Sala de convívio
20 abril 2026

Com bola no coração

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Francisco foi um papa diferente. Além dos predicados que o mundo admirou e sublinhou quando ele morreu, há um ano (21 de abril), Jorge Bergoglio nunca deixou de vibrar com o futebol, como tantos argentinos.
Luís Óscar
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Antes de ser chefe da Igreja, já vivia o jogo como paixão popular, mas nem sempre pôde sentir as emoções de perto, nem mesmo nas grandes conquistas da sua seleção.

Em 1978, quando a Argentina ganhou pela primeira vez o Mundial, era o dirigente máximo no país (superior provincial, na designação das congregações religiosas) da Companhia de Jesus (ou Jesuítas), e viveu o torneio longe dos estádios, mas atento ao poder humano do desporto. Oito anos depois (1986), estudava Teologia na Alemanha e só soube da vitória porque um colega japonês escreveu no quadro “¡Viva Argentina!”. Já em 2022, durante a final do Mundial do Catar, o papa riu-se ao descobrir que a seleção alviceleste estava a ganhar e resumiu o momento dizendo que a vitória foi «sofrida, como a nossa psicologia argentina».

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Campeões
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Abril 2026 - nº 649
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