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13 janeiro 2020

Mais de 700 mortos em casos de violência étnica na RD Congo

Tempo de leitura: 1 min
Conflitos entre as comunidades Hema e Lendu intensificaram desde 2017
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No período de dois anos, 701 pessoas foram mortas em casos de violência étnica no nordeste da República Democrática do Congo (RDC), aponta um relatório da ONU.

Os conflitos entre as comunidades Hema e Lendu, nos territórios de Djugu e Mahagi, intensificaram entre dezembro de 2017 e setembro de 2019.

No mesmo período, foram registados 142 casos de estupro, sendo que a maioria das vítimas pertencia à comunidade Hema.

O relatório do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR) descreve situações de barbárie e possíveis crimes contra a humanidade. São numerosos casos de estupros, crianças assassinadas e aldeias saqueadas e queimadas.

“Em 10 de junho de 2019, no distrito de Torges, um homem da comunidade Hema tentou impedir que homens armados estuprassem a sua esposa e acabou por ver o seu filho de oito anos ser decapitado”, lê-se no comunicado.

O relatório descreve outras situações de barbárie, incluindo decapitação de mulheres e crianças e desmembramento e remoção de partes do corpo das vítimas como “troféus de guerra”.

Segundo os investigadores da ONU, isso “reflete o desejo dos agressores de infligir traumas duradouros à comunidade Hema para forçá-los a fugir e não retornar às suas aldeias."

De acordo com o relatório, a partir de setembro de 2018, grupos armados de Lendu tornaram-se mais organizados nos ataques contra os Hema e outros grupos étnicos, como os Alur. O objetivo é controlar as suas terras e os seus recursos, diz o documento.

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