Sala de convívio
28 abril 2021

Guerra não é ficção

Tempo de leitura: 1 min
História de resiliência e coragem de Parvana, uma jovem afegã disposta a tudo para salvar a sua família.
Fernando Félix
Jornalista
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Uma coisa são os filmes de guerra de ficção, outra são as representações de cenários reais de conflito armado, inclusive as de animação. Podemos assistir insensíveis a um filme de ficção, pois ninguém morre, nem sequer é ferido. Mas não podemos ver indiferentes os filmes que retratam cenários reais de guerra. Nem é suficiente tomar partido pelos bons e repudiar os maus; temos de nos imaginar na mesma situação ou, pelo menos, pensar no que poderíamos fazer em seu favor ou com eles se lá estivéssemos.

O filme A Ganha-Pão situa-nos no Afeganistão. O país está sob domínio dos radicais islâmicos talibãs, que tiraram às mulheres o direito de andar na rua sozinhas – só na presença de um homem da família –, de mostrar o rosto, de fazer compras e de estudar.

Parvana tem 11 anos. Filha de professor e escritora, sabe ler e escrever. Quando o irmão morre ao pisar uma mina e o pai é preso, perante a impossibilidade de a mãe e a irmã saírem para trabalhar e fazer compras, a corajosa menina corta o cabelo, veste-se como rapaz e procura trabalho. Labutará pela sobrevivência junto com outra menina na mesma situação, numa heroica solidariedade.

Sobre o filme

Título: A Ganha-Pão (The Breadwinner)

Realizadora: Nora Twomey

Género: Animação/Guerra

Duração: 1h34

Amostra:

https://youtu.be/DuUQvtgRGPM

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EDIÇÃO
Maio 2021 - nº 596
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