Ciência e tecnologia
30 dezembro 2021

Cientista africana ataca a malária

Tempo de leitura: 3 min
Agnès Ntoumba, que nasceu e vive nos Camarões, cresceu com muito estudo e trabalho. Os frutos estão prestes a acontecer: o primeiro inseticida orgânico contra a malária.
Maria Filomena Silva
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Curiosa, interessada, incansável, Agnès Antoinette Ntoumba estudou Biologia na Universidade de Douala, a capital do seu país. Especializou-se em insetos e tornou-se uma grande conhecedora das plantas das florestas tropicais. Este saber abriu-lhe um mundo de possibilidades – que ela não desperdiçou. Mas, hoje, o resultado desse percurso, feito de muito estudo e trabalho, ultrapassa em muito a dimensão da sua vida pessoal.

Agnès é, desde há anos, cientista na mesma universidade que antes a acolheu como aluna. Está agora a terminar o desenvolvimento de um produto inovador: um inseticida biológico, feito à base de plantas, com o qual ela tem a esperança de erradicar a malária, uma doença que mata anualmente mais de 400 mil pessoas no mundo (a esmagadora maioria em África), metade das quais são crianças com menos de cinco anos.

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Tags
Ciência
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Julho 2022 - nº 609
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