Reportagens
30 abril 2020

Ka ubanoko, a nossa casa

Tempo de leitura: 23 min
Na capital do Estado de Roraima (Brasil), algumas centenas de migrantes venezuelanos de etnia warao, rejeitados pelas agências da ONU, organizaram-se e criaram uma experiência singular de convivência e resiliência. Ao lado dos migrantes não indígenas e superando várias dificuldades.
Marco Bello
Jornalista e Fotógrafo
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Brasil: «odisseia warao»: reportagem do centro de autogestão dos migrantes venezuelanos (1)

Boa Vista. Extrema periferia da cidade. Ultrapassada uma escola militar, chegamos diante de um espaço fechado por redes e muros. Assim que passamos uma cancela parcialmente derrubada, temos de imediato a impressão de entrar num pequeno mundo à parte.

À nossa direita ergue-se um antigo pavilhão desportivo constituído por duas escadarias que contornam o espaço de jogo em cimento, e todo ele coberto por um alpendre de chapa. Notamos de imediato que, sobre os degraus, estão acumuladas carteiras, malas, toalhas e roupas diversas, utensílios, adornos e objectos domésticos de todo o tipo. Tudo está posicionado com grande ordem. No chão, ao lado dos alpendres, encontram-se colchões e também uma velha cama. Algumas redes estão penduradas nas colunas da estrutura. No terreno de jogo foram colocadas algumas tendas de campismo. Faz lembrar um grande acampamento. Ao lado da estrutura estão estendidos alguns toldos com a inconfundível escrita e logótipo do UNHCR-ACNUR, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

Avançamos quase em bicos de pés, procurando não invadir os espaços com as nossas câmaras de vídeo e máquinas fotográficas, como algumas vezes fazem os jornalistas. Mas não podemos tornar-nos invisíveis. Aqui e ali muitas crianças correm umas atrás das outras e brincam. Muitas delas param a olhar para nós, curiosas. Junto de algumas árvores há fogueiras acesas com panelas enegrecidas apoiadas em cima.

Diante de nós e dos lados várias casinhas, melhor dizendo, barracas, feitas com materiais recuperados, papelão, pedaços de madeira, chapas, dão ao lugar um ar de aldeia. Há cartazes escritos à mão: «Reparam-se bicicletas», «Lavagem». Há também uma lojinha que vende pequenas coisas de utilidade quotidiana, precisamente como se fosse um bairro. Estamos no Ka Ubanoko, que – é-nos explicado – na língua dos Waraos significa «dormitório comum». Trata-se de um centro desportivo que nunca foi concluído e depois abandonado, do qual ficaram em pé diversas instalações entre as quais um casarão, uma piscina e outras estruturas.

Acompanha-nos o padre Óscar Liofo, missionário da Consolata congolês, que desde há uns meses acompanha as gentes de Ka Ubanoko. Neste espaço ocupado e autogerido (como compreendemos em seguida) vivem 639 pessoas, todas migrantes venezuelanas, das quais 150 famílias indígenas, quase todas waraos, mas também de outras etnias (E’ñepa, Cariña, Pemon), e 76 famílias não indígenas. 

O padre Óscar guia-nos dentro de Ka Ubanoko, em direcção a uma zona de tendas instaladas sob um alpendre de cimento. Também aqui cada canto se tornou um lar no qual vive uma família, lado a lado com a família vizinha. O missionário conhece todos, cumprimenta, diz piadas em português e respondem-lhe em espanhol.

Fiorella, médica e líder

O padre Óscar leva-nos até à senhora Fiorella Ramos, médica de clínica geral, indígena warao, «coordenadora» de Ka Ubanoko. Fiorella tem 37 anos e dois filhos. Na Venezuela era directora de um hospital, e ao mesmo tempo fazia visitas ao domicílio. «Com o que ganhava mal conseguia comprar do que comer, entretanto corria de um trabalho para outro, sem poder estar com a minha família e não sobrava nada para ajudar os meus pais. Em 2018 decidi partir, mas precisei de um ano para me preparar psicologicamente e para pôr de parte o dinheiro.» Foi uma escolha difícil, confessa Fiorella, deixar os parentes, parte da família, um bom trabalho, o próprio país. A sua história, porém, é uma história comum a muitos compatriotas.

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Fiorella Ramos, médica de clínica geral, indígena warao, «coordenadora» de Ka Ubanoko (Foto Paolo Moiola)

A 8 de Janeiro de 2019, Fiorella parte com a irmã e Fernando, o filho mais pequeno. A viagem da Venezuela ao Brasil não é perigosa nem demasiado cara, ainda que muito cansativa. Se os documentos não estão em ordem, tem de se ir por estradas alternativas para passar a fronteira.

Fiorella e o seu grupo chegam a Boa Vista, capital do Estado brasileiro mais setentrional, Roraima, na tarde do dia seguinte. «O meu irmão – conta ela – estava a viver no abrigo [refúgio literalmente, campo de refugiados neste caso, ndr] chamado Pintolândia, pelo que esperávamos poder-nos acomodar ali, mas disseram-nos que não podíamos entrar sem visto. Acampámos não muito distantes dali, na berma da estrada, onde se encontrava já uma família indígena. Vivemos 19 dias abrigando-nos debaixo de alpendres de uma estrutura local. Naquele período pedimos pelo menos três vezes para entrar na Pintolândia, mas não nos permitiram, dizendo que estava cheio.» Outras famílias se juntam e o grupo chega a contar 38 pessoas. «Usávamos as casas de banho de umas bombas de gasolina não distante, a água ia-se buscar a uma torneira à qual se podia aceder. De dia tínhamos de estar num parque ali próximo semiescondidos, e de noite dormíamos debaixo dos alpendres. O meu irmão conseguia trazer-nos comida cozinhada de dentro do abrigo.»

Do grupo faz parte também Anibal Pérez, um warao da comunidade de Mariusa. Entre ele, Fiorella e a sua irmã nasce um entendimento e os três, pensando no futuro, começam a escrever um projecto de «Desenvolvimento integral», como o define a médica. É o embrião de Ka Ubanoko. «No projecto pensava-se numa organização, falava-se de saúde, educação, economia e infra-estruturas. É naquele período que conhecemos o padre Jaime Patias e Luís Ventura, missionários da Consolata, que começaram a apoiar-nos com alimentos e material de higiene pessoal. Também os funcionários da ACNUR passavam por cá, mas diziam que não podiam acolher-nos no centro.» Entretanto continua a chegar gente da Venezuela, e também indígenas expulsos da Pintolândia: «Éramos já 150 famílias.»

«Milagre» em Boa Vista

Depois acontece uma espécie de milagre. «Um brasileiro informou o cacique Wilson, um do grupo, que perto de onde estávamos acampados existia um grande espaço abandonado, um clube desportivo em ruínas, onde poderiam acomodar-se muitas pessoas.» Um de nós vai conhecer o sítio. Na época está invadido por arbustos e erva alta. Encontram-se aí escondidas três famílias venezuelanas não indígenas. O centro é também lugar de passagem de delinquentes e acontecem ali coisas estranhas. Mas a decisão já está tomada: Fiorella e Anibal guiam o seu grupo e estabelecem-se no lugar.

Apenas chegados, os migrantes começam a limpar a área e a repartir os espaços entre si. Fiorella e Anibal levam a este lugar o modelo que tinham pensado no projecto de desenvolvimento e que tinham começado a aplicar onde estavam acampados. «Já no caminho tinham experimentado este tipo de organização. Até porque tinham começado a chegar donativos de algumas entidades, e foi necessário formar grupos para evitar conflitos e injustiças.»

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Mulher warao que reside no Ka Ubanoko, em Boa Vista (Foto Marco Bello)

A organização baseia-se numa coordenação central com uma coordenadora eleita, Fiorella, e uma vice-coordenadora, Alida Gomez, também ela warao. As famílias são divididas em grupos, normalmente segundo a comunidade de origem, guiados por responsáveis também eles eleitos, ditos caciques («chefes», no mundo indígena). Os caciques são cinco, dos quais quatro waraos e uma crioula (como são chamados os não indígenas). Há depois uma organização por sector, através de comités, sobretudo aquilo que é fundamental para a comunidade: educação, limpeza, saúde, alimentação, segurança, desporto, protecção do menor e da mulher, infra-estruturas.

E, todavia, a convivência entre os vários grupos não é tão fácil como parece. Entre os habitantes de Ka Ubanoko por vezes surgem conflitos. «Desde que estamos aqui, houve cinco confrontos físicos. Quando acontecem, procura-se resolvê-los através dos caciques dos grupos de pertença dos sujeitos envolvidos – explica-nos Fiorella. – Alguns compreendem, outros não. Neste caso, somos obrigados a expulsá-los.» Por vezes também existem incompreensões entre indígenas e não indígenas, sobretudo por causa da inevitável diferença cultural.

Fiorella mostra-nos onde habita. É uma casa improvisada feita de materiais recuperados, erguida na zona do perímetro do centro desportivo, normalmente habitada pelos não indígenas. Vive aqui juntamente com parte da sua família. Sobrevive.

Voltamos novamente em direcção ao pavilhão perto da entrada. Aqui, nas escadarias, têm o seu canto Alida Gomez e o seu marido.

Alida vem de Tucupita (capital do Delta Amacuro), é uma senhora de certa idade, com três filhos adultos que ficaram na Venezuela. No seu país era professora, mas depois decidiu partir: «A Venezuela está a viver uma situação muito difícil em todos os âmbitos: economia, educação, saúde. Tomei a decisão pessoal de vir para o Brasil para ajudar a minha família – diz-nos. – Esperava poder encontrar um trabalho rapidamente, mas a realidade é bem diferente. Ser indígena, ter a nossa cultura, significa ser rejeitados em todos os âmbitos aqui. Não temos o apoio de ninguém, estamos sós.» Hoje, Alida ajuda a comunidade fazendo de coordenadora de Ka Ubanoko, mas a vida em Boa Vista é muito dura. «Saímos antes do amanhecer para ir à procura de lixos que se possam vender, como latinhas de alumínio. Aproveitamos também roupas em boas condições. Fazemos juntos vários dias de recolha e vendemos o metal. Deste modo ganhamos algumas dezenas de reais [a moeda brasileira], que nos serve para comprar géneros alimentares. As roupas recuperadas lavamo-las com cloro. Se nos servem, usamo-las, caso contrário oferecemo-las a outras famílias.» De facto, em toda a Ka Ubanoko, entre as coisas pessoais trazidas da Venezuela, notam-se muitos objectos de recuperação, encontrados nos contentores da cidade brasileira.

Alida continua a descrever-nos a vida quotidiana no campo: «As casas de banho não têm nenhuma privacidade. Não têm portas, e estão junto dos chuveiros. A água que bebemos é do filtro [existem dois filtros com três torneiras cada um, instalados pelo ACNUR, para mais de 600 pessoas]. Para cozinhar e lavar usamos a água do aqueduto. Cozinhamos em fogos de lenha que recuperamos por aí. É preciso ter sempre atenção, porque aqui há muitas moscas que trazem doenças. Com a farinha de trigo fazemos arepas [uma espécie de crepes]. Comemos também arroz e salsicha [de péssima confecção]. Se temos algum dinheiro a mais, compramos frango ou outra carne. Quem tem amigos ou familiares na Pintolândia, recebe por vezes alimentos trazidos por eles.»

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O ex-pavilhão desportivo com algumas tendas e com as bancadas usadas como «armários» dos emigrantes venezuelanos em Boa Vista (Foto Marco Bello)

Também a língua pode ser um problema. Os venezuelanos, indígenas ou não, falam o castelhano, enquanto no Brasil têm de aprender o português. Alida, que está aqui desde há quase um ano, admite que o compreende, mas que não o fala.

Os «amigos» de Ka Ubanoko

Ka Ubanoko é, portanto, uma grande realidade de migrantes autogerida e auto-organizada.

Nenhuma das agências das Nações Unidas ou das grandes ONG, muito menos o governo federal ou do Estado de Roraima, ou a municipalidade de Boa Vista, a controlam e a gerem. Diversas entidades intervêm com apoios pontuais e específicos. Fiorella é muito eficiente em manter relações e já se tinha feito conhecer às instituições quando o grupo estava acampado na berma da estrada.

«Ajudou-nos uma ou outra instituição civil e religiosa – recorda ela. – Como a pastoral dos migrantes da diocese, as Irmãs Escalabrinianas, os missionários da Consolata, a Cáritas. E ONG como Médicos sem Fronteiras e Adra.»

Pouco apoio chegou pelo contrário do ACNUR (os dois purificadores já referidos) e da OIM (Organização Internacional para as Migrações). O exército brasileiro (que em Roraima controla os abrigos oficiais como Pintolândia) interveio restabelecendo a luz eléctrica que a Câmara tinha cortado e colocando em segurança a piscina (vazia) do centro desportivo.

«Procuramos envolver algumas entidades através de projectos. Os missionários da Consolata, por exemplo, estão empenhados com um projecto de alimentação, tanto no geral como para as crianças. Com a Fé e Alegria [ONG dos Jesuítas], temos trabalhado num projecto de educação, diferenciado e plurilingue, porque aqui somos de diversas etnias e línguas nacionais.» Houve problemas porque Ka Ubanoko não é um posto oficial, ao contrário, é uma ocupação ilegal, pelo que muitas actividades não se podem realizar no local, mas há que apoiar-se noutras entidades e lugares. Como o projecto da Consolata que se desenvolve num oratório dos frades Capuchinhos, pouco distante.

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O ex-pavilhão desportivo com algumas tendas e com as bancadas usadas como «armários» dos emigrantes venezuelanos em Boa Vista (Foto Marco Bello)

«Com a Cáritas preparámos um projecto de tipo económico: apoio para a produção de artesanato e para a agricultura.» O projecto já fornece a matéria-prima para as mulheres confeccionarem artigos artesanais que depois vendem. Mas ainda não se distribuem as sementes nem as alfaias para cultivar as terras.

Espiritualidade migrante

Deixado um campo de terra batida usado para jogar futebol ou voleibol, deslocamo-nos para a zona central de Ka Ubanoko, onde muitas pequenas tendas em iglu estão assentes sobre um pavimento e abrigadas por uma cobertura em cimento que parece precária. Inúmeros cordéis esticados por todo o lado com tecidos e vestes coloridas pendurados a secar.

Aqui encontramos Leany Torres Moraleda, que coordena o comité cultural e espiritual de Ka Ubanoko. Leany é uma jovem mãe de 29 anos com uma filha de 8, originária da comunidade de Nabasanuka (do delta do rio Orinoco), onde a sua família sempre esteve empenhada ao serviço da identidade indígena. O seu pai e o seu tio desempenharam mesmo cargos políticos. É licenciada em Turismo e passou parte da sua vida na cidade, em Tucupita, onde ensinava na escola primária. Ao mesmo tempo estava muito empenhada na pastoral indígena da Igreja Católica e com um grupo cultural chamado Eco Warao.

«Com a minha filha e a minha sobrinha partimos em Maio e sabíamos já da existência de Ka Ubanoko. Chegadas a Boa Vista depois de uma viagem rocambolesca com um grupo de outros indígenas, passámos a noite na rodoviária [a estação dos autocarros, onde há um centro de passagem para migrantes gerido pelo exército], sem dormir. Quando conseguimos chegar a Ka Ubanoko, a alguns o lugar pareceu-lhes muito mau. A minha impressão, pelo contrário, foi positiva.»

Os primeiros tempos não foram fáceis. «A minha família é conhecida, por isso havia quem não queria ver-nos em Ka Ubanoko e dizia-nos para ir para a Pintolândia», relata Leany. «Depois o cacique Camilo inseriu-nos no seu grupo, e, tendo em conta a sua autoridade, as águas acalmaram.»

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Leany Torres Moraleda, originária da comunidade de Nabasanuka (do delta do rio Orinoco), que coordena o comité cultural e espiritual de Ka Ubanoko (Foto Marco Bello)

Leany sempre foi muito activa na promoção dos direitos e da cultura warao. Por isso preocupa-se de imediato com a possível perda de identidade, sobretudo das crianças migrantes. «Em Ka Ubanoko estamos a trabalhar com a infância missionária. E ao início tivemos algumas incompreensões com os crioulos porque eles defendiam que nós fazemos uma actividade que os exclui. Explicamos que a nossa visão é diferente. Ou seja, não é só ensinar a rezar, ensinar a palavra de Deus, mas estimular as crianças para que conheçam a cultura warao, formem um sentimento de pertença, construam uma identidade.»

Leany faz questão de explicar-nos bem a sua filosofia: «Em qualquer lugar nós somos, nunca deixaremos de ser waraos: está no nosso sangue. Mesmo indo para outro Estado do Brasil ou sendo fisicamente iguais. Adaptar-nos-emos à sociedade deste país, aprenderemos a língua e teremos um trabalho. Mas seremos sempre indígenas. Aqui em Ka Ubanoko estamos a fazer um bom trabalho, e demo-nos conta de que as crianças não indígenas, depois de ter ouvido as canções e visto as danças warao, começaram a cantar também elas. Isto é muito importante. Crianças waraos que não falavam a língua mãe agora começam a fazê-lo. O nosso empenho vai muito mais além. O que nos une é que somos venezuelanos e somos indígenas. Todavia, se não tomamos em mãos a situação, a nossa gente deixará de sentir-se indígena.»

Ka Ubanoko é uma experiência importante, mesmo se é difícil prever quanto durará. Permite aos migrantes não cair no assistencialismo do campo de refugiados, tomar em mãos a sua própria vida e – ao mesmo tempo – sentir-se parte de um projecto organizado, que protege e permite ser protagonistas. Para o bem comum.

(Continua)

 

YAKERA!

A palavra – «Yakera» – agradou-nos de imediato. Fácil de pronunciar. Fácil de recordar. E, sobretudo, portadora de um significado positivo. Os indígenas waraos utilizam-na em muitas circunstâncias: para dizer «está bem», mas também para cumprimentar.

Os Waraos são a etnia do delta do rio Orinoco, na Venezuela, que está a abandonar as suas comunidades pera se refugiar no Brasil. Percorremos um troço da sua rota de migração (Santa Elena de Uairén, Pacaraima, Boa Vista, Manaus) e visitámos os centros que os acolhem para procurar compreender de sua viva voz o porquê de uma escolha difícil, frequentemente dramática.

Nesta averiguação ajudaram-nos os missionários da Consolata que desde há tempos trabalham com os Waraos, tanto na Venezuela como no Brasil. (P. M. / M. B.)

 

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Outubro 2020 - nº 706
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