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15 setembro 2020

A paz que vem com a saúde

Tempo de leitura: 16 min
O Maláui, um dos países mais atingidos pela sida, foi um dos últimos a ser afectado pela covid-19. A fragilidade do seu sistema de saúde e a falta de formação, especialmente nas áreas rurais, dificultam a prática da saúde. O Hospital Comunitário de Mtendere está a enfrentar estes desafios.
Rocío Periago
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O Hospital Comunitário de Mtendere é um centro de saúde localizado, aproximadamente, a 70 quilómetros de Lilongüe, capital do Maláui. Mtendere significa «paz» em chicheva, uma das principais línguas do país. Para lá chegar é necessário ir a Chimbiya, a estrada que leva a Blantyre e percorrer uma estrada pedregosa e poeirenta por vários quilómetros. Vou numa ambulância que sacode, levantando uma nuvem de poeira que leva tempo a desaparecer.

À medida que se aproxima de Mtendere, uma vila rural no distrito de Dedza, muito perto da fronteira com Moçambique, o frondoso bosque na estrada contrasta com a desflorestação da região. Desde o ano 2000, no Maláui reduziu-se a quantidade de árvores em 11%. Além de libertar terras para a agricultura, o desmatamento ocorre porque o carvão é a principal fonte de energia para cozinhar e manter acesos os fornos onde se secam os tijolos que são usados para construir as casas.

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EDIÇÃO
Setembro 2020 - nº 705
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