Relatório da “Organização Mundial da Saúde” lançado a 21 de maio informa que 1218 pessoas morreram de ébola na República Democrática do Congo. O número de casos confirmados é de 1826. Kivu-Norte e Ituri são as regiões mais afetadas pela doença.
De acordo com o Ministério da Saúde congolês, 101 profissionais de saúde foram infetados com o vírus ébola. Trinta e quatro morreram, vítimas da doença.
Estes números ilustram o pesado custo pago pelos funcionários da saúde em nove meses de epidemia.
O combate ao vírus e a assistência às vítimas é dificultado pela desconfiança do povo e pelos elementos armados que atacam os centros de tratamento.
“É das coisas mais complicadas daqui (os ataques aos centros de tratamento do ébola)”, afirma o P. Claudino Gomes, missionário comboniano que vive em Butembo. “Não se sabe bem quem ataca”, acrescenta.
“Há vozes que acusam os que vêm tratar o vírus como sendo eles quem o trouxeram. Outros não acreditam que essas equipas sanitárias se interessem pelo ébola, mas que andam a fazer tráfico de órgãos”, explica o missionário.









