao controlo das autoridades nacionais.


Em causa estão, por exemplo, as ações de fundo de investimento que envolvem a “dívida pública”, que chegam a colocar em causa a “estabilidade económica de milhões de famílias”.


O Vaticano defende a urgência de uma reflexão ética sobre a atual “intermediação financeira”, que levou a “crises sistémicas e de alcance mundial”.


“As regras devem favorecer uma completa transparência daquilo que é negociado”, assinala a posição da Congregação para a Doutrina da Fé e do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.


Num documento com várias críticas ao sistema bancário e financeiro, refere-se, por exemplo, o problema dos produtos “derivados”, originalmente criados para segurar riscos, e das “bolhas especulativas”, transformados “numa espécie de bomba-relógio”.


Também as “swap” são criticadas, considerando que as mesmas levaram ao “crescimento de uma finança do azar e das apostas no insucesso de outros, o que representa uma situação inaceitável do ponto de vista ético”.


A declaração condena a manipulação das taxas de juro (o caso LIBOR) e pede uma “regulação pública” das agências de rating.


Entre as propostas para mudar o atual panorama das Finanças mundiais, o Vaticano propõe uma maior centralidade das pessoas na cultura empresarial ou a instituição de “Comissões éticas” dentro dos bancos.


A transformação, assinala a Santa Sé, passa também por escolhas individuais, num “exercício crítico e responsável do consumo e da poupança”.

Chade: Noviços fazem primeira profissão religiosa

18 de Maio de 2018

Os noviços do Noviciado Sainte Croix de Sarh, no sul do Chade, fizeram sua primeira profissão religiosa na paróquia de São Kizito de Begou, a 13 de maio de 2018. Os noviços são quinze: 7 da República Democrática do Congo, 1 do Congo Brazzaville, 4 do Togo, 1 do Benim, 1 da República Centro-Africana e 1 do Chade. A Eucaristia foi presidida pelo Assistente geral, P. Pietro Ciuciulla, e concelebrada por numerosos sacerdotes diocesanos e religiosos.

Jerusalém pode ser também capital palestina

17 de Maio de 2018

Bispos afirmam que Jerusalém pode ser capital dos dois Estados: “Consideramos não haver nenhum motivo de impedimento para que a cidade possa ser a capital de Israel e da Palestina”, anunciaram os bispos da Terra Santa, acrescentando que isso deveria ser feito mediante “a negociação e o respeito recíproco”.


As dezenas de mortos e os cerca de três mil feridos por ocasião dos protestos palestinos organizados nos postos de fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel poderiam ter sido evitadas “se as forças israelenses tivessem usado instrumentos não letais”. Num comunicado acerca dos trágicos factos destes dias, os bispos católicos da Terra Santa criticam o exército israelense.


Na mensagem, reportada pela agência missionária Fides, a Assembleia dos Bispos ordinários católicos da Terra Santa, que reúne todos os bispos das Igrejas católicas – latina, greco-melquita, arménia, maronita, caldeia e siro-católica – presentes naquela região, junto com o Custódio franciscano da Terra Santa, pede para cessar “o mais rápido possível” o assédio imposto a cerca de dois milhões de palestinos na Faixa de Gaza.

Inter-religioso: Promover a bondade em nosso mundo

17 de Maio de 2018

O Papa agradeceu aos diferentes líderes religiosos que se encontraram em Roma “para promover a bondade em nosso mundo” e invocou sobre eles e suas comunidades “uma abundância de bênçãos divinas”.


Francisco saudou os encontros privados dedicados ao diálogo inter-religioso, com responsáveis budistas da Tailândia e de religiões originárias da Índia.


Para o Santo Padre, “diálogo e colaboração são palavras-chave nos dias de hoje” e é importante que os líderes religiosos “se comprometam em cultivar a cultura do encontro e dar exemplo de diálogo, colaborando efetivamente ao serviço da vida, da dignidade humana e da tutela da criação”.


No encontro com a delegação indiana havia representantes do budismo, hinduísmo, jainismo e sikhismo, presentes em Roma para um Simpósio intitulado “Dharma e Logos. Diálogo e colaboração em uma época complexa”, que contou com a participação de cristãos.


Na quarta-feira, o Papa recordou o início do Ramadão, o mês sagrado muçulmano que se inicia hoje, 17 de maio, desejando que o mesmo possa dar frutos espirituais.


“Que este tempo privilegiado de oração e jejum ajude a caminhar na estrada de Deus, que é o caminho da paz”, disse, no final da audiência pública semanal que decorreu na Praça de São Pedro.

Sudão do Sul: Momentos difíceis e dolorosos

17 de Maio de 2018

Estamos a viver momentos muito difíceis e dolorosos nas áreas da nossa paróquia. As pessoas estão a sofrer uma verdadeira Via sacra devido à violência que rebentou há um mês, mais ou menos. O lugar onde eu atualmente moro está bem, ainda não fomos afetados, mas milhares de paroquianos estão num sofrimento indizível. Peço que redobre as suas orações pela paz nesta nação que sofre e, especialmente, pela nossa paróquia.


P. Fernando González, missionário comboniano em Nyal-Leer

Vaticano: Grande dor do Papa pelos mortos no Médio Oriente

16 de Maio de 2018

O Santo Padre expressou hoje, 16 de maio, a sua “grande dor pelos mortos e feridos no Médio Oriente:


“Expresso a minha grande dor pelos mortos e os feridos e estou próximo com a oração e o afeto a todos os que sofrem. Reitero que o uso da violência jamais leva à paz. Guerra chama guerra, violência chama violência. Convido todas as partes em causa e a comunidade internacional a renovar o empenho para que prevaleçam o diálogo, a justiça e a paz”, disse o Papa.


“Estou muito preocupado e triste com o aumento da tensão na Terra Santa e no Médio Oriente e com a espiral de violência que afasta sempre mais do caminho da paz, do diálogo e das negociações”, declarou o pontífice.


“Que Deus tenha piedade de nós”, concluiu o Papa o seu veemente apelo pela paz na Terra Santa, que sofreu uma escalada de violência após abertura da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém. Os protestos contra esta decisão que reconhece a Cidade Santa como capital de Israel provocaram mais de 60 mortos.

Militares israelitas mataram 55 palestinianos

15 de Maio de 2018

Na segunda-feira, 14 de maio, militares israelitas mataram pelo menos 55 palestinianos que se manifestavam junto a Faixa de Gaza. A repressão violenta coincidiu com a abertura da embaixada norte-americana em Jerusalém.


Amnistia Internacional fala em possíveis "crimes de guerra" nos confrontos durante os protestos na Faixa de Gaza e que fizeram pelo menos 55 mortos.


“Dezenas de palestinianos foram mortos e centenas feridos por militares israelitas durante protestos na zona de separação entre Gaza e Israel, no que a Amnistia Internacional considera ser uma violação dos padrões internacionais e, em alguns casos, pode constituir crimes de guerra”, lê-se numa nota da AI.


O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, está “profundamente alarmado” com a violência na Faixa de Gaza.


Guterres reiterou ainda que “não há alternativa viável à solução de dois Estados” para resolver o conflito israelo-palestiniano.


O Conselho de Segurança reúne nesta terça-feira, a pedido do Kuwait, que tem assento naquele órgão das Nações Unidas em representação dos países árabes.

Famílias e sociedades inclusivas

15 de Maio de 2018

Nesta terça-feira, 15 de maio, celebra-se o Dia Internacional das Famílias sob o tema «Famílias e sociedades inclusivas».


Apesar do facto de as famílias em todo o mundo terem se transformado nas últimas décadas, como resultado de tendências globais e mudanças demográficas, as Nações Unidas (ONU) ainda consideram a família como a unidade básica da sociedade.


A administração da ONU quer que todos os países reconheçam o mesmo valor a uma família construída sobre o relacionamento entre um homem e uma mulher e aquela baseada no relacionamento entre dois homens ou duas mulheres. E isso, às vezes, contra a cultura e a vontade da nação. O Dia Internacional das Famílias, em qualquer caso, oferece a oportunidade de promover o conhecimento dos problemas relacionados às famílias e aumentar o conhecimento dos processos sociais, económicos e demográficos que os afetam.


O Dia das Famílias 2018 também destaca o papel das famílias para o cumprimento da meta 16 dos «Objetivos de Desenvolvimento Sustentável». A meta foca em Paz, Justiça e Instituições Fortes. De acordo com a ONU, as famílias são essenciais para a promoção de sociedades pacíficas e inclusivas.


Já o Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) lembra que as famílias são mais fortes quando têm acesso a serviços de saúde, à educação e podem contribuir para as suas comunidades.


Vários países celebram a data com eventos ou programas especiais nas emissoras de rádio e de televisão. Na sede da ONU, em Nova Iorque, um debate vai focar nas famílias e sociedades inclusivas, sendo que as comunidades indígenas serão tema de um dos painéis.

Papa ora pela Indonésia após ataques contra igrejas

14 de Maio de 2018

O Papa Francisco lançou um apelo no domingo, 13 de maio, para que cessem as ações violentas na Indonésia. São palavras que chegam depois dos graves ataques contra algumas igrejas católicas no país que causaram a morte de pelo menos dez pessoas e mais de 40 feridos.


“Queridos irmãos e irmãs, estou particularmente próximo do querido povo da Indonésia, especialmente das comunidades cristãs da cidade de Surabaya, que foram gravemente atingidas pelo grave ataque contra locais de culto. Elevo minha oração pelas vítimas e seus parentes. Juntos, invoquemos o Deus da paz para que faça cessar essas violentas ações, e no coração de todos encontrem espaço não sentimentos de ódio e violência, mas de reconciliação e de fraternidade”, disse o Santo Padre.

Fátima: «Abraço» à China marcou peregrinação do 13 de maio

14 de Maio de 2018

Da Agência Ecclesia


O bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, sublinhou no domingo, 13 de maio, a força de atração do Santuário da Cova da Iria, “tão grande quanto o mundo”, enviando um “abraço” a todo o povo da China.


A peregrinação internacional aniversária foi presidida, pela primeira vez, por um prelado chinês, o cardeal John Tong, antigo responsável pela Diocese de Hong Kong.


“Peço-lhe que leve daqui, de Fátima e destes peregrinos, um abraço para todo o povo da China, um abraço tão grande como daqui, Fátima, até Hong Kong”, disse D. António Marto, no final da Missa conclusiva da peregrinação internacional do 13 de maio.


O responsável pela diocese explicou aos cerca de 300 mil peregrinos que a celebração decorreu com uma atenção particular aos “irmãos católicos chineses”.


“Quero agradecer de todo o coração ao senhor cardeal a sua vinda até nós, de tão longe”, observou D. António Marto, que saudou o “testemunho da firmeza da fé dos católicos chineses”.


O bispo de Leiria-Fátima cumprimentou a “multidão imensa” que encheu “completamente” o recinto, elogiando “silêncio impressionante” e o “testemunho de fé” dos peregrinos dos cinco continentes.


Recuando até maio de 2017, D. António Marto recordou a visita do Papa e a canonização dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto.


“A presença do Papa Francisco está ainda viva”, declarou.


O bispo de Leiria-Fátima leu a mensagem publicada pelo Papa no Twitter, neste 13 de maio.


Santíssima Virgem de Fátima, dirige o teu olhar sobre nós, sobre nossas famílias, sobre o nosso país, sobre o mundo”, escreveu o Santo Padre.


A Procissão do Adeus, com milhares de pessoas a acenar lenços brancos, encerrou as celebrações religiosas no primeiro 13 de maio após o Centenário das Aparições, com o tema “Tempo de graça e misericórdia: dar graças pelo dom de Fátima”.


Inscreveram-se para esta peregrinação, a primeira do pós-centenário, 148 grupos organizados de 26 países, num total de 9000 peregrinos, provenientes de todos os continentes; da Ásia estão inscritos cerca de 350 peregrinos, organizados em 10 grupos.


Os peregrinos a pé que chegaram à Cova da Iria foram mais de 37 mil; os parques de estacionamento registaram uma ocupação total, desde a noite de sábado.


As celebrações oficiais do 13 de maio foram encerradas com um recital de ação de graças, com o tenor italiano Andrea Bocelli, na Basílica da Santíssima Trindade, com lotação esgotada.

Comboniano ordenado padre

14 de Maio de 2018

O Diácono Ricardo Alberto Leite Gomes foi ordenado padre na tarde do dia 12 de maio, véspera da solenidade da Ascensão do Senhor, na Igreja paroquial de São Martinho de Bougado, Trofa.


A Eucaristia foi presidida por Dom António Augusto Azevedo, bispo auxiliar do Porto, que ordenou o novo sacerdote.


A ampla Igreja paroquial estava linda e cheia de fiéis que quiseram estar com o Padre Ricardo em dia tão especial.


Entre os participantes encontravam-se o Vigário Geral dos Combonianos, P. Jeremias dos Santos Martins, Isabella Dalessandro, Responsável Geral das Missionárias Seculares Combonianas, trinta padres (combonianos na maioria), três diáconos, algumas irmãs, irmãos, seculares e leigos missionários combonianos.


Da África do Sul vieram quatro pessoas, três leigas e um comboniano, da missão de Acornhoek, onde o novo padre fez o serviço missionário. Alguns amigos e três combonianos fizeram a viagem da Itália.


O coro, de vozes e instrumentos, animou a celebração e cantou algumas peças originais do pároco de São Tiago de Bougado, P. Bruno Ferreira, que dirigiu.


Dom António disse que a ordenação do Padre Ricardo representa «um dia grande para a Igreja, para os Missionários Combonianos, para a comunidade paroquial e sobretudo para o Ricardo.»


No final da celebração o pároco agradeceu a presença e o trabalho de todos os que quiseram estar presentes em tão bela celebração.


O superior provincial partilhou a alegria da ordenação do Ricardo depois de quase 13 anos sem ordenações e louvou o espírito missionário das duas paróquias da Trofa que já deram três filhos à congregação e têm alguns jovens muito empenhados na pastoral vocacional juvenil comboniana.


O neo-ordenado também teve palavras de agradecimento no final da Eucaristia.


«O meu primeiro agradecimento vai para o Senhor que me chamou a consagrar a minha vida a Ele e à missão. Um especial agradecimento à minha família, aos meu pais, irmã e irmão que sempre estiveram presentes na minha caminhada, souberam dar me conselhos e apoio em todos os momentos», disse.


Falando em inglês, teve uma palavra de apreço para o grupo que veio da missão onde trabalhou: «Eu aprendi o significado real do amor, da generosidade, da amizade.»


O novo sacerdote missionário comboniano tem 29 anos.


Fez o curso de Teologia na Católica do Porto e na faculdade de teologia dos Jesuítas em Nápoles, Itália. Depois, fez o serviço missionário de quase dois anos na África do Sul.


O P. Ricardo faz parte da comunidade de Maia desde janeiro de 2019 e trabalha na pastoral vocacional juvenil.


Por José da Silva Vieira (MCCJ) - Jirenna


 


 


 


 

Amar é a partida

14 de Maio de 2018

Desde que cheguei aqui, tenho descoberto a cada dia que passa, o amor. Um amor que exigiu e exige continuamente uma partida, uma partida de nós próprios, uma partida de tudo o que já conhecemos, uma partida que exige que te ponhas a caminho. Precisamos amar o mundo e tudo o que n’Ele espelha o amor de Deus. Aqui encontrei uma outra forma de amar, encontrei um amor disponível, um amor simples, um amor que brota da honestidade do que tenho e do que partilhando permitimos doar e receber do outro. Assim de forma desinteressada. Um amor que brota de um crescer juntos, como irmãos. É aqui que sinto ardentemente que tenho que estar. É neste irmão que sinto todos os dias o chamamento de Deus. É nas subidas e descidas dos grandes montes que me rodeiam que encontro constantemente sorrisos, lágrimas, encontro braços que me esperam, olhos que refletem história, muita história.


É por estes caminhos de terra que todos os dias caminho, que encontro testemunhos que me convertem e me fazem agradecer a Deus, o milagre da vida. Agradeço, ter sido uma das suas escolhidas. Pouco a pouco, vou conhecendo não apenas os seus rostos, a sua expressão, vou conhecendo cada nome, cada casa, cada família. Já são muitas as vezes em que escuto de longe que me chamam “Andrea, hermanita Andrea”. Sim aqui todos somos irmãos e irmãs.


Um dia vos contarei a história do meu nome. Sinto-me um deles. Somos uma família.


Ai Peru, que roubaste o meu coração!


Na partilha do que têm, sim, dão-te muitas vezes do pouco que têm e do muito que são. Fazem questão. São muitas as vezes em que no regresso, trago o regaço cheio com meia dúzia de maçãs do senhor que vem ao encontro de idosos, com uma banana que durante o caminho o senhor da pequena mercearia me ofereceu, com os grãos de milho que me ofereceu uma das famílias que visitei ou com duas ou três batatas, da senhora que estava doente, me ofereceu.


Aceitamos a cada dia crescer juntos. Aceitamos a cada visita, ajudar-nos a carregar a cruz de cada um. Somos palavras de aconchego mútuo, somos sorrisos, somos silêncios que se confessam, somos lágrimas. Somos, na consequência do ser-se, frágeis e muitas são as vezes em que de joelhos nos reconciliamos com o amor.


Na humildade de cada pessoa que cruza o meu caminho que encontro o rosto de um Deus, um Deus misericordioso.


Na alegria e na dor do dia a dia encontro o sentido da vida. E cada vez que ao longe, avisto uma família, um conjunto de crianças que me esperam, avisto dois braços, os braços de Cristo.


Neuza Francisco, LMC


Em Missão, no Peru

Novo estatuto para os Leigos, a Família e a Vida

11 de Maio de 2018

Foi publicado no dia 8 de maio de 2018 o novo Estatuto do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.


No dicastério, instituído pelo Papa Francisco com o Motu Proprio “Sedula Mater” de 15 de agosto de 2016, confluíram-se competências e funções pertencentes ao Pontifício Conselho para os Leigos e ao Pontifício Conselho para a Família, que deixaram de existir.


A Pontifícia Academia para a Vida está ligada a esse organismo e com ele tem uma ligação direta com o Pontifício Instituto Teológico João Paulo II para as Ciências do Matrimônio e da Família.


A primeira novidade do Estatuto, que entrará em vigor no próximo dia 13 de maio, Dia de Nossa Senhora de Fátima, é que o dicastério não está dividido em três seções, embora tenha mais competências.


Além disso, recorda-se que, “segundo os princípios da colegialidade, sinodalidade e subsidiariedade”, “mantém relações com as Conferências Episcopais, Igrejas locais e outros órgãos eclesiais, promovendo o intercâmbio entre eles e oferecendo a sua colaboração para que sejam promovidos os valores e iniciativas relacionadas” aos temas tratados.


Promoção dos leigos na Igreja e no mundo


Reitera-se que o dicastério anima e incentiva “a promoção da vocação e missão dos leigos na Igreja e no mundo, como solteiros, casados ou não, e também como membros pertencentes a associações, movimentos e comunidades”, e que “favorece nos leigos a consciência da corresponsabilidade, em virtude do Batismo, pela vida e a missão da Igreja, segundo os diferentes carismas recebidos para a edificação comum, com especial atenção à missão peculiar dos fiéis leigos de animar e aperfeiçoar a ordem das realidades temporais”, como indica a Constituição Conciliar sobre a Igreja "Lumen Gentium" de 1964.


Jovens protagonistas


O novo Estatuto especifica melhor a atenção do organismo vaticano aos jovens, “para que sejam protagonistas em meio aos desafios do mundo atual. Momento forte de sua atividade é a preparação das Jornadas Mundiais da Juventude”.


Homem-mulher: especificidade, complementaridade e igual dignidade


No novo Estatuto especifica-se que “o organismo trabalha para aprofundar a reflexão sobre a relação entre homem e mulher em suas respectivas especificidade, reciprocidade, complementaridade e igual dignidade. Valorizando o “gênio” feminino, dá a sua contribuição na reflexão eclesial sobre a identidade e missão da mulher na Igreja e na sociedade, promovendo sua participação”.


Cuidado pastoral e direitos da família


Reitera que o dicastério, “à luz do Magistério pontifício, promove o cuidado pastoral da família, protege a sua dignidade e o bem baseados no sacramento do matrimônio, favorece seus direitos e a responsabilidade na Igreja e na sociedade civil, para que a instituição familiar possa sempre desempenhar melhor suas funções tanto na esfera eclesial quanto na social”. Recorda que o organismo vaticano “promove conferências e eventos internacionais, em particular o Encontro Mundial das Famílias”.


Atenção às situações “irregulares”


Com referência ao oitavo capítulo da Exortação Apostólica “Amoris laetitia”, o Estatuto enfatiza o cuidado pastoral da Igreja também em relação às situações chamadas “irregulares” (cf. AL, 296-306).


Defesa da vida desde a concepção até o fim natural


O novo Estatuto reitera que o dicastério “apoia e coordena iniciativas em favor da procriação responsável, bem como para a tutela da vida humana desde sua concepção até seu fim natural, levando em conta as necessidades da pessoa nas diferentes fases evolutivas”. Além disso, “promove e incentiva organizações e associações que ajudam a mulher e a família a acolher e valorizar o dom da vida, especialmente no caso de gravidezes difíceis, e a prevenir o aborto. Também apoia programas e iniciativas destinados a ajudar as mulheres que abortaram”.


Novas ideologias


Reitera também que o dicastério “com base na doutrina moral católica e no Magistério da Igreja estuda e promove a formação sobre os principais problemas da biomedicina e do direito relacionados com a vida humana e sobre as ideologias em desenvolvimento, inerentes à vida humana e realidade do gênero humano”.

Senhora da África

10 de Maio de 2018

A Mãe de Deus é evocada como Nossa Senhora da África.


Bento XVI terminou a exortação apostólica Africae munus – o Serviço da África – com uma oração à Mãe de Deus: «A bem-aventurada Virgem Maria, Mãe do Verbo de Deus e Nossa Senhora da África, continue a acompanhar toda a Igreja com a sua intercessão» (n.º 175).


A devoção africana à Mãe de Jesus perde-se nas brumas da memória cristã. Os frescos das antigas igrejas núbias, no que é hoje o Sudão, são testemunho silencioso desse passado de fé. Os três reinos núbios formaram um enclave cristão entre os séculos VI e XV até serem tragados pelo Islão. A Virgem tem um lugar preeminente nessa iconografia antiga de que hoje restam alguns frescos nos museus de Cartum e Varsóvia.


A devoção etíope a Nossa Senhora é expressão dessa herança. Maria é comummente chamada «Kidane Mehret», literalmente «Aliança de Misericórdia». A Igreja Ortodoxa celebra-a no dia 16 de cada mês. A festa anual é a 16 de Abril. O ícone da Virgem Mãe com o Menino ao colo guardada por dois anjos repete-se por inúmeras igrejas ortodoxas e católicas. A mesma devoção está presente entre os coptas do Egipto.


O título Nossa Senhora da África ou Virgem de África tem marca portuguesa. O infante Dom Henrique ofereceu a imagem por ele assim chamada à cidade de Ceuta em 1421. No século XIX, o culto chegou a Argel, na Argélia. A construção da imponente basílica em estilo neobizantino começou em 1858 numa colina sobre o Mediterrâneo e foi consagrada em 1872. O templo é também frequentado por muçulmanos.


A Basílica de Yamoussoukro, na Costa do Marfim, é outro lugar mariano africano dedicado à Nossa Senhora da Paz. O templo, construído entre 1985 e 1989, é uma cópia da Basílica de São Pedro, mas em maior.


Os países africanos de expressão portuguesa além da língua também herdaram a devoção mariana. A padroeira de Cabo Verde é a Senhora das Graças e a da Guiné-Bissau é a Senhora da Candelária. Angola tem em Muxima um santuário nacional dedicado à Senhora da Conceição, que é padroeira de Moçambique.


África é lugar de aparições marianas: Ngome, na África do Sul, e Kibeho, no Ruanda, são dois centros reconhecidos. Mas a Senhora de Fátima também está presente no continente desde 1942 quando foi inaugurado o Santuário de Namaacha, em Moçambique. O cardeal John Onaiyekan, arcebispo de Abuja (Nigéria), explicou que a mensagem de Fátima é muito importante para África, porque «é um apelo à paz».


Hoje, há pelo menos 57 paróquias dedicadas à Senhora de Fátima no continente. Moçambique está à frente com 16. Angola tem 11. O lugar de culto mais deslumbrante é o altar de Nossa Senhora de Fátima no cume nevado do monte Kilimanjaro, na Tanzânia, a 5895 metros de altitude.


A devoção mariana com rosto africano é sobretudo corporizada na Legião de Maria. A organização nasceu na Irlanda em 1921. Milhares e milhares de mulheres católicas dedicam-se de alma e coração ao serviço das suas comunidades desde o cuidado dos templos e da ordem nas celebrações ao serviço aos mais necessitados inspiradas na Virgem de Nazaré.


José da Silva Vieira (MCCJ) – Revista Além-Mar, Maio e 2018

Comunicações Sociais: A verdade vos tornará livres

10 de Maio de 2018

Celebra-se no domingo, 13 de maio, o Dia Mundial das Comunicações Sociais que em 2018 tem como tema: «A verdade vos tornará livres - Fake news e jornalismo de paz».


Mensagem do Papa Francisco para esta celebração alerta para o perigo das notícias falsas e convida à reflexão: “Hoje, no contexto duma comunicação cada vez mais rápida e dentro dum sistema digital, assistimos ao fenómeno das «notícias falsas», as chamadas fake news: isto convida-nos a refletir, sugerindo-me dedicar esta Mensagem ao tema da verdade, como aliás já mais vezes o fizeram os meus predecessores”.


“Gostaria, assim, de contribuir para o esforço comum de prevenir a difusão das notícias falsas e para redescobrir o valor da profissão jornalística e a responsabilidade pessoal de cada um na comunicação da verdade”, salienta o Santo Padre.


Neste sentido, Francisco questiona: “E então como defender-nos?” E responde com a busca pela verdade: “O antídoto mais radical ao vírus da falsidade é deixar-se purificar pela verdade. Na visão cristã, a verdade não é uma realidade apenas conceptual, que diz respeito ao juízo sobre as coisas, definindo-as verdadeiras ou falsas. A verdade não é apenas trazer à luz coisas obscuras, «desvendar a realidade», como faz pensar o termo que a designa em grego: aletheia, de a-lethès, «não escondido». A verdade tem a ver com a vida inteira. Na Bíblia, reúne os significados de apoio, solidez, confiança, como sugere a raiz ‘aman (daqui provém o próprio Amen litúrgico). A verdade é aquilo sobre o qual nos podemos apoiar para não cair. Neste sentido relacional, o único verdadeiramente fiável e digno de confiança sobre o qual se pode contar, ou seja, o único «verdadeiro» é o Deus vivo. Eis a afirmação de Jesus: «Eu sou a verdade» (Jo 14, 6). Sendo assim, o homem descobre sempre mais a verdade, quando a experimenta em si mesmo como fidelidade e fiabilidade de quem o ama. Só isto liberta o homem: «A verdade vos tornará livres» (Jo 8, 32)”.


O Papa, na sua mensagem, centra a atenção no jornalista chamando-lhe “guardião das notícias”. No mundo atual, o jornalista desempenha não apenas “uma profissão”, mas uma “verdadeira e própria missão”, refere. “No meio do frenesim das notícias” o jornalista “tem o dever de lembrar que, no centro da notícia, não estão a velocidade em comunicá-la nem o impacto sobre a audience, mas as pessoas”, afirma.


Desta forma, o Papa Francisco na sua mensagem aos média salienta a “precisão das fontes” e a “custódia da comunicação” como verdadeiros “processos de desenvolvimento do bem, que geram confiança e abrem vias de comunhão e de paz”.


Francisco propõe, assim, um “jornalismo de paz” que não seja “bonzinho” mas “hostil às falsidades”. Um jornalismo que “não se limite a queimar notícias”, que assuma as causas dos que “não têm voz”, desenvolva um registo de compromisso “na busca das causas reais dos conflitos” e que seja “feito por pessoas para as pessoas” propondo “soluções alternativas” à “violência verbal”.

Migrantes enfrentam situação “desumana e terrível” no Iémen

09 de Maio de 2018

Migrantes do Iémen vive situação “desumana e terrível” afirmou o diretor de operações e emergências da Organização Internacional para Migrações (OIM). País em guerra recebeu cerca de 100 mil migrantes no ano passado. Pessoas que chegaram sobretudo, da Etiópia e da Somália.


Mohammed Abdiker terminou esta semana uma visita ao país, onde cerca de 7 mil migrantes entram todos os meses. No ano passado, chegaram quase 100 mil pessoas. A grande maioria sonha em viver nos países do Golfo, em particular na Arábia Saudita.


Abdiker afirmou que “o Iêmen está a passar pela pior crise humanitária do mundo” e que “obviamente não é uma rota segura para migrantes, nem para os próprios iemenitas.”


O responsável da OIM lembrou o choque do mundo, no verão passado, quando dezenas de adolescentes etíopes e somalis foram forçados a entrar no mar por contrabandistas e se afogaram. Segundo ele, "esse choque nunca se traduziu em maior proteção para outros jovens."


A OIM afirma que estes migrantes sofrem nas mãos de traficantes e outros criminosos, incluindo abusos físico e sexual, tortura, detenção arbitrária por longos períodos de tempo, trabalho forçado e até morte.


Abdiker afirmou que "qualquer assistência humanitária será sempre um curativo” e que a comunidade internacional precisa de fazer mais do que isso.


Três quartos da população iemenita, mais de 22 milhões de pessoas, precisam urgentemente de ajuda humanitária. Cerca de 8,4 milhões têm dificuldade em encontrar a sua próxima refeição.

Chegada de imigrantes à Europa continua a diminuir

09 de Maio de 2018

No período de 1 de janeiro a 25 de abril de 2018, foram registradas na Europa a chegada de 20.927 imigrantes. Esse número é a metade das chegadas no mesmo período em 2017, quando foram registradas 44.152. Em comparação com 2016, as chegadas deste ano representam apenas 10 por cento dos 200 mil imigrantes registrados naquele ano.


Consequentemente, diminuíram também as mortes na travessia do Mediterrâneo: 587 mortes nos quatro primeiros meses de 2018, em comparação com as 1.115 mortes registradas no mesmo período em 2017.


As informações são da Organização Internacional para as Migrações.

Consagrados: Fiquem atentos à oração, pobreza e paciência

08 de Maio de 2018

“Fiquem atentos à oração, pobreza e paciência”, disse o Papa Francisco aos consagrados que participaram de um encontro internacional no Vaticano.


O encontro, organizado pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, foi inspirado pelo tema «Consagração por meio dos Conselhos evangélicos».


Ao falar espontaneamente para os consagrados, o Santo Padre questionou “Quais são as coisas que o Espírito quer que se mantenham fortes na vida consagrada?”, recordando logo a seguir os três critérios autênticos, pilares da vida consagrada: oração, pobreza e paciência.


E passou a explicar:


Oração


“A oração é voltar sempre ao primeiro chamado”, ao encontro com o Senhor que chamou o consagrado a deixar tudo: mãe, pai, família e carreira para segui-Lo de perto. “Toda oração é voltar a isso, ao sorriso dos primeiros passos.”


“A oração na vida consagrada é o ar que nos faz respirar o chamado, renovar o chamado. Sem este ar não podemos ser bons consagrados. Seremos talvez pessoas boas, bons cristãos, bons católicos que trabalham em muitas obras da Igreja, mas a consagração deve ser renovada continuamente ali, na oração, no encontro com o Senhor.”


Pobreza


“A pobreza”, como dizia Santo Inácio de Loyola, “é a mãe, o muro de contenção da vida consagrada” e “defende do espírito mundano”. O espírito de pobreza não é negociável, pois corre-se o risco de passar da “consagração religiosa” à “mundanidade religiosa”. Um percurso que tem três degraus:


“O primeiro: o dinheiro, ou seja, a falta de pobreza. O segundo, a vaidade, que parte do extremo de ser um pavão e vai até as pequenas coisas de vaidade. O terceiro: a soberbia, o orgulho. E dali todos os vícios. Mas, o primeiro degrau é o apego às riquezas, o apego ao dinheiro.”


Paciência


Entende-se por paciência, “aquela que Jesus teve para chegar ao fim de sua vida”, a condição em que depois da última ceia vai ao Horto das Oliveiras. “Sem paciência se entendem as guerras internas de uma congregação”, “os carreirismos nos capítulos gerais”, e prossegue Francisco, “algumas decisões tomadas diante de problemas da vida comunitária como a perda das vocações”.

Tragédia expõe um problema grave de habitação no Brasil

07 de Maio de 2018

O cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo, afirmou que a tragédia do incêndio e desabamento do edifício de 24 andares no centro da capital paulista, no dia 1 de maio, expõe um problema grave de habitação que assola muitas grandes metrópoles do País.


Para o cardeal, é preciso que haja políticas de acesso à moradia digna com preços que sejam acessíveis também aos mais pobres: “Não temos um déficit habitacional. O que nós temos é uma distribuição inadequada das habitações, falta uma política habitacional adequada para as necessidades da população” disse.

Nicarágua: Bispos dizem que é preciso rever sistema político

07 de Maio de 2018

Os bispos da Nicarágua aceitaram ser mediadores no diálogo nacional e afirmam que é preciso rever o sistema político.


“Acreditamos que o objetivo do diálogo nacional seja rever o sistema político da Nicarágua, desde suas raízes, a fim de alcançar uma democracia autêntica”, escreveram em declaração.


Na declaração os bispos indicam a necessidade de se criar um ambiente favorável ao diálogo e de se ter as condições básicas. Nesse sentido, os bispos pedem ao Governo a libertação dos jovens estudantes detidos nos protestos, a retirada da tropa de choque, liberdade de expressão e de imprensa, revogação do decreto de reforma da Segurança Social que prejudicou o povo nicaraguense e originou os protestos, e a busca pelos desaparecidos.


Os sacerdotes pedem também “para que seja abordada e esclarecida a questão das vítimas” (63), mortas durante as manifestações de abril.


No dia 22 de abril, o presidente da República, Daniel Ortega, fez um convite ao “diálogo nacional” e pediu aos bispos da Igreja Católica para agirem como mediadores.

50 Anos de Fidelidade a Deus na vida religiosa

07 de Maio de 2018

A Irmã Irene Duarte Goncalves completou no dia 3 de maio 2018, 50 anos de vida religiosa Missionaria, na Congregação das Irmãs Missionarias Combonianas. A Irmã Irene é a primeira religiosa missionária comboniana portuguesa.


Esteve em missão em Moçambique e já há uma dezena de anos está na comunidade de Viseu, cidade de onde é natural.


No dia 06 de maio, foi celebrada uma missa de acção de graças pela fidelidade da irmã Irene no Seminário Das Missões, em Viseu.


Participaram seus familiares, as Irmãs Combonianas que  se encontram em Portugal, amigos e benfeitores.


Juntamos a nossa voz a à voz da Irmã Irene para dizer como Maria: “Minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador…”


Que Nossa Senhora continue a abençoar a Irmã Irene com todas as bênçãos que o seu coração mais deseja.


Felicidades! E Muitos Parabéns!

Combonianos ibéricos fazem retiro juntos

07 de Maio de 2018

As províncias de Espanha e Portugal decidiram fazer em conjunto o retiro anual de 2018 para aprofundarem a comunhão que já vivem através de encontros anuais regulares.


O P. Tesfaye Tadesse pregou o retiro aos 51 participantes (27 da Província de Espanha e 24 da de Portugal) em Salamanca de 29 de abril (à noite) a 5 de maio (de manhã).


«Estamos aqui para nos encontrarmos com o Senhor, para nos deixarmos encher e refrescar de Deus, para celebrar a vida espiritual que está em nós», o P. Tesfaye explicou na introdução ao retiro.


O Padre Geral guiou os participantes num exercício de agradecimento e de louvor pelo dom da vida, da fé, do discipulado, do encontro, da comunidade, da missão, da consagração, da conversão, da vida apostólica e da Mãe.


O retiro decorreu em ambiente de silêncio gozoso e de Pentecostes: o P. Tesfaye usou o italiano enquanto que os participantes rezavam, cantavam e partilhavam em espanhol e português.


Os retirantes sentiram-se particularmente unidos com os católicos da paróquia de Nossa Senhora de Fátima de Bangui (República Centro-Africana). A 1 de maio, enquanto a comunidade celebrava a festa de São José Operário, um grupo radical islâmico atacou a igreja com granadas e balas, matando 16 pessoas. Entre as vítimas conta-se o padre local, que presidia à Eucaristia.


Na adoração do meio-dia rezavam cada dia por um continente diferente e pelas situações mais dramáticas.


O retiro conjunto das províncias ibéricas foi um momento histórico de comunhão e de oração à volta de Jesus, inspirados por São Daniel Comboni e pela Regra de Vida.


As duas províncias combonianas – que entre 1964 e 1969 formaram uma única circunscrição – têm feito um caminho de comunhão interessante: todos os anos organizam um encontro de convívio, os conselhos provinciais reúnem-se uma vez por ano em conjunto e participam nas assembleias provinciais.


As duas províncias além de partilharem um animador do Código Deontológico, estão a explorar maneiras de formarem uma Comissão de Formação Permanente comum e um postulantado ibérico em Granada (Espanha).


José da Silva Vieira (MCCJ) - Jirenna


 

Refugiados sírios propõem zona de segurança

04 de Maio de 2018

Representante dos refugiados sírios fizeram apresentaram uma proposta de paz ao Parlamento Europeu em Bruxelas e pedem a criação de uma zona de segurança dentro do país.


“Nós sírios refugiados no Líbano, não temos outra possibilidade de vida senão a criação de uma Zona de Segurança na Síria, porque não é possível ficar no Líbano, assim como não é possível ir para a Europa”, refere o documento.


A proposta, escrita por um grupo de sírios que vivem nos campos de refugiados do Líbano em situação desesperadora, foi entregue por uma delegação de voluntários da Comunidade João XXIII, junto com um representante dos refugiados sírios, Sheik Abdo.


O documento também pede a volta dos refugiados à Síria, nas Zonas Humanitárias, sob a proteção internacional, onde sejam garantidas a saúde e a instrução. Um modelo que os voluntários da Comunidade João XXIII já testaram com sucesso na Colômbia.

Vídeo do Papa: A missão dos leigos

04 de Maio de 2018

O Papa Francisco dedica a intenção de oração do mês de maio aos leigos. No "Vídeo do Papa", o Pontífice afirma a necessidade de os leigos colocarem sua criatividade a serviço dos desafios do mundo, dando exemplo com sua fé através da solidariedade e do compromisso com a sociedade.


Para que os fiéis leigos realizem a sua missão específica colocando a sua criatividade a serviço dos desafios do mundo atual.


Os leigos estão na linha de frente da vida da Igreja.


Necessitamos de seu testemunho sobre a verdade do Evangelho e de seu exemplo ao expressar sua fé com a prática da solidariedade.


Agradeçamos pelos leigos que arriscam, que não têm medo e que dão motivos de esperança aos mais pobres, excluídos e marginalizados.


Peçamos juntos neste mês para que os fiéis leigos realizem a sua missão específica, a missão que receberam no batismo, colocando sua criatividade a serviço dos desafios do mundo atual.


Depois da celebração do Concílio Vaticano II, a Igreja Católica se esforçou para deixar mais claro o papel dos leigos, que tem sido fundamental desde os primeiros séculos. A função dos membros que não integram o clero é ajudar nas quatro dimensiones tradicionais da Igreja: a caridade, a comunhão, a evangelização e a liturgia.


Estima-se que façam parte da Rede Mundial de Oração do Papa cerca de 35 milhões de pessoas, em dez idiomas, incluindo o português.


 

A rezar é que a gente se entende

04 de Maio de 2018

A rezar é que a gente se entende” foi o mote para a 8ª unidade formativa que decorreu no fim-de-semana de 13 a 15 de abril. Como de costume, os missionários combonianos abriram-nos a sua casa em Viseu, onde sempre nos sentimos bem acolhidos e em nossa casa. Damos graças a Deus por essa dádiva. A formação foi orientada pelo Carlos Barros e pela Susana Vilas Boas.


Esta unidade formativa assume uma importância à parte das restantes. Sem oração, a missão torna-se estéril e sem sentido, fragiliza-se nos momentos difíceis; sem oração, podemos ser voluntários, mas não verdadeiros missionários. O nosso santo Daniel Comboni alude insistentemente à necessidade da oração, seja a sós seja em comunidade. A relação íntima com o Sagrado Coração de Jesus impregna toda a sua ação evangelizadora, a missão “nasce aos pés da cruz” e concretiza-se com o envio dos seus apóstolos por Cristo ressuscitado.

Índia: Igreja combate violência contra as mulheres

03 de Maio de 2018

A arquidiocese de Mumbai promoveu uma manifestação no dia 1 de maio, em seis paróquias da Igreja local, em favor das mulheres e crianças vítimas de injustiças, abusos e violências.


“Porque somos irmãos e irmãs, porque podemos mudar a situação com a nossa presença, oração e ação. Porque nos importamos com isso”, foi o tema de inspiração da manifestação.


A iniciativa nasce em um momento particularmente delicado na Índia: nas últimas semanas ocorreram casos de uma violência inaudita. D. John Rodrigues, bispo auxiliar de Mumbai, recorda em particular de três mortes violentas: “uma criança de oito anos no vilarejo de Rassana, em Jammu; uma jovem de 17 anos em Unnao, em Uttar Pradesh; e uma menina de 11 anos em Surat, em Gujarat”.


“Queremos que as mulheres sejam tratadas com igual dignidade, e que todos na Índia se sintam realmente irmãos e irmãs, e que as crianças possam viver a sua infância”, indica o bispo.


Por isso, a arquidiocese deseja mobilizar-se, “envolvendo também pessoas de outras confissões religiosas”, acrescenta.


Diante de tantas atrocidades a Igreja é chamada a “demonstrar o próprio apoio, a própria proximidade às vítimas: crianças abusadas, mulheres que sofreram atos de violências terríveis. Com fé e oração, acreditamos que podemos avançar na construção de um país justo e pacífico”, conclui D. John Rodrigues.

A beleza do amor de mãe

03 de Maio de 2018

Mensagem da Comissão Episcopal do Laicado e Família (CELF), da Igreja Católica em Portugal, para o Dia da Mãe 2018, a ser celebrado no domingo, 6 de maio, destaca a importância de “apoiar e proteger o dom da maternidade”.


“É bom, belo e justo celebrar o Dia da Mãe: agradecer a todas as mães que dia e noite, todos os dias e todos anos, ao longo da sua vida, se dedicam ao acolhimento amoroso, à educação e ao crescimento integral dos filhos. Ser mãe não significa somente colocar no mundo um filho, mas é também uma escolha: a de dar a vida. Nada há mais nobre e mais santo!”, lê-se na mensagem.


Numa época em que estão em causa desafios como a baixa natalidade e o envelhecimento populacional, a Comissão responsável pelas questões pastorais ligadas à Família aponta para a urgência de “apoiar” todas as mulheres que hoje escolhem como caminho “colocar no mundo um filho” e “dar a vida” pela família.


“Queridas mães, obrigado por aquilo que nos dais, pelo que sois na família e por aquilo que dais à Igreja e à sociedade. Que a celebração de mais um Dia da Mãe junte, em coro, as nossas vozes à dos decisores políticos e económicos, dos agentes culturais e da comunicação social e todos nos empenhemos a apoiar e a proteger o dom da maternidade que começa na fecundação e nunca deixa de se manifestar”, conclui a mensagem.

Oração por Bangui

03 de Maio de 2018

Oração por Bangui


 


Senhor Jesus, estamos aqui contigo,


somos tua comunidade.


Em ti e contigo estamos em comunhão


com toda a humanidade neste mundo em que vivemos.


Hoje, aqui e agora, queremos estar em comunhão


especialmente com o continente da nossa querida África.


Oferecemos-te o que somos e fazemos na África,


o nosso desejo de Esperança e de Paz.


Pedimos-te hoje, aqui, o dom da Paz para todos os países


mas especialmente para a República Centro-Africana,


para a capital, Bangui,


para a paróquia de Nossa Senhora de Fátima.


Apresentamos-te, pomos nas tuas mãos e no teu coração


as dezasseis pessoas que foram mortas e os seus familiares em luto e todos os feridos;


Os que estão a passar por medos e ansiedades devido ao perigo da violência;


a família comboniana aí presente;


Dai-lhes a graça de fortalecerem os que sofrem!


Ámen.


P. Carlos Nunes


Missionário Comboniano

Missão Jovem está de volta

12 de Abril de 2018

O Missão Jovem está de volta com a 11ª edição marcada para os dias 7 e 8 de julho de 2018.


Este ano, subimos ainda mais a fasquia, para tornar este fim de semana fora de série e inesquecível. Distinguido com o tema “Sai do sofá… Agarra a Missão”, convidamos todos os jovens a conhecer o mundo lá fora, os seus costumes, a cultura, a dança e a música.


Missão Jovem é o encontro anual dos jovens JIM (Jovens e Missão) e outros grupos de jovens que desejam passar um fim de semana voltados para a Missão. O objectivo é viver um tempo de amizade e comunhão com a espiritualidade missionária.


É uma maneira simples de tomarmos consciência da nossa vocação cristã e compromisso paroquial missionário, encontrando-nos para conviver, partilhar, rezar e celebrar juntos a nossa fé, vocação e Missão.

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