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02 novembro 2020

As «animitas» chilenas

Tempo de leitura: 6 min
A memória dos antepassados ou dos defuntos por quem se tinha estima, por parte da família ou sociedade, integra a cultura popular em todo o mundo. Mas honrar quem morreu violentamente, mesmo que não fosse conhecido, é uma prática típica no Chile, expressa nas «animitas».
Fernando Félix
Jornalista
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A memória dos antepassados defuntos tem como base duas crenças ancestrais. Uma é que eles podem influenciar de algum modo a vida dos vivos. Para os crentes, eles são intercessores diante de Deus para obter graças; e para quem não crê, o seu exemplo de vida pode ser inspirador. Outra, para os que crêem na vida após a morte, é que, no futuro, todos nos havemos de reencontrar.

São muitos os rituais associados à morte, seja para honrar o defunto (como o vestuário, a urna, a sepultura, as flores, a foto, o crucifixo ou imagens de santos), seja para confortar os vivos (como orações, álbuns ou memória das datas significativas).

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EDIÇÃO
Dezembro 2020 - nº 708
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