
Eles eram muito estimados na terra por serem próximos dos vizinhos e pela ajuda que davam às pessoas, especialmente às mais necessitadas.
Luisinha, devido à sua condição física frágil, não pôde frequentar o grupo de meninas em que uma governanta ensinava a ler, escrever, matemática..., e também dava formação para ocupações domésticas. Ela teve uma governanta em casa, que era responsável também pela sua educação religiosa. Aprendeu a rezar – «a falar com o Bom Deus de coração a coração», como ela dizia –, a amar a Eucaristia e a contemplar Deus na Natureza.
Na juventude, Luisinha era um modelo para os jovens, pois ao mesmo tempo que apreciava os divertimentos – cantava nas serenatas, dançava os ritmos mexicanos –, o seu coração já pertencia a Deus e queria cativar os outros, para que descobrissem o amor de Deus e, por sua vez, Lhe retribuíssem.
Luisinha casou com 15 anos. Com o marido, Pascual Rojas, prestavam cuidados de saúde às pessoas que trabalhavam nos terrenos da família. Auxiliavam-nas para que não lhes faltasse nada na despensa e reuniam-nas para orar. Todos os viam como exemplo de vida matrimonial.
Pascual Rojas morreu em 1896. Luisinha, com 29 anos, manteve a oração e dedicação aos outros, procurando saber o que o Jesus Cristo queria dela.
Nessa busca, concluiu que o Senhor a queria como freira. Com 36 anos, entrou no mosteiro das Carmelitas de Santa Teresa, em Guadalajara.
Esteve pouco tempo nas Carmelitas de vida contemplativa, pois sentia-se fortemente atraída pelos pobres, idosos e doentes. E sentiu-se chamada a criar a Congregação das Carmelitas do Sagrado Coração, dedicada à prática da caridade para com os mais pobres, com hospitais, escolas e orfanatos.
O seu lema foi: «Só com amor se pode ajudar as pessoas a escolher o Amor.»
Morreu, ou como preferia dizer, «nasceu na Nova Vida» a 11 de fevereiro de 1937.
1866 María Luisa Josefa de la Peña Navarro nasceu em Atotonico el Alto, Jalisco, México
1882 Casou com Pascual Rojas
1896 Ficou viúva
1904 Entrou no mosteiro de vida contemplativa das Carmelitas de Santa Teresa
1904 Fundou a Congregação das Carmelitas do Sagrado Cora- ção, de vida ativa
1937 Morreu em Guadalajara
2026 Reconhecida como Venerável, decorre o processo de canonização
