
Leão XIV expressa-nos o desejo «de que todos os cristãos possam perceber a forte ligação que existe entre o amor de Cristo e o seu apelo para nos aproximarmos dos pobres». [...] No «chamamento a reconhecê-lo nos pobres e nos que sofrem revela-se o próprio coração de Cristo, os seus sentimentos e as suas opções mais profundas, com as quais todo o santo procura configurar-se» (n.º 3).
O primeiro capítulo deste documento pontifício, recorda-nos a promessa do Senhor: «Eu estarei sempre convosco» (Mt 28, 20). Escreve o papa: «Essa presença manifesta-se de diversas formas; uma delas é a sua presença nos pobres e, quando os socorremos, é a Ele que ajudamos: “Sempre que o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes“ (Mt 25, 40). [...] Nos pobres, Ele continua a ter algo a dizer-nos» (n.º 5).
O papa apresenta-nos a figura de São Francisco de Assis que, com o seu testemunho de entrega ao Senhor e serviço aos pobres, inspirou um profundo renascimento evangélico na Igreja e na sociedade do seu tempo. Ele ainda hoje nos interpela sobre o nosso serviço aos pobres.
Sabemos que Deus ouve o clamor dos oprimidos (cf. Êx 3, 7-10) e que ignorar esse clamor é pecado
(cf. Dt 15, 9). Deus ajuda-nos a ouvir e a responder de forma ativa perante a pobreza social, cultural, moral e espiritual.
