
Com 18 anos e 2,16 metros, Khaman vestia um casaco com as bandeiras do Sudão do Sul (onde nasceu) e do Uganda, o país que o acolheu como refugiado de uma guerra sem fim. A emoção era de quem cumpria um sonho depois de tantos dias e noites de pesadelo.
Nascido de mãe solteira em Rumbek, teve de fugir com os seis irmãos para Kawempe, um campo de refugiados perto de Campala, a capital do Uganda. Aí, com 13 anos e quase dois metros de altura, ouviu o conselho de um condutor de mototáxi: «Devias jogar basquetebol!» Nunca tinha tocado numa bola desse desporto.
