
Os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável [17 metas prioritárias que apelam a uma parceria global] e a forma como estão (ou não) a ser cumpridos é uma inquietação que nos deve impelir a todos à acção. É cada vez mais urgente e premente que cada cidadão/cidadã se empenhe na parte que lhe cabe. E, como é de conhecimento público, estamos muito aquém das metas que nos propusemos atingir.
Neste sentido, a decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas em designar 2026 como o Ano Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento Sustentável é, a meu ver, um sinal de esperança e de ânimo para todos os que acreditam num mundo melhor. Tal como foi afirmado no comunicado de imprensa, «a resolução das Nações Unidas serve como testemunho do compromisso e dedicação inabaláveis dos voluntários em diversos sectores, que defendem mudanças positivas e moldam activamente um futuro sustentável. À medida que o mundo se prepara para o esforço final rumo à concretização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, este reconhecimento reforça o papel fundamental que os voluntários desempenham na promoção de progressos significativos para o futuro».
Também a vice-secretária-geral das Nações Unidas, a diplomata e política nigeriana Amina Mohammed, afirmou que é importante que «reconheçamos o papel vital dos voluntários como agentes de mudança que se entrelaçam na estrutura da Agenda 2030». Os voluntários desempenham um papel fundamental na construção da mudança que queremos ver no mundo.
Tenho o privilégio de trabalhar numa organização que promove o voluntariado, através da sua Rede de Voluntariado Missionário. Neste caso, aliamos a acção de voluntariado à fé. São voluntários que têm em comum a identidade cristã, a ligação às Igrejas Lusófonas e, entre outros factores, o sentido de responsabilidade mútua pela acção da Igreja em terras de missão ad gentes [expressão latina que significa «para as nações» e manifesta a missão da Igreja de evangelizar a todos os povos do mundo, sobretudo à aqueles que não conhecem Jesus Cristo].
Ao longo deste ano tenho tido a sorte de acompanhar voluntários que desempenham as suas acções e vivem as suas missões de uma forma íntegra e responsável. O seu trabalho ad gentes tem no centro a pessoa, em toda a sua dimensão. Contribuir para a prossecução dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável é centralidade de todo e qualquer trabalho que desenvolvem. E é por isso que acredito que o voluntariado é mesmo uma força transformadora das sociedades em que se inserem.
Que nunca nos esqueçamos que, tal como afirmou o coordenador-executivo do Programa de Voluntariado das Nações Unidas (UNV), Toily Kurbanov, «o voluntariado é onde a paixão encontra a solidariedade». Somos todos, todos, todos convocados a trabalhar de forma que esta seja uma verdade universal em todos os cantos e recantos do mundo.
Publicação conjunta da Missão Press
