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Combonianos em Bodas de Prata
No dia 1 de Maio de 1983, dois irmãos de sangue selavam a sua entrega como Irmãos missionários combonianos através da consagração perpétua. Falamos do Ir. Bernardino da Silva Ferreira e o Ir. João da Silva Ferreira. Dezassete anos separam o nascimento dos dois. E os caminhos da missão também são diferentes para ambos: o Ir. Bernardino anda pelo Brasil, enquanto o Irmão João pisou terras da RD Congo e actualmente está na casa-mãe do Instituto, em Roma. Conta o Irmão Bernardino: «É verdade: 25 anos de Votos Perpétuos equivalem a 25 anos de actividade missionária como missionário comboniano. Penso que o mais importante é dar graças a Deus por estes anos e pelo dom da vocação. O que sou e o bem que porventura possa realizar é obra Dele, que, apesar das minhas limitações, me tem mantido fiel. Ser Irmão comboniano não se aprende de uma vez para sempre. É necessária a fidelidade que só Deus pode dar. Fazer votos é fácil. Difícil é manter a fidelidade às promessas. A minha vocação aconteceu e desenvolveu-se na freguesia de Rio Caldo, Terras de Bouro, graças aos valores cristãos da família. Sou o que se chama uma vocação adulta. Consta que sou o comboniano português que entrou para o seminário com mais idade. Isso deveu-se ao facto de eu ser o filho mais velho de uma família pobre e numerosa (somos nove irmãos). O meu irmão João foi o meu sexto irmão. Ele frequentava o seminário menor dos Combonianos quando eu pensei deixar o emprego na Academia Militar em Lisboa e ingressar na vida religiosa missionária. Esse facto possibilitou-me o conhecimento e, ao mesmo tempo, uma melhor identificação com os ideais dos Combonianos. Optei também por eles. A opção dele foi sempre a de ser Irmão missionário. No meu caso, o factor da idade foi decisivo, mas correspondeu à vontade de Deus e é como irmão que me tenho realizado. Fizemos a consagração perpétua no mesmo dia. Todavia, foi coincidência. Eu não sabia dos votos dele, nem ele sabia dos meus. Eu fiz os votos na casa da Maia. Ele professou-os na RD Congo, em África. Ainda com os votos temporários, a minha primeira experiência missionária aconteceu no Brasil. Em 1978, cheguei a Balsas, no Sul do Estado do Maranhão. Desde essa data, a minha actividade missionária tem sido dividida também com períodos em Portugal e neste país. No total, são 20 anos em terras brasileiras e fiz um pouco de tudo: trabalhei no seminário menor de Balsas; fui ecónomo da Diocese e contemporaneamente animador das comunidades do Angelim e Manoel Novo em Balsas (desta última fui co-fundador). Em outros lugares, como na Paróquia de Pastos Bons, administrei e acompanhei as obras. Actualmente encontro-me em Teresina, dando a minha modesta colaboração ao Centro de Juventude para a Paz (CEJUPAZ). Em Portugal, estive em Aveiro a preparar jovens que queriam ser Irmãos missionários, e na casa do noviciado em Santarém. Nesta vivi uma das experiências mais ricas. Ocupei-me da administração da casa e fiz actividade missionária com os noviços nas paróquias nos fins-de-semana. Outros três jubilados O dia 21 de Maio de 1983 foi também dia de entrega para três combonianos portugueses. Concluíam nesse dia a etapa formativa do noviciado e consagraram a vida à missão. Estão em Bodas de Prata de votos temporários os padres Manuel Lopes Ribeiro, Germano J. Santos Serra e o Irmão Óscar José A. Gomes da Cunha. O padre Manuel Lopes é natural de Landim, Braga. Encontra-se actualmente em Moçambique, no Centro Catequético da paróquia de Anchilo. É também o responsável dos Leigos Missionários Combonianos moçambicanos. O padre Germano nasceu em Fânzeres, Porto. Esteve 13 anos no Uganda. Agora está em Coimbra. O irmão Óscar Cunha, originário de Refoios do Lima, Ponte de Lima, já esteve no Togo, no Gana e na Zâmbia, sempre em África. Acha-se também em Coimbra.
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