Sala de convívio
17 novembro 2020

Recomeços

Tempo de leitura: 1 min
Aguardo o fim de 2020 com esperança de recomeçar e continuar a crescer um pouco mais em humanidade.
Margarida Leal
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Já chegámos a novembro. O ano de 2020 tem passado a correr, mas, ao mesmo tempo, parece que já aconteceram muitas mais peripécias do que nos últimos anos juntos.

Eu aguardo - e acredito que todas as pessoas também - o fim do ano como quem espera o fim da pandemia, que, sem dúvida, marca 2020. A minha intenção ao fazê-lo não é de todo ser pessimista, mas sim passar uma mensagem a mim mesma e aos que se relacionam comigo de que o melhor a fazer no próximo ano - ou já neste, se forem como eu e não precisarem de um novo ano para decidirem mudar a vida - é utilizar as tantas aprendizagens destes últimos meses atribulados, que podem ser revistas durante o resto da nossa existência.

Refiro-me, por exemplo, à introdução de certos hábitos de higiene, para prevenção e proteção, que ajudarão a conter este e outros vírus. Falo da importância de tentar sempre proteger os outros e a comunidade, consciente de que a minha segurança e bem-estar também depende da dos outros. Refiro-me ao valor supremo de não causar dano nem prejudicar outros, seja pessoas ou Natureza, por negligência minha ou porque tenho, em teoria, o privilégio de não pertencer a grupos de risco. E saliento a importância da solidariedade, porque é nestes momentos de instabilidade social, económica e individual que se torna tão relevante olhar para o próximo e apoiá-lo.

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EDIÇÃO
Dezembro 2020 - nº 591
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