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22 janeiro 2020

África: Os pobres e a crise climática

Tempo de leitura: 6 min
Inundações e secas devastam vastas regiões do continente africano, causam fome a milhões de pessoas e obrigam-nas a deslocarem-se.
Bernardino Frutuoso
Director
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No continente africano, refere um recente relatório da organização não-governamental Oxfam (Oxford Committee for Famine Relief, pela sigla em inglês), mais de 52 milhões de pessoas correm o risco de morrer de fome devido aos efeitos devastadores das mudanças climáticas. São habitantes de 18 países: Angola, Botsuana, República Democrática do Congo, Suazilândia, Etiópia, Quénia, Lesoto, Madagáscar, Maláui, Moçambique, Namíbia, Somália, África do Sul, Sudão do Sul, Sudão, Tanzânia, Zâmbia, Zimbabué.

Essas consequências são agravadas pelos conflitos armados e as condições de pobreza extrema que já afectam alguns destes países. «Estamos a testemunhar que há milhões de pessoas, que já são pobres, a enfrentarem uma insegurança alimentar extrema e a esgotarem as suas reservas, devido à combinação de choques climáticos, que atingiram sobretudo as comunidades que já estavam vulneráveis. Estas precisam de ajuda urgente», afirmou Nellie Nyang’wa, directora regional da Oxfam para a África Austral.

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EDIÇÃO
Abril 2020 - nº 701
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