
Foi modelo e influencer, fez campanhas publicitárias, deu entrevistas e está hoje num seminário, a estudar para padre.
Nunca imaginei que um futuro sacerdote pudesse usar as redes sociais com tanta naturalidade, mas é nelas que hoje vemos o que de melhor e pior há na nossa sociedade, e Pablo, confesso, impressionou-me. Tem ar de ator de cinema, mas fala com uma calma que dá vontade de escutar. Sorri muito, mas não esconde as dúvidas nem o esforço que faz para seguir a vocação. As suas publicações, simples e verdadeiras, continuam presentes nas redes. Numa delas escreveu: «De que me serve tudo isso, se o meu coração anseia por outra vida? Recuso-me a conformar-me. O único que quero nesta vida é ser santo.»
Estamos perante um novo perfil de seminarista — mais próximo do mundo real, atento à cultura e às pessoas, mas com sede de Deus. Pablo pertence ao movimento Hakuna, nascido em Espanha, que junta jovens de várias partes do mundo para rezar, cantar e viver a fé com alegria. Não é caso único: também Javier Sartorius, jovem de família aristocrata espanhola que podia ser modelo, escolheu o mesmo caminho. E talvez o que mais impressiona neles seja isto: não parecem fugir do mundo, mas iluminá-lo por dentro.
