Igreja
11 junho 2022

«O primeiro fósforo para acender o fogo»

Tempo de leitura: 4 min
Foi beatificada Pauline-Marie Jaricot (1799-1862), a fundadora da Obra da Propagação da Fé, uma leiga francesa que dedicou a sua vida aos pobres e a apoiar as missões.
José Rebelo
Missionário comboniano
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A fundadora da Obra de Propagação da Fé, Pauline-Marie Jaricot (1799-1862), foi beatificada no dia 22 de Maio em Lyon, França. O milagre que levou à sua beatificação ocorreu há dez anos. Em Maio de 2012, Mayline, uma menina de apenas três anos e meio de idade, engasgou-se com uma salsicha, que se lhe atravessou na traqueia. Os pais pediram ajuda e os socorristas aplicaram-lhe a massagem cardíaca e a reanimação. No hospital, disseram-lhes que «o estado neurológico era irreversível e que a morte era iminente». Nos dias que se seguiram, o veredicto não melhorou. Após uma TAC, os médicos disseram aos pais que teria pouco tempo de vida e, mesmo que vivesse, não viria a falar ou a caminhar.

Quinze dias após o acidente, os pais da escola da Mayline decidiram fazer uma novena à Venerável Pauline Jaricot: a diocese de Lyon, local de nascimento da venerável, estava a celebrar o 150.º aniversário do nascimento desta mulher que deu a conhecer aos seus conterrâneos a importância da missão da Igreja no mundo. A novena terminou no dia 23 de Junho. A Mayline estava em coma, com ventilação e alimentação artificial. Um tratamento de estimulação cardíaca causou uma embolia pulmonar e fortes convulsões. Os médicos decidiram então parar o tratamento, enquanto os pais da menina queriam que ela continuasse a ser alimentada artificialmente.

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EDIÇÃO
Julho 2022 - nº 726
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