
Narrador: Era uma vez um lavrador que tinha um palheiro onde armazenava comida para os seus animais.
Matias: Oh, que azar! Perdi o relógio no palheiro!
Matilde: Procurá-lo no feno será como encontrar uma agulha.
Sofia: E é muito valioso, pai?
Matias: Não tem muito valor monetário. É mais um valor sentimental. Foi-me oferecido pelo meu pai.
André: Pai, tenho uma ideia. Posso chamar os meus amigos e, ao mesmo tempo que brincamos, procuramos o teu relógio.
Matias: Fazes bem, obrigado!
Safira: Procurámos por todo o lado.
Santiago: Virámos pilhas de feno.
Alice: Rastejámos pelo chão do celeiro.
André: E, depois de horas de frustração, vamos desistir.
Matias: Obrigado na mesma. Venham tomar um lanche.
Narrador: Enquanto as crianças abandonavam o celeiro, o agricultor reparou num rapaz que ficava para trás…
Matias: Tiago, não vens?
Tiago: Dê-me apenas mais uma oportunidade de encontrar o seu relógio.
Matias: Está bem, mas não te aborreças.
Narrador: Passados uns minutos, o miúdo corre para casa, gritando com alegria.
Tiago: Encontrei o relógio! Encontrei o relógio!
Matias: Como conseguiste?
Tiago: Eu realmente não fiz nada. Apenas me sentei e ouvi.
No silêncio, eu conseguia ouvir o tiquetaque, então segui o som
e encontrei-o.
Matilde: Ora aqui está uma lição para aprendermos: uma mente calma e tranquila é mais hábil do que uma mente ocupada e frenética.
Matias: E, às vezes, não precisamos de muito esforço, mas apenas de parar, ficar quieto e ouvir as soluções que a vida nos dá.
