Sala de convívio
13 setembro 2021

Destemidos guardiães da Terra

Tempo de leitura: 3 min
Vamos continuar a contribuir para que o mundo seja melhor cuidando da nossa casa comum.
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Os plásticos

Todos temos sacos de plástico em casa. Grandes, pequenos, com letras, com bonecos, às bolinhas… Há quem vá ao supermercado e traga sempre muitos sacos, alguns com poucas coisas dentro ou, até, com um só produto. Uma parte das pessoas desfaz-se dos sacos que tem em excesso, sem se preocupar com a reciclagem.

O plástico demora cerca de 400 anos a degradar-se. Mas, ao serem usados para depositar o lixo, vão para as lixeiras, de onde muitas vezes voam até aos rios e acabam nos mares. Ali confundem-se com o alimento e os animais que os engolem sofrem graves consequências na sua saúde.

Além disto, o plástico é feito de petróleo e de celulose. Ao reduzirmos o uso dos plásticos, contribuímos para a manutenção de espécies marinhas, para a diminuição da desflorestação e para o uso equilibrado dos combustíveis fósseis.

João Pedro Rebelo (Coimbra)

 

A terra é tudo

Cada vez mais, o Homem mostra-se indiferente em relação àquilo que é tudo: a Terra. Muitas vezes vemos pessoas inconscientes que poluem ou destroem espaços verdes, seja por puro prazer, seja para a construção de grandes empreendimentos, tendo estes últimos como especial interesse a recompensa monetária.

A poluição do ar, da água ou sonora aumenta, e surgem catástrofes naturais: secas, inundações e furacões, cujo efeito é nefasto para o ambiente e para os seres vivos.

O que os outros (não) fazem para preservar o nosso planeta não me importa; interessa-me aquilo com que eu contribuo para que o mundo seja melhor, e que daqui a muitos milhões de anos a Terra ainda exista!

Joana C. M. Oliveira (Fátima)

 

Problemas ambientais

Os problemas ambientais que vivemos são consequência directa da intervenção humana no planeta e nos ecossistemas, causando desequilíbrios ambientais e comprometendo a vida, como o chamado efeito estufa (o aprisionamento da energia solar que deveria ser dissipada de volta para o espaço, mas que permanece na atmosfera em função do aumento da concentração dos chamados gases com efeito de estufa) e a diminuição da água potável.

Apenas três por cento da água do planeta é doce e só 0,03 por cento desta se encontra em superfícies acessíveis. O ciclo da água (evaporação, condensação, precipitação e infiltração) permitia à Terra regenerá-la. Mas estamos a consumi-la em quantidades superiores às que o planeta reabilita. O limite de nove milhões de biliões (triliões) de litros, estimado por órgãos internacionais, será alcançado em 2015. E a disponibilidade aquífera diminui na medida que aumentam os mananciais contaminados.

«Todos deveríamos preocupar-nos mais com o futuro, até porque passaremos o resto da vida nele», escreveu Charles F. Kettering, filósofo dos Estados Unidos.

Ana Rita L. Teixeira (Arco de Baúlhe)

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Artigos
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EDIÇÃO
Setembro 2021 - nº 599
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