Igreja
11 dezembro 2021

Anafora, o mosteiro do encontro

Tempo de leitura: 13 min
A realidade dos cristãos no Egipto é a de uma minoria variada. Nem sempre é possível viver como irmãos, as diferenças levam facilmente a atritos. No entanto, as realidades do encontro e da fraternidade são reais e possíveis. O Mosteiro Anafora é um lugar que testemunha isso mesmo.
Giovanni Antonello
Missionário comboniano
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Aqui nas margens do Nilo, a religião é parte integrante da identidade de uma pessoa, tanto que está escrita no documento de identidade de todos. Como missionário comboniano no Egipto durante quatro anos, encontrei muitos egípcios cujos bilhetes de identidade contêm a palavra «cristão». Por detrás dessa palavra, no entanto, existe um mundo real. Os egípcios cristãos são cerca de 10% dos 100 milhões de habitantes do país, de acordo com algumas estimativas, cerca de 15% ou 20%. É a presença cristã numericamente mais importante em todo o Norte de África e Médio Oriente.

A maior parte desses cristãos são coptas ortodoxos, pertencentes à Igreja herdeira da tradição monástica milenar do deserto e da escola teológica mais famosa dos primeiros séculos da era cristã, a Escola Alexandrina. A cidade de Alexandria também foi sede de um dos cinco principais patriarcados da Igreja primitiva. O chefe da Igreja Copta Ortodoxa é o patriarca de Alexandria e sucessor no ministério de São Marcos, o Evangelista, que, segundo a tradição, é o primeiro patriarca e evangelizador do Egipto.

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EDIÇÃO
Julho 2022 - nº 726
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