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26 junho 2019

Agbogbloshie, a maior lixeira eletrónica

Tempo de leitura: 1 min
No Gana, diariamente, milhares de ganeses expõem-se a uma morte lenta para ganhar uns poucos centavos de dólar. Eles trabalham num aterro eletrónico que recebe toneladas de desperdício eletrónico procedentes da Europa ou dos Estados Unidos.
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Viver no lugar mais poluído do mundo

Agbogbloshie está localizado a apenas 15 minutos do centro de Acra, capital de Gana. A sua lixeira eletrónica, onde há computadores, televisões, telefones ou equipamentos domésticos, é o local de trabalho para muitos ganeses que, por causa da sua condição económica, se viram obrigados a viver nos arredores da capital. Eles retiram dos aparelhos uma série de metais que são valiosos. No entanto, a reciclagem é praticada  informalmente pelos moradores, e isso está a contaminar o lugar, pondo em perigo a vida de muitos.

O ar em Agbogbloshie está afetado pela poluição e pelo plástico. Isso é o resultado da queima constante de cabos para extrair cobre, por exemplo. Em consequência, os problemas respiratórios são frequentes nos moradores.

Tomando em consideração a gravidade do problema, o Governo já está a tomar medidas para cuidar dos seus cidadãos. Enquanto ainda não são efetivas, um padre local avalia a saúde das pessoas que habitam nas proximidades da lixeira.

 

Um padre, um médico e três enfermeiras

O padre Subash Chittila Opilly, outrora pároco no bairro de Agbogbloshie, é uma das poucas pessoas preocupadas com a saúde dos habitantes. Apesar de contar com escassos recursos, conseguiu abrir uma clínica que atende dezenas de pessoas diariamente. Nela há três enfermeiras que se revezam e um médico que atende duas vezes por mês.

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EDIÇÃO
Setembro 2019 - nº 577
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