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19 junho 2019

Arte contra a pobreza

Tempo de leitura: 1 min
A ARCOlisboa – Feira Internacional de Arte Contemporânea de Lisboa deste ano integrou pela primeira vez galerias de artistas africanos. Conheçamos alguns dos protagonistas, que estiveram na capital portuguesa em maio passado.
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Sanaa Gateja é um artista plástico natural do Uganda. Fundou o Centro de Arte e Desenvolvimento Kwetu Africa, há 22 anos, para criar arte usando materiais facilmente disponíveis, como o papel. Na Europa, diz ele, as caixas do correio são inundadas de folhetos publicitários, por exemplo.

Um dos seus contributos singulares foi, precisamente, a inovação da reciclagem de papel para fabrico de missangas. As contas de papel – paper beads – por ele criadas espalharam-se por toda a África Subsariana, proporcionando um meio de subsistência para cerca de cinquenta mil jovens e mulheres.

Sanaa serve-se da arte para combater a pobreza. Ele trabalha com jovens e mulheres do meio rural para as formar em habilidades manuais. Habilita-as para produzir tapeçarias e outros produtos de decoração para as casas, com papel, ráfia e casca de árvore.

Sanaa foi premiado com o Bayimba Honors em 2016 pelo seu trabalho filantrópico.

Conhecemos o seu trabalho na sua página: www.sanaa-gateja.com/

 

O pintor Samuel Arão Djive é de Moçambique. Pertence à galeria Arte d’Gema. Desde 2011, lidera o projeto Street Gallery, um programa de arte de rua. O objetivo deste projeto é ajudar crianças e adolescentes a usar as suas habilidades criativas e intelectuais, como forma de as libertar do mundo das drogas e do crime. Conhecemos a sua obra em www.artedegema.com/artistas/2/artista.html

 

Stephane E. Conradie é da Cidade do Cabo (África do Sul). Ele cria esculturas ornamentais com objetos emaranhados. Inspira-se na decoração encontrada nas casas de classe baixa e trabalhadora da África do Sul, para refletir sobre esses objetos e sobre as pessoas a eles associados. Podemos ver o seu trabalho em https://stephaneeconradie.com.

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EDIÇÃO
Setembro 2019 - nº 577
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