
A diferença desta para a primeira é ser reservada a jogadores que atuam nos seus países, para mostrar o coração do futebol africano, o talento que ainda não foi levado pelos grandes clubes do mundo, sobretudo os “tubarões” europeus.
Entre as histórias que inspiram o CHAN está a de George Weah, o único africano a conquistar a Bola de Ouro (1995) e, mais tarde, presidente da Libéria. Weah foi formado na Lourdes Catholic School, na capital Monróvia, num tempo em que as instituições religiosas eram o refúgio de educação, segurança e esperança para imensas crianças.
A trajetória de Weah é o retrato do poder transformador do desporto. Mostra como a fé, a disciplina e o apoio comunitário podem levar ao êxito. Muitos jovens que sonham brilhar no CHAN vêm de projetos sociais e academias de missão, onde a fé se mistura com o treino e o jogo é uma forma de oração em movimento.
Quando soa o apito final no Campeonato das Nações Africanas, a África celebra não apenas as vitórias, mas a força das suas raízes e da sua gente, glorificando o suor que rega campos de terra batida e os transforma em relvados de esperança.
Em todo o continente, academias e missões oferecem abrigo, comida e educação a jovens que encontram no futebol uma oportunidade de futuro, muitas vezes substituindo estruturas sociais frágeis. No Uganda, por exemplo, a presença católica fortalece projetos que combinam formação espiritual com treino desportivo e apoio escolar.
O CHAN é mais do que competição: é a festa da superação, onde cada golo e cada defesa contam uma história de coragem e persistência, e uma inspiração para gerações em toda a diáspora africana.
