
Muitos olhos estavam postos na primeira viagem apostólica de Leão XIV, à Turquia e ao Líbano – dois países que ele nunca visitara –, para perceber se seguiria os passos de Francisco. Por exemplo, seria controverso como Jorge Mário Bergoglio quando em 2013, ao regressar do Brasil ao Vaticano, quebrou um tabu ao falar sobre católicos homossexuais: «Se uma pessoa é gay e procura Deus, quem sou eu para a julgar?»
A tradição inaugurada pelo antecessor que, no voo Rio de Janeiro-Roma, deu uma surpreendente entrevista colectiva, de microfone na mão, respondendo a 21 perguntas durante quase uma hora e meia, não foi quebrada por Robert Francis Prevost. (João Paulo II andava pelo avião, mas falava só com um ou dois jornalistas, não facilitando que outros ouvissem as respostas; Bento XVI exigia que as perguntas lhe fossem enviadas antecipadamente e escolhia apenas três ou quatro, segundo a BBC.)
