
No fundo, é aquela sensação de obrigação constante de dizer que sim a tudo, de estar presente em todas as festas e encontros — não por vontade própria, mas pelo receio de ficar de fora de algum momento “memorável”.
Um sintoma de FOMO é a necessidade quase obsessiva de estar sempre online, para não perder rigorosamente nada de amigos, conhecidos, e até daquele influencer que seguimos religiosamente, mas com quem nunca trocámos uma palavra.
Não é preciso explicar muito para perceber quão prejudicial isto pode ser: acabamos em lugares onde não queríamos estar, ficamos com os bolsos vazios, e a ansiedade compromete-nos a saúde mental.
Mais recentemente, cruzei-me com o termo oposto, que é “Joy Of Missing Out” (JOMO), isto é, “alegria de perder algo”, que me agradou muito mais e encaixou na perfeição no meu estilo de vida atual. Descobri uma verdade libertadora: não ir a certos eventos é maravilhoso. Aquilo que, à primeira vista, parece um acontecimento “imperdível” acaba, na maioria das vezes, por ser perfeitamente dispensável. E a parte mais curiosa é que, passado pouco tempo, ninguém se lembra nem de quem esteve, nem do que aconteceu.
Por isso, caros leitores, reflitam: quando dizem “não” àquela festa que será bombástica, estarão efetivamente a “perder” ou estarão a ganhar? Em paz de espírito, descanso, tempo bem passado com quem amam…
