O Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), partido no poder na África do Sul, manifestou-se contra o retorno da pena de morte, abolida no país desde 1995.
Existe no país um clamor popular pela aplicação da pena de morte para os envolvidos no assassinato de mulheres. A violência de género é um problema que afeta gravemente a sociedade sul-africana.
Ace Magashule, secretário-geral do ANC, disse que o partido prefere criar outros mecanismos para lidar com os assassinatos e estupros de mulheres e crianças, situação que atingiu níveis alarmantes. No entanto, referiu que é preciso ouvir o povo e aceita discutir a questão (sobre o possível retorno da pena de morte).
De acordo com estatísticas verificadas pelo Africa Check, a África do Sul é um dos países mais violentos do mundo para as mulheres, registando a quarta maior taxa de mortes por “violência de género”. A mesma fonte refere que uma mulher é assassinada a cada três horas na África do Sul.
No período 2017/2018, a polícia sul-africana registou uma média de oito mulheres assassinadas por dia e 110 violações diárias.









