Igreja
30 abril 2022

Os desafios da Igreja Católica na Nicarágua

Tempo de leitura: 8 min
Na Nicarágua, há uma voz que não se cala: a de uma instituição-comunidade que continua a usar as paróquias e os púlpitos em defesa dos oprimidos. Para a silenciar, o regime em Manágua acaba de expulsar o representante do papa.
Margarida Santos Lopes
Jornalista
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Em 2018, poucas horas depois de começar a mobilização popular contra uma controversa reforma da segurança social, os responsáveis religiosos na Nicarágua apelaram a que se evitasse a violência, mas perante uma escalada de repressão, logo se «abriram as paróquias para acolher as vítimas dos ataques da polícia e dos simpatizantes sandinistas», relata Diego, professor universitário e investigador, ele próprio um activista católico na oposição.

«A Igreja validou os protestos ao reconhecer como justas as reivindicações dos manifestantes», salientou Diego, em entrevista à Além-Mar. «Num país de tradição católica, como é a Nicarágua [em 2019, 43% dos 6,6 milhões de habitantes do país continuavam a afirmar-se como católicos e 41% declaravam-se protestantes], a mensagem definitiva dos padres e bispos teve um efeito enorme, pois deu à mobilização maior legitimidade e motivação.»

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Artigos
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EDIÇÃO
Maio 2022 - nº 724
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