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04 setembro 2019

«Moçambique aspira à paz»

Tempo de leitura: 21 min
O Papa Francisco chega, em Setembro, para abençoar um acordo que reconcilia a Frelimo, no poder, e a Renamo, na oposição. Um novo ciclo de governação com as armas em silêncio «seria histórico», afirma Eric Morier-Genoud, autor de um livro extraordinário sobre a singular Diocese da Beira.
Margarida Santos Lopes
Jornalista
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Professor de História Africana na Queen’s University, em Belfast (Irlanda do Norte), Eric Morier-Genoud especializou-se em política e religião, guerra e resolução de conflitos na África Austral. A sua obra mais recente é Catholicism and the Making of Politics in Central Mozambique, 1940-1986, um livro fascinante de mais de 200 páginas centrado na Diocese da Beira, no seu primeiro bispo, Sebastião Soares de Resende, e nos numerosos missionários que, antes e depois da independência de Moçambique, lutaram por uma Igreja verdadeiramente africana contra um Estado colonial repressivo.

A propósito da visita do Papa Francisco a Maputo, na sequência de um acordo de cessar-fogo “permanente” entre a Frelimo e a Renamo, vinte e sete anos depois de a Igreja Católica de Moçambique e a Comunidade de Sant’Egidio terem mediado os esforços para pôr fim a quinze anos de uma guerra civil que causou um milhão de mortos, o académico que já antes publicara The War Within: New Perspectives on the Civil War in Mozambique, 1976-1992, deu esta entrevista à Além-Mar, por correio electrónico.

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EDIÇÃO
Novembro 2019 - nº 698
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