
Enquanto as autoridades reduziam os mortos a estatísticas, o padre Flaviano Villanueva via famílias: esposas em choque, crianças a chorar pelos pais que nunca voltaram para casa e comunidades a afogar-se no medo e no estigma. Mediante a acção do Arnold Janssen Kalinga Center e do seu projecto Paghilom, ele oferece o que o Estado negou: dignidade, presença e cura.
Essas vítimas da violência «perceberam que os mortos não eram apenas estatísticas», diz o padre Flavie. «Eram seres humanos, e havia pessoas que se importavam com eles.» Nas ruínas da guerra contra as drogas, ele tornou-se não apenas um padre, mas tatay (pai) para os feridos que ela deixou para trás.
