
Antes de ser chefe da Igreja, já vivia o jogo como paixão popular, mas nem sempre pôde sentir as emoções de perto, nem mesmo nas grandes conquistas da sua seleção.
Em 1978, quando a Argentina ganhou pela primeira vez o Mundial, era o dirigente máximo no país (superior provincial, na designação das congregações religiosas) da Companhia de Jesus (ou Jesuítas), e viveu o torneio longe dos estádios, mas atento ao poder humano do desporto. Oito anos depois (1986), estudava Teologia na Alemanha e só soube da vitória porque um colega japonês escreveu no quadro “¡Viva Argentina!”. Já em 2022, durante a final do Mundial do Catar, o papa riu-se ao descobrir que a seleção alviceleste estava a ganhar e resumiu o momento dizendo que a vitória foi «sofrida, como a nossa psicologia argentina».
