Autoridades locais estimaram que cerca de 70 mil participantes percorreram um trajeto de cinco quilômetros ao longo de duas horas e meia. Organizações da sociedade civil e vários grupos religiosos estiveram fortemente representados, todos unidos sob o apelo pela justiça climática.
Faixas apoiando a distribuição justa de terras na Amazonia e os direitos das comunidades indígenas foram vistas ao longo da marcha. A presença da Igreja foi notável, com a participação de grupos como o Movimento Laudato Si’, REPAM, Rede Igreja e Mineração, a Diocese Anglicana de Belém, a Família Franciscana e a Família Comboniana. Vários bispos e cardeais das Filipinas, África e Europa também se juntaram, sinalizando o compromisso da Igreja em apoiar as lutas dos povos indígenas e dos pobres mais afetados pelas alterações climáticas.

À tarde, alguns membros da Família Comboniana participaram num debate sobre a mineração e a economia extrativa. Os painelistas condenaram as práticas corporativas que deslocam comunidades e destroem ecossistemas, criticando a corrida — particularmente dos países do norte — por minerais usados para fins militares e na suposta «transição energética».









