Sala de convívio
10 junho 2021

O que nos diz o lixo

Tempo de leitura: 2 min
Não tarda, e o lixo não cabe no planeta. Entretanto, estudemo-lo.
Hélder Guégués
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«Até ao início dos anos 70, o arqueólogo William L. Rathje fez carreira a procurar pistas da civilização Maia em Cozumel, uma ilha mexicana no meio do mar das Caraíbas. Contudo, algures pelo caminho, decidiu mudar de objeto de estudo. Em vez de procurar vestígios milenares, longe do seu país natal, começou a escavar, juntamente com um grupo de alunos, o aterro da cidade de Tucson, no estado do Arizona. “O Projeto do Lixo”, assim foi batizado em 1973, abriu uma caixa de Pandora social e criou mesmo um novo campo de estudo académico, a “Garbology” (“Lixologia”, numa tradução livre.) («No futuro, os fósseis da pandemia vão falar por nós. Que história vão contar?», Fábio Monteiro, Rádio Renascença, 7.04.2021, 9h30).

Parece brincadeira, mas não: são mesmo consequências deste modo de vida que o Homem julga ser o melhor. Não tarda, e o lixo não cabe no planeta. Entretanto, estudemo-lo.

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EDIÇÃO
Julho 2021 - nº 598
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