Ciência e tecnologia
09 outubro 2019

Quando a Amazónia arde

Tempo de leitura: 3 min
Os alarmes soaram, já agosto ia a mais de meio. De um momento para o outro, o tema passou a estar em todos os noticiários e conversas: grandes áreas da Amazónia estavam a arder, como há muito não acontecia.
Maria Filomena Silva
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Em Lisboa, Zurique, Londres ou Dublin, em Barcelona e noutras cidades da Europa e do mundo, grupos de cidadãos preocupados saíram à rua para protestar contra a inação das autoridades brasileiras face aos incêndios, que começavam a toda a hora, num dos pulmões do mundo.

A floresta amazónica abrange grande parte do território brasileiro e estende-se a mais oito países da América do Sul (Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Inglesa, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela); é a este território como um todo que se dá o nome de Pan-Amazónia. É a maior floresta tropical do mundo. O sentimento geral era que tinha de se fazer alguma coisa para travar a tragédia em toda a Pan-Amazónia. Sim, tragédia. Quando a Amazónia arde, não são apenas as árvores no caminho das chamas que ficam reduzidas a cinzas. São também as populações indígenas que ali vivem, bem como o seu modo de vida, que perdem terreno e ficam ameaçadas.

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Tags
Ciência
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EDIÇÃO
Outubro 2019 - nº 578
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