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25 setembro 2019

Aumento da violência em geral contra indígenas no Brasil

Tempo de leitura: 2 min
135 indígenas assassinados em 2018
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Relatório sobre a violência contra os povos indígenas do Brasil aponta que 135 indígenas foram assassinados em 2018 - mais 25 que no ano anterior. Roraima (62) e Mato Grosso do Sul (38) são os Estados brasileiros onde ocorreram mais mortes.

O documento apresentado na terça-feira, 24 de setembro, aponta aumento também na grilagem (açambarcamento) de terras, no roubo de madeira e na invasão de terras, principalmente por obra dos garimpeiros.

“Os povos indígenas do Brasil enfrentam um substancial aumento da violência em geral, explicitando que a disputa crescente por estas áreas atinge um nível preocupante”, lê-se no documento divulgado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

Segundo o Cimi, um novo modelo de esbulho possessório das terras indígenas está a ser praticado atualmente no Brasil. Trata-se de um modo renovado de apropriação das terras indígenas, que é ainda mais agressivo na violação dos direitos dos povos.

“Geralmente, os invasores entravam nas terras e roubavam a madeira, os minérios, a biodiversidade, etc… mas, em algum momento, eles iam embora. Agora, no entanto, em muitas regiões, eles querem a posse da própria terra e as invadem com o propósito de permanecer nelas. Chegam a dividir os territórios ancestrais em lotes e vendem estas áreas. O que pouco se fala é que estas terras são de usufruto exclusivo dos indígenas”, explica Antônio Eduardo Cerqueira de Oliveira, secretário executivo do Cimi.

Atualmente, “quando não são totalmente destruídos, estes bens naturais são apropriados e vendidos para beneficiar apenas alguns indivíduos, justamente os invasores criminosos”, acrescenta.

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