
O povo bijagó representa 70 por cento dos cerca de 30 mil habitantes deste arquipélago. Dotado de grande aptidão para a escultura, a sua cultura baseia-se na preservação da biodiversidade, sendo várias destas ilhas consideradas sagradas e intocáveis. Os bijagós mantêm tradições e rituais que espelham a sua forte ligação com o meio ambiente e com os espíritos, visto serem animistas.
A sociedade – ao contrário do que acontece na maior parte do planeta – é tida como matriarcal, sendo a herança e a propriedade transmitidas pela linha materna. As mulheres são figuras centrais nas decisões políticas e económicas. O facto de dar à luz confere à mulher bijagó o estatuto mais elevado da hierarquia familiar.
