Decorreu no domingo, 21 de julho, a IV Romaria do padre Ezequiel Ramin, em Rondolândia, no Brasil. O evento assinalou o 34° aniversário do martírio deste comboniano italiano, defensor dos pobres e oprimidos, brutalmente assassinado aos 32 anos de idade, na região da Amazónia brasileira.
No dia 24 de julho de 1985, o padre Ezequiel Ramin, foi emboscado e morto por pistoleiros a mando de fazendeiros. O corpo do padre foi trespassado por 75 projéteis de espingarda.
No Brasil, Ezequiel Ramin tomou conhecimento da condição dramática da população pobre, sobretudo dos camponeses expulsos das suas terras pela invasão prepotente de empresas multinacionais. Assumiu logo o compromisso de defender os pobres, índios e os que precisavam de terra para sobreviver.
A vida missionária do padre Ezequiel Ramin pode ser sintetizada por uma frase que ele pronunciou durante uma homilia em Cacoal, no ano de 1985, um ano depois da sua chegada ao Brasil: «O padre que vos fala recebeu ameaças de morte. Querido irmão, se a minha vida te pertence, pertencer-te-á também a minha morte.»
A programação de eventos em memória do padre Ezequiel Ramin teve início a 17 de julho, com a celebração do tríduo, de quarta a sexta-feira. No sábado, dia 20, houve uma grande missa na Paróquia Sagrada Família. No domingo, os fiéis do município e da região seguiram em romaria até Rondolândia, onde além da missa também foi realizada uma atividade ao ar livre.
Assisnta ao vídeo: Ezequiel Ramin, missionário comboniano mártir no Brasil
















