Artigos
09 agosto 2026

«Magnífica humanidade» deve-se proteger dos algoritmos

Tempo de leitura: 14 min
Desarmar a inteligência artificial, defender a pessoa de uma tecnologia não neutra, repensar as regras éticas de modo que os Estados tenham poder sobre as empresas tecnológicas privadas e não o contrário – estas são algumas das ideias centrais do papa na sua primeira encíclica, Magnifica Humanitas.
António Marujo
---

encíclica Magnifica Humanitas (MH, Magnifica Humanidade) foi assinada a 15 de Maio de 2026 e publicada dez dias depois. A data não é inocente: assinalando 135 anos exactos após a Rerum Novarum de Leão XIII, o documento é uma declaração de intenções clara de um papa que escolheu o nome de Leão para sublinhar a continuidade com o seu antecessor do século XIX: em 1891, Leão XIII alertava que nem o mercado desregulado nem a economia centralizada seriam resposta à questão social do seu tempo. Mais de um século depois, Leão XIV adverte que a inteligência artificial (IA), por si só, não resolverá os problemas fundamentais da humanidade e pode, pelo contrário, agravá-los.

Com cinco capítulos e 245 parágrafos, o texto propõe uma nova síntese do pensamento social católico para uma “mudança de época”, como dizia o Papa Francisco.

Partilhar
---
EDIÇÃO
Julho e Agosto 2026 - nº 770
Faça a assinatura da Além-Mar. Pode optar por recebê-la em casa e/ou ler o ePaper on-line.