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07 outubro 2019

A Amazónia não precisa de uma nova colonização

Tempo de leitura: 2 min
O Evangelho, oferecido e não imposto, deve respeitar povos e culturas.
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Na abertura do Sínodo sobre a Amazónia, no domingo, 6 de outubro, o Papa deixou o alerta de que a região precisa de evangelização e não de uma nova colonização.

“O fogo de Deus, como no episódio da sarça ardente, arde mas não consome. É fogo de amor que ilumina, aquece e dá vida; não fogo que alastra e devora. Quando sem amor nem respeito se devoram povos e culturas, não é o fogo de Deus, mas do mundo. Contudo quantas vezes o dom de Deus foi, não oferecido, mas imposto! Quantas vezes houve colonização em vez de evangelização! Deus nos preserve da ganância dos novos colonialismos. O fogo ateado por interesses que destroem, como o que devastou recentemente a Amazónia, não é o do Evangelho. O fogo de Deus é calor que atrai e congrega em unidade. Alimenta-se com a partilha, não com os lucros. Pelo contrário, o fogo devorador alastra quando se quer fazer triunfar apenas as próprias ideias, formar o próprio grupo, queimar as diferenças para homogeneizar tudo e todos”, referiu Francisco.

Nesse sentido, o Papa pediu que o Espírito Santo, que faz novas todas as coisas, “nos dê a sua prudência audaciosa; inspire o nosso Sínodo a renovar os caminhos para a Igreja na Amazónia, para que não se apague o fogo da missão”.

Francisco destacou o papel dos que estão a dar a vida e os que gastaram a vida na Amazónia: “Muitos irmãos e irmãs gastaram a sua vida na Amazónia. Permiti que repita as palavras do nosso amado Cardeal Hummes: «quando fores àquelas pequenas cidades da Amazónia, ide aos cemitérios procurar o túmulo dos missionários. Um gesto da Igreja por aqueles que gastaram a vida na Amazónia. Não se esqueça deles. Merecem ser canonizados».

“Muitos irmãos e irmãs na Amazónia carregam cruzes pesadas e aguardam pela consolação libertadora do Evangelho, pela carícia de amor da Igreja. Por eles, pelos que agora estão a dar a vida, pelos outros que lá gastaram a própria vida, com eles, caminhemos juntos”, concluiu o Santo Padre.

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