
João gostava dos momentos altos da fé: músicas animadas, encontros cheios,
celebrações bonitas.
No Domingo de Ramos, entrou na igreja entusiasmado. Ramos no ar, alegria, festa. Mas
nos dias seguintes, tudo mudou.
Na escola, começaram as piadas.
— “Ainda vais à igreja?”
— “Isso é coisa do passado.”
João ficou calado. Sentiu vergonha. Pensou em desistir.
Na leitura da Paixão, ouviu como a multidão que aclamava se virou contra Jesus.
Percebeu que seguir Jesus não era só quando era fácil.
Naquele domingo, tomou uma decisão silenciosa: não ia abandonar. Mesmo sem
aplausos. Mesmo sem apoio. Absteve-se de fugir.
Quando saiu da igreja, não havia euforia. Havia paz. E uma certeza nova: amar é ficar,
mesmo quando custa.
