Pelo menos dez pessoas morreram no domingo, 30 de junho, em confrontos com as forças de segurança em Cartum, durante manifestações de apoio à transição do poder para civis.
O Comité de Médicos Sudaneses, uma organização sindical ligada à Associação de Profissionais Sudaneses, que tem liderado os protestos, confirmou o balanço de mortes.
A junta militar responsabilizou os líderes do protesto pelas mortes, por terem alterado a rota prevista da manifestação.
Gamal Omar, um general membro do conselho militar, afirmou através de um comunicado ser lamentável que as Forças para a Declaração da Liberdade e da Mudança, a organização que representa o movimento de protesto, tenham desviado a manifestação em direção ao palácio presidencial e ao quartel-general das forças armadas.
As manifestações ocorrem depois de as negociações entre o Conselho Militar do Sudão, que governa o país, e os líderes dos protestos, para um acordo de partilha de poder, terem chegado a um impasse.
O Sudão vive dias tensos com a convocação à desobediência civil por parte dos manifestantes que protestam contra a junta militar que governa o país no meio de uma grave crise política desde a destituição do presidente Omar al-Bashir, em abril.









