
Cinco dezenas de países da América Latina, África e Ásia apelam a uma transição energética para um modelo eléctrico com base nas energias renováveis, ainda que enfrentem problemas diferentes; alguns têm grandes reservas de hidrocarbonetos, enquanto outros dependem das importações de petróleo, carvão e gás. Muitos destes países em desenvolvimento precisam de ajuda financeira e acesso a tecnologias com baixa pegada de carbono. A chamada global para a transição energética revela que se está a entrar numa nova era em que o poder geopolítico não será medido apenas em barris de petróleo, mas também em gigawatts de capacidade renovável, no controlo de minerais críticos e no domínio das cadeias de fornecimento de baterias e painéis solares.
O século xx foi dominado por países ricos em combustíveis fósseis, e muitos dos conflitos sucederam-se pelo acesso e exploração de hidrocarbonetos. Agora, a electrificação está a mudar este quadro, já que a maioria dos países pode produzir a sua própria electricidade. A energia renovável elimina a necessidade de importações e consegue custos estáveis, mesmo que a transição não seja impulsionada pelos esforços para combater a crise climática.
