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Família Comboniana

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Vida em abundância

Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância (Jo 10, 10)

 

Olhando para a frente, já entrevemos o Menino de Belém que se fez em tudo semelhante a nós, menos no pecado (Heb 4, 15). Em tudo semelhante a cada homem, mulher e criança de qualquer «língua, povo e nação», porque, ao encarnar, o Verbo eterno do Pai assumiu toda a Humanidade, desde Adão até ao último que será chamado a partilhar esta nobre aventura da vida, quando Jesus entregar tudo nas mãos do Pai.

A história da Humanidade é um complexo desenvolvimento desse primeiro Adão: Babel quer explicar as grandes divisões do homem em línguas e nações. Deus criou a terra, e os homens dividiram-na de modo a que quem nasce de um lado do rio é amigo e o que nasce do outro lado do rio é inimigo. O Menino de Belém veio precisamente para acabar com essas divisões: no Seu corpo, matou a inimizade e fez dos homens todos um só corpo, a Igreja (Ef 2, 15-16).

 

REZAR PELOS DEFUNTOS

Em Novembro, rezamos pelos nossos defuntos que «morreram em Cristo» (1Ts 4,16-17). Mas devemos sublinhar que a Igreja reza «por todos aqueles que morreram na esperança da ressurreição» e, logo acrescenta, «e também por todos aqueles que na vossa misericórdia partiram já deste mundo», esperando ou não a ressurreição (Oração Eucarística).

Como nos diz o Apóstolo, Cristo morreu para ser o Senhor dos mortos e dos vivos (Romanos 14, 9). Nós acreditamos que não foi dado aos homens outro Nome pelo qual se possam salvar (Act 4, 10.12). Nós professamos Cristo único mediador entre Deus e os homens. Único salvador da Humanidade: ontem, hoje e sempre (cf. 1Tm 2, 5-6). Todos os que se salvam salvam-se em Cristo, independentemente do caminho religioso em que se encontraram durante a vida. Se nós nascêssemos num país islâmico, teríamos todas as probabilidades de ser muçulmanos.

 

ALEGRIA DE EVANGELIZAR

Hoje a Igreja afirma que todos os que procuram a Deus de coração sincero podem salvar-se. Isto, porém, não nos dispensa da nossa tarefa missionária. Paulo VI já no-lo disse há muito e de maneira inequívoca: Não seria inútil que cada cristão e cada evangelizador examinassem em profundidade, através da oração, este pensamento: os homens podem salvar-se por outros caminhos, graças à misericórdia de Deus, mesmo se nós não lhes anunciarmos o Evangelho; porém, poderemos nós salvar-nos se por negligência, por medo, por vergonha, ou por ideias falsas omitirmos anunciá-lo? Porque isso significaria ser infiéis ao chamamento de Deus que, através dos ministros do Evangelho, quer fazer germinar a semente; e de nós depende que essa semente se converta em árvore e produza fruto. Conservemos, portanto, o fervor espiritual. Conservemos a doce e confortadora alegria de evangelizar, inclusivamente quando é preciso semear entre lágrimas (Evangelii Nuntiandi, 80).

A missão continua a ser a tarefa mais urgente dos cristãos. É questão da nossa própria salvação e da salvação da Humanidade, porque Ele veio para que todos tenham vida em abundância.

Pe. Inácio Babo de Macedo