Sala de convívio
24 novembro 2021

A última macieira

Tempo de leitura: 3 min
No final, tem três macieiras. A última foi plantada por mim. Chamo-lhe Rosadinha, de tão encarnadas que são as maçãs.
Miguel Pinto Monteiro e João Martins
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A anciã punha os olhos enrugados, mas ainda bem vivos, no seu interlocutor. Tinha um pedido muito importante para lhe fazer:

– No terreno, encontrará muitas árvores de fruto. Também há lá as que não dão frutos… pelo menos dos que nós comemos. Por exemplo, azinheiras e sobreiros. O senhor é da cidade. Conhece estes nomes? Sabe que fui ali criada. Era aqui tão perto de casa, tão à mão. Chegava lá com a minha mãe num ai. Custa-me tanto ter de vendê-lo, que o senhor nem imagina. Até me vieram as lágrimas aos olhos, quando soube que tinha de ser.

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EDIÇÃO
Novembro 2021 - nº 601
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