Sala de convívio
14 janeiro 2026

Silêncio e tiquetaque

Tempo de leitura: 1 min
O primeiro teatro deste ano da revista Audácia pode ajudar os que às vezes são distraídos. Personagens: Narrador, Matias, Matilde, Sofia, André, Safira, Santiago, Alice e Tiago.
Fernando Félix
Jornalista
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Narrador: Era uma vez um lavrador que tinha um palheiro onde armazenava comida para os seus animais.

Matias: Oh, que azar! Perdi o relógio no palheiro!

Matilde: Procurá-lo no feno será como encontrar uma agulha.

Sofia: E é muito valioso, pai?

Matias: Não tem muito valor monetário. É mais um valor sentimental. Foi-me oferecido pelo meu pai.

André: Pai, tenho uma ideia. Posso chamar os meus amigos e, ao mesmo tempo que brincamos, procuramos o teu relógio.

Matias: Fazes bem, obrigado!

Safira: Procurámos por todo o lado.

Santiago: Virámos pilhas de feno.

Alice: Rastejámos pelo chão do celeiro.

André: E, depois de horas de frustração, vamos desistir.

Matias: Obrigado na mesma. Venham tomar um lanche.

Narrador: Enquanto as crianças abandonavam o celeiro, o agricultor reparou num rapaz que ficava para trás…

Matias: Tiago, não vens?

Tiago: Dê-me apenas mais uma oportunidade de encontrar o seu relógio.

Matias: Está bem, mas não te aborreças.

Narrador: Passados uns minutos, o miúdo corre para casa, gritando com alegria.

Tiago: Encontrei o relógio! Encontrei o relógio!

Matias: Como conseguiste?

Tiago: Eu realmente não fiz nada. Apenas me sentei e ouvi.
No silêncio, eu conseguia ouvir o tiquetaque, então segui o som
e encontrei-o.

Matilde: Ora aqui está uma lição para aprendermos: uma mente calma e tranquila é mais hábil do que uma mente ocupada e frenética.

Matias: E, às vezes, não precisamos de muito esforço, mas apenas de parar, ficar quieto e ouvir as soluções que a vida nos dá.

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EDIÇÃO
Janeiro 2026 - nº 646
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