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13 maio 2026

Denunciar a corrupção, encorajar a esperança

Tempo de leitura: 24 min
1- Nos Camarões, o papa denunciou a corrupção e apelou à paz. 2- Em Angola, lançou apelos à construção de uma cultura de justiça social, à superação dos conflitos e à reconciliação. 3- Na Guiné Equatorial, apelou à promoção dos direitos humanos e privilegiou as populações fragilizadas.
Margarida Santos Lopes
Jornalista
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De uma nação com uma «quase invisível» comunidade católica, o papa seguiu para a República dos Camarões, onde os fiéis da Igreja de Roma representam um total de 7,9 milhões dos 30,5 milhões de habitantes. Das grandes cidades às aldeias mais remotas, eles desempenham um papel vital em numerosas paróquias, escolas, hospitais e centros pastorais.

Em 1472, foram portugueses, nas caravelas de Fernando Pó, os primeiros europeus a chegar à região, que os surpreendeu pela enorme quantidade de crustáceos no estuário de Wouri, logo baptizado de Rio dos Camarões. Foram também portugueses os primeiros a iniciar o tráfico transatlântico de escravizados, continuado por holandeses, nos anos 1600, até à assinatura de um contrato proibindo esta exploração humana, entre o Governo britânico e os reis de Duala, Bell e Akwa, em 1840.

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Maio 2026 - nº 768
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