“Não se trata apenas de migrantes, no duplo sentido de que os migrantes são, antes de mais nada, pessoas humanas e que, hoje, são o símbolo de todos os descartados da sociedade globalizada”, disse o Papa na missa que assinalou o 6.º aniversário da viagem à ilha italiana de Lampedusa.
Na sua homilia, Francisco referiu que “Jesus revela aos seus discípulos a necessidade duma opção preferencial pelos últimos, que hão de ocupar o primeiro lugar no exercício da caridade. São tantas as pobrezas de hoje… ‘pobres’, nas várias aceções da pobreza, são os oprimidos, os marginalizados, os idosos, os doentes, as crianças, todos aqueles que são considerados e tratados como ‘últimos’ na sociedade”.
O Santo Padre acrescentou que “poderíamos ser, nós, aqueles anjos que sobem e descem, pegando ao colo os pequenos, os coxos, os doentes, os excluídos: os últimos, que caso contrário ficariam para trás e veriam apenas as misérias da terra, sem vislumbrar desde já algum clarão do Céu”.
“Trata-se, irmãos e irmãs, duma grande responsabilidade, da qual ninguém se pode eximir, se quiser levar a cabo a missão de salvação e libertação na qual fomos chamados a colaborar pelo próprio Senhor”, concluiu o Papa.
A 8 de julho de 2013, Francisco fez a sua primeira viagem como Papa e deslocou-se até a ilha de Lampedusa, no sul de Itália. Ali, evocou o drama dos milhares de migrantes que tentam entrar na Europa e acabam por perder a sua vida no mar Mediterrâneo.









