
A aldeia está situada entre a floresta e o rio. Lá, os meninos e meninas do povo aka, um povo pigmeu tradicionalmente nómada, percorrem longas estradas todas as manhãs para frequentar a pequena escola paroquial, que funciona numa única sala de aula ao lado da capela do povo. Mais de cem alunos, divididos em quatro grupos, aprendem entre cânticos e tábuas desgastadas.
Há mais de vinte e cinco anos, os Leigos Missionários Combonianos (LMC) – cristãos leigos que anunciam Jesus Cristo aos que não O conhecem, partindo para missões além-fronteiras e apoiando os missionários em terras de missão – acompanham os akas com o sonho de conseguir que cada criança tenha acesso a uma educação digna, que lhe permita descobrir o seu valor e construir um futuro diferente. Os akas são considerados os «primeiros habitantes da República Centro-Africana», segundo a Unesco. Atualmente, são cerca de 12 000. Inicialmente, autodenominavam-se Bisi Ndima, que se traduz como «povo da floresta», devido à importância fundamental da floresta para a sua história, cultura e subsistência.
Em 2026, os LMC têm um sonho que impulsiona a missão católica em Mongoumba: projetaram a construção de uma escola primária com três salas, um escritório, armazém e casas de banho, para garantir às crianças as condições adequadas de aprendizagem. O terreno já foi adquirido pela paróquia, e a população vai colaborar na limpeza e no fornecimento de materiais locais.
O lema de São Daniel Comboni continua a guiar a missão dos seus seguidores: «Salvar a África com os africanos.» Por isso, educar aqui significa capacitar, abrir horizontes e tornar possível que os akas sejam protagonistas do seu desenvolvimento.
O Reino de Deus também é edificado com mesas, livros e sorrisos. Diz Jesus no Evangelho que «o Reino de Deus é como uma semente de mostarda: a mais pequena, mas que se torna uma grande árvore» (Mateus 13, 31-32). Em Bassin, essa semente chama-se educação.
