Aventura da Fé
25 fevereiro 2021

Quem mais jura mais mente

Tempo de leitura: 3 min
O juramento é um expediente de reforço da palavra dada, que não faz sentido nenhum para quem diz sempre a verdade e age de acordo com ela.
Maria Mendonça
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A consistência de vida dispensa as juras. Matilde pretende destacar a seriedade do ser humano e enceta a catequese com o breve trecho de Jesus: «Que o teu sim seja sim e o não seja não» (Mt 5, 33-37). Ante alguma confusão dos jovens, de como é que um sim poderia ser um não e vice-versa, a catequista elucida:

– Na Antiguidade, não havia um sistema judicial como o de hoje e todas as decisões dependiam da honestidade das declarações que eram feitas, pelo que os juramentos judiciais eram reconhecidos por lei. Tal como nos negócios e em tudo o que dissesse respeito às relações humanas, a utilização do juramento era frequente, como que a apelar a Deus para que servisse de testemunha. Violar um juramento era algo grave, acarretando consequências pesadas para quem o arriscasse. E, para tornar tudo mais credível, até se procedia a formalidades simbólicas enquanto se jurava, como, por exemplo, levantar a mão direita, ou as duas mãos ao céu, pôr a mão sobre a outra pessoa…

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EDIÇÃO
Abril 2021 - nº 595
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