Sala de convívio
21 dezembro 2020

A homofobia em ambiente escolar

Tempo de leitura: 1 min
Os homossexuais têm o direito de fazer parte de uma família. Ninguém deve ser deixado de fora ou sentir-se arrasado por causa disso (Papa Francisco, 21.10.2020).
Beatriz Guégués
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Entre os meus amigos falámos há dias da homofobia, a propósito das palavras sobre os homossexuais do Papa Francisco que aparecem num novo documentário. A homofobia é definida pela aversão, medo ou repulsa de relações entre pessoas do mesmo género, nomeadamente da comunidade LGBTQIA+, levando muitas vezes à discriminação e preconceito, violência verbal e à não aceitação. Este termo terá sido usado pela primeira vez nos Estados Unidos da América, em meados dos anos 70, e a partir dos anos 90 estava já difundido no resto do mundo.

Muitos jovens LGBTQIA+ (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, assexuais, pansexuais, entre outros) sentem insegurança e mal-estar na escola, um espaço que nem sempre é seguro para alunos LGBTQIA+. Muitos ouvem, com demasiada frequência, comentários discriminatórios, vindos de colegas, funcionários e até professores.

Do meu ponto de vista, as escolas demonstram não ter interesse nenhum em abordar assuntos com temática LGBTQIA+, apesar de darem bastante importância a temáticas como a violência e o bullying. Contudo, deviam fazê-lo, para que a temática estivesse mais presente e integrada nas escolas, nas atividades desenvolvidas e na formação dos professores, de forma a evitar a homofobia. Para apoiarmos a comunidade LGBTQIA+ devemos entender que identificação de género e orientação não é uma doença, que a diversidade existe, que é importante cuidar da saúde física e emocional e, acima de tudo, apoiar e respeitar todos - pertençam ou não a minorias.

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EDIÇÃO
Janeiro 2021 - nº 592
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