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Família Comboniana

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Se queres a paz, respeita a natureza

 

            A Natureza é um bem comum, um dom oferecido por Deus a todos os habitantes do mundo, não só actuais, mas também futuros. Este facto já justifica que os cristãos se preocupem com a defesa do meio-ambiente que os rodeia.

            A acção desestabilizadora do ambiente, por parte do homem, sempre existiu. Só que a moderna tecnologia, a crescente industrialização e a ânsia por tirar o máximo proveito dos recursos naturais, nestas últimas décadas, fez precipitar perigosamente a saúde do nosso planeta. A este facto não são alheios os desastres climáticos que, um pouco por todo o lado, nos assustam e nos fazem sentir que a natureza se está a revoltar e a acusar-nos do mal que lhe fazemos.

            Nos nossos esquemas ético-morais, não estamos muito habituados a considerar um mal moral a falta de respeito pela ordem natural. Dificilmente algum cristão pedirá perdão a Deus por ‘pecados ecológicos'. Quem acharia estar a ofender a Deus por o escape do seu carro emitir demasiados gases de estufa, por as suas matas não estarem limpas e aumentarem os incêndios, por as suas oficinas, pocilgas e actividades várias estarem a contaminar os rios, ou por os seus pesticidas usados na agricultura estarem a envenenar as águas subterrâneas? Estas coisas não nos preocupavam. Mas agora, com as outras acções poluidoras maiores, percebemos melhor os seus efeitos devastadores.

            As nossas crianças, de facto, estão mais sensibilizadas para pequenos gestos, como evitar espalhar plásticos, pilhas, óleos queimados, detergentes ou lixo em qualquer lugar. Têm consciência de que devem poupar os bens cuja produção implica desgaste irreversível da Natureza.

            Quem tem fé vê na Natureza o livro aberto de Deus e, nas coisas criadas, o reflexo do Criador. Além de falta de civismo e de cidadania, quem tem fé considera o atropelo ecológico uma ofensa a Deus, como falta de respeito pela ordem que Ele infundiu na Criação.

            A Natureza não é apenas ‘matérias primas' de que podemos dispor a nosso bel-prazer. É obra-prima do Criador, ordenada por leis intrínsecas e coerentes, que exigem o devido respeito e uma utilização sábia, que não obedeça simplesmente à satisfação de caprichos egoístas, privados ou de grupo.

            Na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, o Papa pede aos cristãos para se empenharem na defesa do ambiente. Na sua última encíclica, ‘Caritas in Veritate', desde o nº 48 até 51, já tinha tratado esta questão.  Para o Papa é fundamental que a comunidade internacional e os governos enviem sinais certos aos seus cidadãos, de forma a travar os danos ecológicos. Aos cristãos, assim como a todos os cidadãos em geral, compete o dever de pressionar os governos a legislar em conformidade.

            Os missionários são testemunhas, não só de muitos atropelos ao equilíbrio ecológico, realizados por empresas sem escrúpulos no terceiro mundo, mas também de muitas catástrofes provocadas por esses atropelos, que se abatem em cima de povos já, de por si, pobres e indefesos. Por isso sentem que o tema proposto pelo Papa também é parte da sua missão.